Photobucket

sábado, 28 de fevereiro de 2009

- O MUNDO É BELO -





Photo: Leo Palmer




O MUNDO É BELO
(Copiado de uma parede de igreja inglesa)


Caminhe sereno em meio à pressa e ao tumulto, e lembre-se da paz que existe no silêncio.
Mantenha, até onde possível, sem abdicar de seus princípios, bom relacionamento com seus
semelhantes.
Diga sua verdade com simplicidade e clareza, e ouça os demais, mesmo os obtusos e osignorantes, pois eles também têm sua história.
Evite pessoas escandalosas e agressivas, pois elas vexam o espírito.
Se você se comparar com outros, poderá se tornar vaidoso ou amargo, pois sempre haverá pessoas piores ou melhores que você.
Tenha prazer não apenas em seus sucessos, mas também em seus projetos.
Mantenha-se interessado em sua profissão, por mais humilde que seja:Ela será sempre um porto seguro na inconstância da vida.
Seja cauteloso em seus negócios, pois há muita falsidade no mundo.
Mas não seja cego às demonstrações de valor: muitas pessoas lutam por ideais nobres e em toda parte pode haver heroísmo.
Seja autêntico e, acima de tudo, não simule afeto.
Nem descreia no amor, pois, a despeito de desencantos e incompreensões, é tão perene quanto a relva.
Aceite de bom grado a passagem dos anos e abandone sem azedume as coisas próprias da juventude.
Fortaleça seu espírito para resistir aos golpes do infortúnio. Mas não se torture com suspeitas.
Muitos receios são filhos da solidão com o cansaço.
Seja disciplinado, mas não exija demais de si mesmo.
Você é filho do Universo, como as árvores e as estrelas: você tem o direito de estar aqui.
E, embora nem sempre lhe pareça claro, o Universo sem dúvida caminha como deveria.
Esteja pois em paz com Deus, qualquer que seja sua concepção dele.
E, quaisquer que sejam suas lidas e suas aspirações, esteja em paz com sua alma, dentre o tumulto da vida.
Apesar das mistificações, agruras e desapontamentos, ainda assim o mundo é belo.


Alegre-se.


Sê feliz!!!








Bom e feliz domingo a todos(as)!

Rosane!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

EM TEMPO DE QUARESMA - "A ORAÇÃO " -



Em tempo de quaresma

A Oração.

O estudo metódico das Sagradas Escrituras nos ensina o que é a fé e nos oferece uma copiosa quantidade de exemplos sobre a beleza de sua vivência. Elas reportam constantemente, ademais, a atenção dos estudantes que as freqüentam às realidades celestes, oferecendo, com isto, mediante o auxílio da graça divina, a oportunidade de praticar esta virtude. O mesmo pode-se dizer da meditação sobre o Credo, que nada mais é do que uma oportunidade de praticar a virtude da fé, se a graça estiver presente.
Mas se estes meios nos oferecem os ensinamentos sobre a natureza desta virtude e a oportunidade de praticá- la, não são capazes de alcançar, por si sós, a graça necessária para viver da fé ou mesmo para fazer um só ato de fé.
Para alcançar a graça, o Evangelho nos ensina que é necessário recorrer à oração. Nas coisas da fé, diz
Hugo de São Vítor,


"o conselho do homem,sem o auxílio divino, é enfermo e ineficiente. É necessário, portanto,levantar-se à oração, e pedir o seu auxílio, sem o qual nenhum bem pode ser alcançado. Isto é, é necessário pedir a sua graça,a qual, para que tivesses chegado até aquipara pedi-la,era ela que já te iluminava,e daqui para a frente será quem haverá de dirigiros teus passos para o caminho da paz,e de cuja única boa vontade depende que sejas conduzido ao efeito da boa obra. Não serás obrigado,serás ajudado. Se apenas tu operares,nada realizarás; se apenas Deus operar, nada merecerás. Aquele que corre por esta via,busca a vida".


Destas palavras tão densas como singelas pode-se deduzir o que seja a oração:

"É necessário levantar-se à oração",

diz Hugo de São Vítor,

"e pedir-lhe o seu auxílio,isto é, a sua graça, sem a qual não se encontrao caminho da paz".


A oração é, portanto, uma elevação da mente até Deus, para pedir-lhe a fé e a graça do Espírito Santo.
Desta definição podem deduzir-se duas conclusões.
A primeira, que a oração é algo muito simples, pois, de fato, qualquer pessoa que se dirigir a Deus e lhe pedir a fé e o Espírito Santo estará orando.
A segunda, que a oração é, não obstante a sua simplicidade, algo bastante diverso do que a maioria das pessoas costumam supor. A oração pressupõe, em primeiro lugar, pessoas que estejam dispostas a desviar suas atenções das coisas da terra e elevá-las até Deus; pressupõe também, em segundo lugar, pessoas que estejam interessadas em pedir a vivência da fé, ou, o que é a mesma coisa, a graça do Espirito Santo, cuja manifestação principia com a fé e culmina com o dom da sabedoria. Ora, apesar da aparente simplicidade que estas palavras encerram, cada um pode perguntar a si mesmo quantas pessoas conheceu que durante as suas vidas elevaram seriamente suas mentes até Deus para pedir-lhe precisamente estes bens, ou mesmo que tenham alguma vez pelo menos pensado seriamente nesta possibilidade.
Não houve, porém, coisa que os santos mais desejaram do que a graça do Espírito Santo e foi precisamente através da oração, ensina-nos a Sagrada Escritura, que eles a obtiveram:


"Eu a amei mais do que a saúde e a formosura",

diz o autor do Livro da Sabedoria,

"busquei-a desde a minha juventude, e procurei tomá-la para mim como esposa. Fiquei enamorado de sua beleza, porque Deus somente ama aquele que habita com a sabedoria. É ela que através das gerações forma os amigos de Deus e os profetas, e os que usaram dela foram feitos participantes da amizade de Deus".


Sab. 7, 10; 8, 2; 7, 28; 7, 27; 7, 14

Em seguida, o mesmo autor nos explica como esta graça, à qual ele se refere através do dom de sabedoria e que diz ter buscado "desde a sua juventude, enamorado pela sua beleza", lhe foi concedida através da oração:


"Por tudo isto eu desejei a inteligência e ela me foi dada; invoquei o Senhor, e veio a mim o Espírito da sabedoria. Como eu sabia que não poderia obtê-lase Deus não ma desse, e isto já era um efeito da sabedoria, o saber de quem vinha este dom, dirigi-me ao Senhor, e fiz-lhe a minha súplica: `Dá-me, Senhor, aquela sabedoria, que está sentada contigo no teu trono, e não me queiras excluirdo número dos teus servos, porque ainda que alguém seja perfeitoentre os filhos dos homens, se estiver ausente dele a tua sabedoria, será considerado como nada'".


