sexta-feira, 4 de março de 2011

"O corpo em oração"



imagem aqui

Os sentidos são meios para orar, são janelas pelos quais sentimos o mundo exterior como obra criadora. Posso ir exercitando cada sentido e  observando, fazer a experiência de admirar Deus: sua grandeza, sua bondade, sua providência. "EE quaresmal de Santo Inácio"
Quando me coloco em oração coloco também todos os meus sentidos. em Cristo todos os meus sentidos ganham  caráter sagrado:- meu tato, minha visão, meu paladar, minha audição e meu olfato.
Quando oro acolho meu em todos meus sentidos e entro em silêncio e harmonia com meus sentidos
O texto de Rubem Alves nos dá uma visão do por que deus se encarnou, se fez corpo como o nosso, para nos ensinar a viver como seres humanos.

 Rubem Alves afirma: “Pensamos encontrar Deus onde o corpo termina; e o fizemos sofrer e o transformamos em besta de carga, em cumpridor de ordens, em máquina para o trabalho, em inimigo a ser silenciado, e assim o perseguimos, ao ponto do elogio da morte como caminho para Deus, como se Deus preferisse o cheiro dos sepulcros às delícias do Paraíso. E ficamos cruéis, violentos, permitimos a exploração e a guerra. Pois se Deus se encontra para além do corpo, então tudo pode ser feito ao corpo”.

O próprio Rubem Alves em forma de poesia expressa: 

“Deus fez-nos corpos,
Deus fez-se corpo. Encarnou-se.
Corpo: imagem de Deus.
Corpo: nosso destino, destino de Deus.
Isto é bom.
Eterna divina solidariedade com a carne humana.
Nada mais digno.
O corpo não está destinado a elevar-se a espírito.
É o Espírito que escolhe fazer-se visível, no corpo.
Corpo: realização do Espírito: suas mãos, seus olhos, suas palavras, seus gestos de amor...
Corpo: ventre onde Deus se forma. Maria, grávida, Jesus, feto silencioso, à espera, protegido, no calor das entranhas de uma mulher.
Jesus: corpo de Deus entre nós,
Corpo que se dá aos homens,
Corpo para os corpos, como carne e sangue, pão e vinho.
E o corpo de Deus, Jesus Cristo, se expande, incha, tomando o universo inteiro
“presente em todos os lugares,
mesmo dentro da folha mais diminuta,
em cada uma das coisas criadas, dentro e fora,
a sua volta e no interior de suas nervuras, por 
baixo e por cima, atrás e á frente...”(Lutero)
O corpo é o Espírito gracioso, capaz de sorri,
Capaz de ficar grávido, gerar, morrer de amor...
É bem aí, no corpo, que Deus e o homem se 
Encontram”. 


Ponha em prática seus cinco sentidos meditando...



“Seu fruto é doce ao meu paladar.”
Cântico dos Cânticos de SaIomão 2.3
A fé bíblica é mencionada sob o símbolo de todos os sentidos. É visão: ”Olhai para mim e sede salvos .” É audição: “Ouvi, e a vossa alma viverá.” Fé é olfato: “Todas as tuas vestes recendem a mirra, aloés e cássia.” “Como ungüento derramado é o teu nome.” Fé é tato espiritual. Pela fé, a mulher veio por trás e tocou a orla da veste de Cristo, e por isto manejamos as coisas da boa palavra da vida. A fé é igualmente paladar do espírito. “Quão doces são as Tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca.” “Se não comerdes a carne do Filho do homem”, disse Jesus, “e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos.”
Este “paladar” é fé em uma de suas mais altas operações. Uma das primeiras faculdades da fé é ouvir. Ouvimos a voz de Deus, não apenas com o ouvido exterior, mas com o ouvido interior; nós a ouvimos como Palavra de Deus e cremos que isto deve ser assim, o que é o “ouvir” da fé. Em seguida, nossa mente olha para a verdade como nos é apresentada, ou seja, nós a compreendemos, percebemos seu sentido; esta é a “visão” da fé. Depois, descobrimos sua preciosidade, começamos a admirá-la, e achamos quão fragrante ela é; isto é fé em seu “olfato”.  Então apropriamo-nos das misericórdias que são preparadas para nós em Cristo; isto é fé em seu “tato”. E daí seguem os gozos, a paz, o deleite, a comunhão, que são fé em seu “paladar”. Cada um destes atos de fé é salvífico. Ouvir a voz de Cristo como a real voz de Deus na alma salvar-nos-á; mas isto que proporciona verdadeiro gozo é o aspecto da fé pelo qual Cristo, pelo santo paladar, é recebido em nós e feito, por apropriação interna e espiritual de sua docilidade e preciosidade: para ser o alimento de nossa alma. E então que nos sentamos “sob sua sombra com grande deleite”e achamos seu fruto doce ao nosso paladar.
C. H. Spurgeon

Beijos meus,
cheios de luz, amor, fé e esperança!
Rosane!



2 comentários:

  1. Penso que é a primeira vez que venho até seu espaço. Muito giro, o que encontrei e li aqui gostei. Boa imaginação! Vou ser seu seguidor. Seja meu também em:

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    Um abração e tudo de bom.

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  2. Perfeito e a ávore, parece, com seus inúmeros braços erguidos, louvar a Deus!. A imagem é linda, Rô! Bjbj!

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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