Sab. 7, 7; 9, 4-6

Isto é o que nos ensina sobre a oração um santo do Velho Testamento, o autor do Livro da Sabedoria.

Não é outro também o ensinamento de Jesus a este respeito. Diz o Evangelho de São Lucas que Jesus exortava os seus apóstolos a se dirigirem a Deus como a um pai e pedir- lhe a graça do Espírito Santo, dando-lhes a certeza de que seriam atendidos:


"Eu vos digo",

diz Jesus no Evangelho de São Lucas,

"pedi e dar-se-vos-á,buscai e encontrareis,batei e abrir-se-vos-á.Pois todo aquele que pede, recebe;e o que busca, encontra;e ao que bate, se lhe abrirá. Se um filho pedir pão,qual é entre vós o paique lhe dará uma pedra?Ou, se pedir um peixe,dar-lhe-á ele, em vez de peixe,uma serpente?Ou se lhe pedir um ôvo,porventura dar-lhe-á um escorpião? Se pois, vós, sendo maus,sabeis dar boas dádivas a vossos filhos,quanto mais o vosso Pai celestialdará o Espírito Santo aos que lhO pedirem?"
Lc. 11, 9-13


Aparentemente o principal conteúdo desta passagem parece ser o ensinamento de que Deus é bom e não recusa a oração de seus filhos. Há, porém, outro ensinamento contido nestas frases de Jesus que só parece secundário porque está insinuado de uma forma indireta: Jesus nos ensina, nesta passagem, que aquilo que os filhos de Deus pedem a Deus na oração é a graça do Espírito Santo.
Nisto, portanto, poderemos saber se somos filhos de Deus e se somos conduzidos pelo Espírito de Deus, isto é, se oramos freqüentemente e se quando o fazemos a nossa verdadeira e sincera preocupação é alcançar de Deus a fé e a graça do Espírito Santo.
Este ensinamento de Jesus foi muito bem percebido por Hugo de São Vitor que, ao comentar esta passagem do Evangelho, nos disse o seguinte:


"Está escrito:
`Se vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos céusdará o Espírito Santo aos que lhO pedirem?' Portanto",

diz Hugo de São Vitor,

"o Pai celeste dará o Espírito Santo aos filhos que lho pedirem.Os que são filhos,não pedem outra coisa; os que pedem outras coisas são servos mercenários,não filhos. Os que pedem prata,os que pedem ouro, os que pedem coisas que passam,os que não pedem o que é eterno,pedem o ministério da servidão,não o Espírito da liberdade. O que for pedido, isto será dado;se pedes o corporal,não receberás mais do que o que pedes. Se pedes o espiritual,o que pedes será concedidoe o que não pedes será acrescentado;será dado o espiritual,será acrescentado o corporal. `Buscai em primeiro lugaro Reino de Deus,e tudo o resto vos será acrescentado'. Deve-se, portanto, orar ao Pai,e ao Pai, que está nos céus,pedir os bens celestes,não os da terra; não a substância corporal, mas a graça espiritual".

Hugo de S. Vitor De Quinque Septenariis

"Os que são filhos", diz este texto, "não pedem outra coisa; os que pedem outras coisas são servos mercenários, não filhos". Deve-se comparar esta afirmação com outra afirmação da Epístola aos Romanos:

"São filhos de Deus",

diz São Paulo na Epístola aos Romanos,

"todos aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus".

Rom. 8, 14

Os dois textos declaram de forma diversa quem são os filhos de Deus. Hugo de São Vitor diz que são filhos de Deus todos aqueles que pedem a Deus, como a um Pai, a graça do Espírito Santo. São Paulo diz que são filhos de Deus aqueles que são conduzidos pelo Espírito Santo. Ambos, porém, estão ensinando a mesma coisa, pois não é possível dirigir-se a Deus e pedir- lhe sinceramente a graça do Espírito Santo sem ser movido pela própria graça do Espírito Santo. De fato, já havíamos examinado anteriormente uma passagem do Didascalicon de Hugo de S. Vitor em que ele dizia:

"É necessário pedir a Deusa sua graça,a qual, porém, para que tivesses chegado até aqui para pedí-la, era ela que já te iluminava, e daqui para a frente será quem haverá de dirigir os teus passos para o caminho da paz".

Nas Sagradas Escrituras, o livro da Sabedoria nos ensina o mesmo quase com idênticas palavras:

"Como sabia que não poderiaobter de Deus a sabedoria,se Deus não ma desse, e isto já era um efeito da sabedoria, o saber de onde vinha este dom, dirigi-me ao Senhor, e fiz-lhe a minha súplica".

Sab. 8, 21

Ora, Jesus nos ensinava a que nos devíamos tornar como crianças se quiséssemos entrar no Reino de Deus:

"O que não receber o Reino de Deuscomo um menino, não entrará nele",

dizia Jesus (Lc. 18, 17).

Ele nos ensinava ademais a orar sempre, sem jamais desanimar, com a confiança de que seríamos atendidos:

"Contava-lhes parábolas",

diz São Lucas de Jesus,

"para mostrarque é necessário orar sempre sem jamais desanimare dizia: `Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que estão clamando a Ele,de dia e de noite, e tardará em os socorrer?Digo-vos que depressa lhes fará justiça'".

Lc. 18, 1; 18, 7

Ora, esta atitude de pedir a Deus constantemente o dom mais precioso, na certeza de sermos ouvidos e de que não há outro caminho para obtê-lo, é o comportamento próprio de quem é filho e ainda é criança. São os filhos quando ainda são crianças que pedem aos pais as coisas mais importantes na certeza de serem ouvidos e de que não há outro modo para eles de as obterem. Isto, como vimos, em nós já é fruto da graça do Espírito Santo. Quando nós, portanto, movidos pelo Espírito Santo, pedimos sinceramente a Deus a graça do Espírito Santo com constância, com a certeza de que seremos ouvidos e de que não podemos obtê-la senão de Deus, já estamos tratando a Deus como a um Pai e já estamos vivendo como filhos de Deus. É por isso que diz também São Paulo na Epístola aos Romanos:

"Vós recebestes o espírito de adoção de filhos,pelo qual clamamos a Deuschamando-o de Pai,pois o mesmo Espírito Santodá testemunho ao nosso espíritode que somos filhos de Deus".

Rom. 8, 15-16

Tal é, pois, o poder da oração: nos introduz e nos faz crescer na filiação divina e é através dela que nos é dada a graça do Espírito Santo.
A mesma coisa transparece na oração ensinada por Jesus conhecida como o Pai Nosso. Quando nela Jesus nos ensina a pedir a Deus

"venha a nós o vosso Reino",

está com isto nos ensinando a pedir a graça do Espírito Santo, que é o mesmo que pedir o Reino de Deus. Antes deste pedido, porém, invocando a Deus como Pai, está nos ensinando a dirigirmos Ele a nossa atenção; dizendo

"que estás no céu",

está nos ensinando que não é possível dirigirmo-nos a Deus sem elevarmos a nossa alma, o que se faz através da fé; pedindo, antes do Reino, que

"seja santificado o vosso nome",

está nos ensinando que a nossa própria santificação que vem pela graça do Espírito Santo se ordena ela mesma à glória de Deus. Só depois de termos pedido o seu Reino é que ele passa a pedir as demais coisas. Trata-se, portanto, do mesmo ensinamento da parábola do ovo e da serpente e da passagem das aves do céu e dos lírios do campo, em que Ele nos ensina que devemos

"buscar em primeiro lugaro Reino de Deus e a sua justiça,e tudo o mais será depois acrescentado".

Mt. 6, 33
Fonte aqui

Religiosa"Para mim, a oração é um impulso do coração, um simples olhar dirigido para o céu, um grito de agradecimento e de amor, tanto do meio do sofrimento como do meio da alegria. Em uma palavra, é algo grande, algo sobrenatural que me dilata a alma e me une a Jesus." (Santa Teresinha)

Tenham todos um final de semana cheio da graça do Senhor!

Rosane!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

- TRANSPARÊNCIA DIVINA -




Transparência divina
J. Ramón F. de la Cigoña sj



O ser humano é complexo e o seu interior quase infinito. Contudo, esta imensidade experimentada parcial e pontualmente no dia-a-dia é mais sentida do que verbalizada. Somos profundos e místicos, mas também limitados; espirituais e transcendentes e, ao mesmo tempo, concupiscentes e carnais. Esta mistura santa e pecadora possibilita variantes infindas que, por desgraça, são mais negativas do que positivas; repetitivas e não muito criativas. Como experimentar o gratuito, sempre grande e unitivo e não ficar no egoísmo, sempre pequeno e disjuntivo? Como sair da sufocadora mesmice e deixar-se levar pela força da complexidade? Se estamos tocados irremediavelmente pelo pecado, muito mais o estamos pelo poder da graça! Cristo ressuscitado supera infinitamente as humanas limitações e incoerências do primeiro Adão e de seus descendentes!

Deveríamos ser otimistas e positivos, mas nosso pessimismo histórico nos impede de saborear verdadeiramente a vida. Esse inconsciente negativo está muitas vezes entrelaçado com as questões de gênero ou da corporeidade, dando a sensação de que nunca seremos felizes ou estaremos salvos de verdade. Negatividade e maldição parecem assinalar fortemente a existência de muitos. Os condicionamentos históricos, sociais, familiares e pessoais aprisionam e angustiam muitas pessoas; quantas precisam de ajuda terapêutica para poder sobreviver!

É preciso sair desse atoleiro aparentemente interminável. Necessitamos de outra visão psico-espiritual mais positiva, para deixar de lado o poderio da negatividade. Temos algumas certezas e experiências ao nosso favor: A vida está sempre do nosso lado, por mais frágil que seja; o mistério divino da encarnação marcou positiva e eternamente toda existência humana. Nada fica fora daquela presença sublime que, desde então, tudo invade e diviniza. Encontrar graça na desgraça e o divino no humano é tarefa para todos! O Senhor vem ao nosso encontro onde menos o esperamos! Tudo se torna diáfano e transparente para quem sabe enxergar!

No coração humano há mistérios infinitos que a própria razão muitas vezes desconhece. Um deles, a liberdade; outro, o amor. Liberdade e amor são essenciais no ser humano. Sem a experiência dessas realidadesfundamentais ficaremos truncados, perdidos e diminuídos. As Ciências Humanas (Filosofia, Antropologia, Psicologia...) tentam dar uma explicação convincente a esta falta de apreço pelo importante e essencial, mas não encontra unanimidade nas suas propostas: uns negam terminantemente a liberdade e o amor (Marxismo, Psicologia comportamental, etc.); outros os idolatram em demasia (liberalismo, hedonismo, anarquismo, etc.). Provavelmente, a verdade se encontra no meio dessas duas polarizações: não há liberdade pessoal sem compromisso social, nem amor sem responsabilidade. Se assim agirmos, estaremos muito perto da ética do cuidado, do re-encantamento pela criação, da sacralização do dessacralizado, valorizando respeitosamente tanto as pessoas como o seu entorno.

Vivemos tempos de grandes mudanças culturais que afetam o nosso modo unidimensional de viver. Hoje, não só o diferente tem carta de cidadania, mas também o friki
e o fraudulento se fizeram visíveis e ganharam espaços sociais significativos. Experimentamos ao mesmo tempo o individualismo que separa e a globalização que agrupa. As liberdades individuais, fruto de misteriosas opções pessoais, não só têm conseqüências pessoais, mas também obrigações sociais. Hoje, um dos aprendizados mais desafiadores é o de viver a própria personalidade sem se isolar e sem se machucar.

1. Opção radical pelo humano. As atitudes negativas (internas ou externas) em relação às pessoas e ao seu entorno - corrupção, destruição ou engano - são reprováveis e nada constroem. Ninguém é feliz sozinho ou metido numa jaula de ouro. A convivência é sinal de uma boa saúde física e mental. Estamos umbilicalmente vinculados e precisamos do respeito e
carinho de todos. A liberdade e o amor, bem empregados, concretizam o melhor do que somos e temos; mal utilizados, ocasionam o pior tanto no âmbito pessoal como no social. A saúde ou doença política, econômica e moral da sociedade dependem de nossas decisões melhores ou piores.

Não há vida humana sem liberdade; não há sociedade sem o afeto de uns e outros.O dicionário Aurélio define assim a liberdade:“F aculdade de cada um decidir ou agir segundo a própria determinação”. Agir adequadamente e tomar decisões significativas são o objetivo dos Exercícios Espirituais.

Não há liberdade absoluta em seres limitados, nem amores perfeitos nos humanos. Contudo, a concretização do possível apresenta resultados excepcionais, pois o positivo quando concretizado é bem maior do que ele mesmo. Liberdade e amor efetivados, por menores que pareçam, não só humanizam como deixam transparecer o divino escondido. Os gestos gratuitos são sempre uma epifania da graça escondida.

Sabemos que nem sempre as nossas decisões são livres e positivas. A limitação que experimentamos faz parte da nossa bagagem e freqüentemente corre o risco de pesar mais do que deve. Como descondicionar, pois, essa negatividade aderida? Como romper essa corrente histórica de “carmas, feitiços e maldições” familiares e pessoais que escondem excessivamente o melhor das pessoas?Inácio fez essa desconstrução quando contava 30 anos de idade, quebrando o domínio negativo da sua história passada e concretizando novos gestos de amor e serviço. Será que a liberdade como o amor não se conquistam antes desse tempo?

Uma maneira de mudar nosso agir é construir positivamente a própria história e se conscientizar da negatividade que condiciona nossas vidas e decisões. A percepção do que somos e fazemos cria uma maior sensibilidade nos relacionamentos e um jeito mais luminoso de ser e proceder.

Não há dúvida de que a sensibilidade espontânea positiva nos abre e constrói; a negativa, por desgraça, nos encolhe e encobre os nossos horizontes. A fragilidade e limitação de cada um só são superadas pela abertura e acolhimento desinteressado dos outros. Quem procura egoisticamente a si mesmo perde o sentido da sua vida. O convívio gratuito e o cuidado carinhoso por tudo e todos dão um significado novo e iluminam sensivelmente a própria vida. Os outros são espelhos da nossa bondade ou da nossa iniqüidade!

2. Onde proliferou o pecado superabundou a graça (Rm 5, 20). A maioria das pessoas são espontaneamente “negativas” e condicionam desse modo o seu agir. Alguns até acham estúpido procurar o bem dos outros quando o próprio ainda não foi plenamente realizado. Convenhamos, a limitação e o pecado fazem parte da nossa história!

Se a liberdade depende muito da sensibilidade e esta pode ser espontaneamente positiva (interage bem, há cumplicidade, crescimento e outras formas positivas de proceder) ou negativa (interage mal: sentindo rejeição, resistência ou outras formas negativas de proceder), quantas pessoas não estão condicionadas negativamente no seu agir! Os EE são para pessoas “condicionadas” negativamente, pois eles pretendem “preparar e dispor a alma para tirar de si todas as afeições desordenadas (negativas)” (EE 1) e uma vez conseguido isto deci
dir positivamente o sentido da vida.

Afetos desordenados nascidos de desejos bagunçadosproduzem vidas e sociedades desorganizadas e injustas. Facilmente nos acostumamos com a “desordem” sentida ou instituída e achamos tudo isso muito natural. Contentamo-nos com pouco e não esperamos muito da vida. O desencanto no querer é perverso, pois acaba não só com os sonhos melhores como também impede a realização do possível!
Mas, é possível se definir positivamente num mundo tão doído e desgastado? A desordem reinante (social, política, econômica, moral...) manifesta de algum modo a pobreza interior vivida e imaginada pelas pessoas. É utópico ordenar o desordenado, libertar o preso e amar o diferente? É possível romper os condicionamentos sociais e pessoais e abrir-se a horizontes melhores e maiores? Nossos condicionamentos nos impedem realmente de amar?

Nada impede a ação de Deus. Fomos condicionados a encontrar Deus só naquilo que achamos que é bom e positivo. Encurralar Deus em categorias por mais positivas que sejam é não respeitá-lo, nem entendê-lo. Deus não fica fora de nada, pois até no absurdo da Cruz Ele estava!

Qual a experiência que você tem? O amor brota do conhecimento ou este nasce do amor? Conhecemos primeiro e amamos depois ou, pelo contrário, amamos e só posteriormente conheceremos melhor a pessoa amada? O que vem primeiro nos relacionamentos humanos: o conhecimento ou o amor?

O amor não tem hora para começar. Ele nos habita desde sempre! Por isso, quando se concretiza a pessoa se transfigura e transparece. Amar, acolher, acreditar e não sufocar. Quem sufoca o outro, certamente não o ama, nem acolhe. Há outros sentimentos atravessados no coração dos humanos: paixão e ódio são os maiores; os menores: atração e a rejeição. Todos terminam com o passar do tempo, pois só o verdadeiro perdura.

No imenso mundo das nossas incoerências e fantasias sempre haverá lugar para a verdade e o amor. Muitas pessoas são testemunhas concretas de que Deus é muito maior do que a própria limitação! Paulo dizia: nada no mundo nos pode separar do imenso amor que Deus tem por nós!

Encontrar Deus nas diversas realidades do mundo e o Espírito do Senhor nas contrariedades dos humanos é usar de outra forma os nossos sentidos. Sentimos a misericórdia do Senhor nas nossas fraquezas e o seu poder salvador nas próprias limitações. Certamente o Pai nunca esteve tão próximo do Filho como na paixão. Aqui, um se fez íntimo do outro. Nas nossas adversidades Deus está mais presente, pois temos maior necessidade d’Ele! Deus transparece na realidade cotidiana.

3. Como descem os raios do sol e as águas da fonte. Como separar os raios do sol ou as águas da fonte donde brotam? Como separar o que sentimos e fazemos do que somos? Por que não encontrar Deus que tudo habita na vida cotidiana? Alguns ficam assustados qua
ndo experimentam plenamente a sua humanidade, como se pudessem experimentar uma outra coisa? Deus se faz presente nas suas criaturas e está sempre onde nós estamos.
Encontrar, pois, Deus na completa imersão do cotidiano. Sentir-se à vontade no corpo com todos os seus desejos; na mente com todas as suas idéias e fantasias; no espírito com sua luz e trevas. Assumir inteiramente nossa humanidade, o que sentimos e pensamos, já que tudo brota do mesmo sol e da mesma fonte.
Na serenidade da noite, Deus segreda; na luminosidade do dia, Deus se apresenta. A vida pulsa, a mente imagina, as emoções ondeiam, os pensamentos fluem... O que são todas estas coisas senão manifestações sem fim do mesmo Ser que em todos habita? Ir por outro caminho seria percorrer os traços de uma espiritualidade alienada e obtusa onde Deus só pode estar onde pensamos que Ele deveria ficar!

____________________________
Friki , friqui procede do inglês freak ( insensato, extravagante) usado para se referir a uma pessoa de aparência ou comportamento inusitado ou fanático.
















Deus de minha vida, tu me chamas para fora do meu cotidiano e me colocas dentro do teu amor.

Tu queres que tudo em mim venha a florecer.

Eu me entrego a ti e confio na tua graça, neste tempo todo especial para mim.

Assim seja.

Tenham todos um bom e iluminado dia!

Rosane!




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

- HISTÓRIA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS DA QUARESMA -

imagem aqui




HISTÓRIA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS DA QUARESMA

Com a Quarta-Feira de Cinzas, começa oficialmente o tempo da Quaresma e o Ciclo Pascal.

Quaresma, uma vez mais.
Tempo forte na caminhada do ano eclesiástico.
Convite e apelo para o silêncio, a prece, a conversão.
E quando se fala em quaresma, geralmente a gente tem uma idéia de uma coisa negativa, como antigamente.
Tempo de medo, de cachorro zangado, de mula sem cabeça e outras coisas mais.
Para outros a quaresma parece superada pelo modernismo e é hoje apenas uma recordação negativa do passado ou um retrato na parede, simplesmente.
Penso, para nós cristãos é o tempo de conversão, de mudança de vida, de acolher com mais amor a misericórdia de Deus que nos quer perdoar.
E é também o tempo onde as comunidades se preparam para viver o mistério da páscoa. Isto é, tempo da hora de Jesus Cristo do seu seguimento em que ele caminha em direção da sua hora que é a entrega total da sua vida a Deus pelos homens, seus irmãos.
A quaresma é para cada um de nós um tempo de oração e de conversão.
Tempo de crescer em comunhão com todos os homens, principalmente com os mais pobres e necessitados.
Eles nos lembram o rosto sofrido de Jesus e nos convidam a viver com mais fidelidade a caridade, o amor fraterno, que o Evangelho exige de nós.:

O POR QUÊ DA LITURGIA DA QUARTA FEIRA DE CINZAS?

A quaresma se inicia com a Quarta-feira de cinzas. Por que?

A Bíblia nos conta que, certa vez, o general Holofernes, com um grande exército, marchou contra a cidade de Betúlia.

O povo da cidade, aterrorizado, reuniu-se para rezar a Deus. E todos cobriram de cinzas as suas cabeças, pedindo o perdão e a misericórdia de Deus. E Deus salvou o povo pelas mãos de Judite. A cinza, por sua leveza, é figura das coisas que se acabam e desaparecem. É usada como um sinal de penitência e de luto. Nós a usamos hoje, neste Quarta-feira de cinzas, o primeiro dia da quaresma, reconhecendo que somos pecadores e pedindo perdão de Deus, desejosos de mudarmos de vida.

QUARTA-FEIRA DE CINZAS TEMPO DE JEJUM E ABSTINÊNCIA!

Certa vez, numa exposição de pinturas em Londres, um artista apresentou um quadro que ficou famoso. Quem olhasse para aquela pintura, à primeira vista tinha a impressão de estar vendo um homem piedoso em atitude de oração: ajoelhado, de mãos postas, cabeça baixa, possuído de grande paz interior. Aproximando-se, porém, da tela e vendo com mais atenção, percebia-se que a coisa era bem diferente: via-se um homem espremendo um limão num copo, tendo o rosto tomado de ira. O genial pintor quis retratar ali um homem hipócrita. De fato, olhando superficialmente, o hipócrita parece um homem piedoso. Mas é só aparência. Na realidade, até quando está rezando, está muitas vezes tramando alguma coisa contra alguém. O grande pecado do hipócrita é esse: Ele não serve a Deus. Pelo contrário: serve-se de Deus. É um falso santo. Tem mãos postas, a cabeça inclinada e olhar de piedade, mas não está orando. Ao contrário: está apenas tirando proveito da religião em benefício de seu egoísmo. Esse tipo de gente só faz mal à Igreja tanto é que, quando a televisão quer ridicularizar a religião, focaliza esses piedosos hipócritas. Mostra tais beatas rezando na igreja, com véu na cabeça, rosário na mão e olhares piedosos... Depois mostra os mesmos fazendo o contrário fora da Igreja.Jesus era chamado de o bom mestre. Como de fato Ele o era. Perdoou a Maria Madalena, a pecadora, perdoou a Pedro que o traiu, perdoou o ladrão no alto da cruz, mas se existia uma classe de gente que ele não engolia eram os escribas e os fariseus. Para eles Jesus lançou as palavras mais duras: "Ai de vós escribas e fariseus hipócritas... vós pareceis com os sepulcros caiados , que é pintado por fora, mais lá dentro existe toda a espécie de podridão". Gostavam de se mostrar ao fazer o jejum, ao dar esmolas, pagar o dízimo, etc.

O jejum, a esmola e a oração são expressões de nossa gratidão a Deus por tudo o que ele nos concede, por isso não há motivo para exaltar nossas ações caridosas perante os homens.

Pe. Lucas de Paula Almeida, CM



COMO JEJUAR

Jejue de julgar os outros,Banqueteie-se do Cristo que habita neles.

Jejue da escuridão aparente,Banqueteie-se da realidade da luz.

Jejue do pessimismo,Banqueteie-se do otimismo.

Jejue de pensamentos da doença,Banqueteie-se do poder curativo de Deus.

Jejue de palavras que poluem,Banqueteie-se de frases que purificam.

Jejue da raiva,Banqueteie-se da paciência.

Jejue da preocupação,Banqueteie-se da Divina Providência.

Jejue da pressão constante,Banqueteie-se da oração incessante.

Jejue do que é negativo,Banqueteie-se do positivo.Jejue da reclamação,Banqueteie-se da apreciação.

Jejue da hostilidade,Banqueteie-se da não-resistência.

Jejue da amargura,Banqueteie-se do perdão.

Jejue da ansiedade,Banqueteie-se da esperança.

Jejue de si mesmo,Banqueteie-se do coração silencioso.

Bom JEJUM!

FARTA REFEIÇÃO DE AMOR!

Tim Unsworth







"Alguns têm exaltado o jejum religioso acima de toda a Escritura e da razão; outros o têm negligenciado totalmente."
John Wesley



Boa e Santa Quaresma à todos os cristãos do mundo!

Boa semana a todos que por aqui passarem!

Rosane!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

- AFLIÇÕES -


“Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo!
Eu venci o mundo!”
( Evangelho do Apóstolo João cap.16.33 - NVI)


Desde tenra idade aprendemos que as aflições são inerentes à existência... As formas pelas quais sofremos aflições mudam no decorrer dos anos, mas a realidade é que em todas as fases de nossa existência somos afligidos... As aflições roubam-nos a paz e nos tornam conscientes de que não estamos no controle das circunstâncias externas à nossa vida. Somos afligidos porque as pessoas nos frustram, porque as coisas se perdem ou são roubadas, porque fatores críticos exógenos acontecem... Somos, assim, literalmente atingidos pelas aflições da vida e, por isso, alguns acabam por concebê-la como um constante tormento! “Viver é sofrer”, “Depois da tempestade, vem outra tempestade ainda maior”... São algumas frases que acabam se tornando o jargão das vítimas das aflições ,resultantes dos embates da vida!

Ora, Jesus não nos diz que não teremos aflições, lutas e embates... O ensino de Jesus não é alienado das vicissitudes inerentes à existência. O ensino de Jesus não nos tira da realidade, não espiritualiza o sofrimento, nem tampouco faz dos Seus seguidores super-homens/super-mulheres, que passam pela vida como que vivendo em um “conto de fadas”...
O diferencial do ensino de Jesus principia no fato de que Deus, na Sua Soberania, torna-se carne, caminha pelas estradas empoeiradas da Palestina, e culmina na morte sangrenta na cruz do Gólgota. Deus se fez carne, mas não nega a humanidade! Por quê? Porque “(...) Deus não quer que nossa vida seja meramente espiritual; Ele quer que nossa espiritualidade seja verdadeiramente humana”. (James Houston)

Mas o capítulo das aflições não termina quando descobrimos que elas existem, e que por elas passamos e por elas iremos passar... Para aprender tal fato não é necessário escola, senão a própria existência... Afinal, todos conhecem a casa do sofrimento, e mesmo sem querer, vez ou outra todos os seres humanos a visitam...

O capítulo das aflições assume nova perspectiva,não quando delas tomamos consciência, mas quando conhecemos Aquele que venceu o mundo. Porque o Senhor Jesus venceu o mundo, ao contrário de nos desesperarmos, somos chamados a renovar o ânimo, a esperança, os sonhos, a alegria...! Não é algo que acontece do lado de fora... Não são as aflições que deixam de existir. Algo, contudo, acontece dentro daquele que crê (I Jo 5.4). Uma nova disposição mental, uma nova forma de encarar as circunstâncias, uma nova maneira de conceber e re-agir... Tal fato não se explica como fruto de um certo “sentimento religioso” capaz de amortecer a dor. É uma certeza alimentada pela convicção e sustentada pelo próprio poder de Deus. É uma disposição coerente e consciente de avaliar a vida pelo ponto de vista da fé, sem ignorar as circunstâncias. É a esperança que traz ordem ao caos. E esperança só é real em Cristo, pois em Cristo, “A esperança encontra não apenas um consolo para o sofrimento, mas também o protesto da divina promessa contra o sofrimento”

(J. Moltmann). Teólogo Alemão


QUEM SE LEVANTA APÓS UMA QUEDA PROGRIDE MAIS DO QUE ALGUÉM QUE NUNCA SOFREU UMA QUEDA.

Quem decaiu e foi capaz de se reerguer é
mais notável do que alguém que chegou aonde se encontra
sem sofrer nenhuma queda.

O valor da pessoa não está em “nunca sofrer queda”,
mas em conseguir se reerguer após a queda,
aprender com a experiência e se aprimorar mais.

Na verdade, sofrer eventuais quedas faz parte do progresso.



Do livro Eichi no Danpen(7) – Masaharu Taniguchi


Bom feriados a todos(as)!
Rosane!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

GENEROSIDADE

imagem aqui



Por © Letícia Thompson
Quanto mais pensamos na dor que nos incomoda, mais ela dói. Quanto mais pensamos na solidão que nos machuca, mais ela nos destrói. Quanto mais pensamos na nossa pequenez, mais nos sentimos diminuídos. As soluções para nossos problemas nos parecem tão irreais quanto os contos mais fantásticos. Damos demasiada importância a nós mesmos e aos nossos problemas, como se fôssemos o centro do universo. Mas se olhamos ao nosso redor e começamos a abrir nosso coração, percebemos que o mundo está cheio de pessoas doloridas, pequenininhas e diminuídas. Pessoas para as quais a vida parece sem piedade, pessoas que carecem, talvez não de alimento, mas de afeto. Dói muito mais e mais tempo um coração solitário que um estômago vazio.
A generosidade tomou, em nossos dias, formas materiais. Considera-se mais generoso quem tem mais dinheiro para oferecer. Isso torna as pessoas vaidosas. Mas, muito mais que mãos generosas, Deus aprecia corações generosos. Aqueles que não medem esforços, os que fazem algo não para que o mundo veja, mas para que este mesmo mundo seja mais completo. As pessoas mais serenas e mais queridas de Deus são aquelas que oferecem o coração como presente.
Aqui vai nosso texto para hoje:

A generosidade
© Letícia Thompson

Quanto mais caminho, mais percebo o quanto o mundo anda sedento. As pessoas correm, sofrem, se desesperam e continuam buscando a felicidade como se essa fosse apenas uma miragem nesse imenso deserto que a vida se transformou.
Há muita gente no mundo, milhares e milhares. Portanto, a solidão continua assolando vidas, maltratando corações que, no fim do dia e das contas acabam desacreditando nas portas que se abrem a elas. Cada qual pensa no próprio eu e todo mundo se isola. Enquanto isso, a vida continua, cresce a indiferença, cresce o desamor, multiplicam-se as depressões e incompreensões. As pessoas sentem-se vazias e reagem como pessoas vazias. Vazias, pelo menos, de amor e caridade, mas cheias de tristezas e desilusões.
Há, portanto, dentro de cada um de nós um poço de possibilidades e compartilhar de si é deixar-se um pouquinho em cada um. Só não tem nada para oferecer quem possui um coração vazio, não as mãos. E acabar com a solidão de alguém é contribuir para o fim da própria solidão. Oferecer a esperança é dar-se a si uma nova chance, é reabrir portas, é descobrir o novo e entregar-se a ele.
Há melhor presente no mundo que o dom de si? Há coisa mais bonita que saciar o coração de alguém? Devolver a esperança, por menor que seja ela, é dar às pessoas a oportunidade de descobrir o outro lado da vida, aquele que, embora um pouco esquecido, ainda existe.
O dia tem 24 horas e parece muitas vezes que são insuficientes para fazermos tudo o que temos que fazer. Lamentamos a falta de tempo para isso ou aquilo e pensamos que um dia, quem sabe, se atingirmos a bênção da velhice tranqüila, poderemos dar um pouco mais de nós aos outros. Quanto engano!!!
Podemos dar de nós a cada dia e a cada hora, agindo com o coração e tendo uma atitude que nos torna diferentes em qualquer lugar. Pode-se resistir ao ódio por muito tempo, mas quem resiste à ternura, ao afeto, ao amor e à boa-vontade?
Quando as pessoas agirem com menos egoísmo e ao invés de ruminarem a própria infelicidade começarem a agir para o bem do próximo, as doenças da alma começarão a encontrar a cura e o amanhecer terá para cada um de nós um outro rosto, mais sereno, mais amigo e mais esperado.

Por © Letícia Thompson






"Tenha a certeza de viver a vida que
merece, e creia que o mesmo acontece
com os outros.

A convicção de ter paz e um apoio interior,
engrandece você e isso é felicidade.

O mundo é como você pensa que ele é!"

(Lourival Lopes)
Que deus abençoe a todos(as)!
Rosane!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

"VARIAS OCUPAÇÕES, UM ÚNICO FIM



Várias ocupações, um único fim



“As palavras de nosso Senhor Jesus Cristo nos advertem que, em meio à multiplicidade das ocupações deste mundo, devemos aspirar a um único fim. Aspiramos porque estamos a caminho e não em morada permanente; ainda em viagem e não na pátria definitiva; ainda no tempo do desejo e não na posse plena. Mas devemos aspirar, sem preguiça e sem desânimo, a fim de podermos um dia chegar ao fim” (Do Sermão 103, de Santo Agostinho).

Meu caro Internauta, pense um pouco nestas belíssimas palavras do Doutor da Graça. Ele fala em multiplicidade das ocupações deste mundo e afirma que, no meio delas, somos movidos por aspirações. Aspiramos o tempo todo, a vida toda. No fundo, aspirar quer dizer desejar, ter saudade, sentir necessidade... Aspiramos...

As tantas aspirações da vida podem nos jogar numa busca frenética de tantas coisas, podem nos fazer mergulhar num redemoinho de preocupações e até de futilidades... E, então, essas tantas aspirações nos alienam, nos esvaziam, nos sufocam e desumanizam... Que o digam os psicólogos e terapeutas...

E, no entanto, o nosso bendito Salvador nos manda aspirar; mas, não a qualquer coisa: devemos aspirar a um único fim, devemos aspirar por Deus, aquele Deus que somente vem a nós o Filho Jesus! Quando esta é a nossa aspiração radical, a nossa saudade fundamental, o nosso anelo mais profundo e definitivo, então tal aspiração não nos frustra, mas realiza, não nos angustia, mas nos enche de paz, não torna a vida pesada, mas alivia, não nos amargura, mas nos cumula de doçura, não nos decepciona, mas nos prepara para o prêmio e o gozo da eternidade.


Jamais deixaremos de aspirar. Quem neste mundo a nada aspira é doente, deixa de buscar, de sonhar, de viver; já não é humano! Aspirar é próprio da condição humana, é-nos inerente. Por isso diz Agostinho: “Aspiramos porque estamos a caminho e não em morada permanente; ainda em viagem e não na pátria definitiva; ainda no tempo do desejo e não na posse plena”. A questão, portanto, não é aspirar, mas a que aspiramos! Há tantos no mundo que a tanta tolice aspiram! Há tantos que, se dizendo cristãos, já não aspiram a nada! Aqueles estão tomados pelo vazio; estes, pela mediocridade... Aspiremos! Aspiremos pela plenitude, aspiremos pelo destino, aspiremos pela morada, aspiremos pela posse plena, aspiremos por Deus! Seja ele a aspiração fundamental da nossa existência e nossa vida terá valido a pena! “Mas – adverte-nos ainda o santo Bispo de Hipona – devemos aspirar, sem preguiça e sem desânimo, a fim de podermos um dia chegar ao fim”...

FONTE AQUI

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

- O PROFETA -

imagem aqui



“O Profeta”


"Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:"Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança".

O Poeta do Amor -
Gibran Khalil Gibran

1883 - 1931



" O fato de ser Mulher não me torna um tipo diferente de cristã; mas o fato de ser cristã me torna um tipo diferente de mulher"

Elisabeth Elliot


Recados para Orkut

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

BLOGAGEM COLETIVA - O LIVRO DA MINHA VIDA -


BLOGAGEM COLETIVA - O LIVRO DA MINHA VIDA - UMA INICIATIVA DO BLOG - FIO DE ARIADNE DE VANESSA CLIQUE AQUI E PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM AINDA DÁ TEMPO


imagem aqui

Quando fiquei sabendo dessa Blogagem Coletiva - O LIVRO DA MINHA VIDA - logo me veio a mente o primeiro livro que li. Estava eu com 13 anos de idade, minha professora de história geral foi quem indicou o livro "O DIÁRIO DE ANNE FRANK". A leitura sobre a segunda guerra mundial sempre fascinou. Esse livro foi para mim um marco em minha vida. Vivi a ditadura em seu apogeu. Sentia-me aprisionada, não podíamos falar de nada sobre nada, tudo tinha que ser pensado e repesando, para não haver qualquer tipo de problema com as autoridades. Meus pais morriam de medo de tudo, sair de casa era um caos, tudo tinha que ser muito bem pensado.

Até para comprar um livro tinha que ser muito bem escolhido. Foi minha avó materna quem me presenteou, até então nunca havia lido um livro e nem sequer tinha pego um nas mãos, que fosse meu só meu.

De lá para cá foram vários livros lidos e relidos. Apesar da ditadura a gente sempre conseguia dar um jeitinho para obter leituras proibidas. As idas e vindas na Biblioteca Pública ficaram cada vez mais frequentes.

O DIÁRIO DE ANNE FRANK ficou sendo o livro da minha vida. Foi muito triste tê-lo perdido. Quando me casei não levei-o comigo, eram muitos e não tinha onde colocá-los em minha pequena casa. Deixei-os em casa de minha mãe, mas ela acabou por doar todos os meus livros sem que eu soubesse. Mas com o tempo fui adquirindo novamente e o primeiro que tornei a comprar fora ele, o DIÁRIO DE ANNE FRANK, para mim uma relíquia. Esse foi um dos livros mais vendidos e comentados em todo o mundo, por se tratar de uma obra contada com requintes de detalhes e afinal contar a crueldade praticada contra os Judeus na segunda guerra mundial.

Colocarei um resumo desse maravilhoso livro para os que não o conhecem, e para os já tiveram a oportunidade de conhecer relembrar de tão bela e emocionante história verídica.


O resumo::-

Anne Frank e seu diário
Os relatos de uma vítima do holocausto nazista
Túlio VilelaEspecial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Retrato da adolescente Anne Frank, vítima e testemunha do holocausto

Em 3 de abril de 1946, o mundo conheceu a tragédia de Anne Frank, que se tornou um dos símbolos do holocausto: artigo intitulado Kinderstem ("A voz de uma criança") publicado no jornal holandês Het Parool contava trechos do diário da menina que havia sido morta em campo de concentração.Anne nasceu na Alemanha em 1929. Seu verdadeiro nome era Annelies Marie, mas todos em sua família a chamavam carinhosamente de "Anne". Ela era a segunda filha do casal Otto e Edith Frank. Sua irmã, Margot, era quatro anos mais velha.O pai era um homem de negócios e um oficial condecorado que lutou no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial.
Em 1934, quando o nazismo fez aumentar as perseguições aos judeus na Alemanha, a família mudou-se para Amsterdã, na Holanda.
As filhas do casal foram matriculadas em escolas locais, onde se saíram muito bem nos estudos: Margot demonstrava maior aptidão para matemática, enquanto Anne demonstrava maior interesse em leitura e redação.Em 1938, Otto Frank e um sócio, Hermann van Pels, fundaram uma empresa nova. O sócio também era um judeu que havia fugido com a família para a Holanda. Em 1939, a avó materna de Anne Frank veio morar com a família e permaneceu com eles até sua morte em janeiro de 1942.

Ocupação da Holanda
Em maio de 1940, a Alemanha nazista invadiu e ocupou a Holanda. Sob a ocupação nazista, os judeus que viviam na Holanda passaram a ser alvo de leis segregacionistas. Crianças judias ficaram proibidas de estudar nas mesmas escolas onde estudavam crianças não-judias. Por causa dessa proibição, Anne e Margot tiveram que ser transferidas das escolas onde estudavam para um colégio judaico.No dia 12 de junho de 1942, quando completou 13 anos, Anne Frank ganhou de presente de seu pai um livro. Esse livro era o mesmo que estava na vitrine de uma loja em que ela e o pai passaram e que havia lhe chamado a atenção. Embora fosse um livro para autógrafos, Anne começou a usá-lo como diário quase que imediatamente.Nele, a jovem começou a registrar fatos corriqueiros na vida de qualquer adolescente. Pouco a pouco, Anne começou a registrar com freqüência cada vez maior as dificuldades enfrentadas pelos judeus por causa da ocupação nazista.

O esconderijo

No mês de julho de 1942, a família Frank recebeu a notícia de que seria obrigada a se mudar para um campo de trabalhos forçados. Para fugir desse destino, a família transferiu-se para um esconderijo no prédio onde funcionava o escritório do pai.
Para deixar a impressão de que haviam fugido apressadamente, Anne e seus familiares deixaram o apartamento todo desarrumado. Além disso, o pai deixou um bilhete, tratava-se de uma pista falsa com o intuito de levar os nazistas a acreditarem que a família estava tentando viajar para a Suíça.
O prédio comercial onde Anne e sua família se esconderam tinha dois andares, com escritórios, um moinho e depósitos de grãos. O esconderijo consistia em alguns cômodos num anexo que ficava nos fundos do prédio. Para disfarçar o esconderijo, uma estante de livros foi colocada na frente da porta que dava para o anexo.
Na montagem do esconderijo, Otto Frank contou com a ajuda dos quatro funcionários em quem mais confiava: Victor Kugler, Johannes Kleiman, Miep Gies e Bep Voskuijl. Eles mais o pai de Johannes e o marido de Miep eram os únicos que sabiam da existência do esconderijo.

Vida clandestina
Essas pessoas mantinham os Frank informados com notícias da guerra e da perseguição dos nazistas aos judeus. Também os ajudavam trazendo comida que compravam no "mercado negro", tarefa que foi se tornando cada vez mais difícil e arriscada com o tempo. Os cidadãos não-judeus que ajudavam judeus a se esconderem corriam o risco de ser executados imediatamente pelos nazistas caso fossem descobertos.
No final de julho daquele ano, outros judeus buscaram abrigo no mesmo esconderijo: a família van Pels, que era composta por Hermann, o sócio de Otto Frank, sua esposa, Auguste, e o filho Peter, um jovem de dezesseis anos.
No começo, Anne não se interessou pelo tímido Peter por achá-lo desajeitado demais, mas depois mudou de opinião e ambos iniciaram um romance. Em novembro, um amigo judeu da família de Anne também passou a morar no esconderijo: o dentista Fritz Pfeffer.
Como era de se esperar, com tantas pessoas vivendo juntas e em condições precárias, problemas de convivência começaram a surgir. Para piorar, estava cada vez mais difícil conseguir comida. Anne passava a maior parte do tempo escrevendo seu diário ou estudando. Todo dia, logo após o almoço, ela fazia atividades de matemática, línguas, história e outras matérias.
Na manhã de 4 de agosto de 1944, a polícia nazista invadiu o esconderijo, cuja localização foi descoberta por um informante que jamais foi identificado. Todos os refugiados foram colocados em caminhões e levados para interrogatório. Victor Kugler e Johannes Kleiman também foram presos, ao contrário de Miep Gies e Bep Voskuijl, que foram liberados.
Esses últimos voltaram ao esconderijo onde encontraram os papéis de Anne espalhados no chão e diversos álbuns com fotografias da família. Eles reuniram esse material e o guardaram na esperança de devolver à Anne depois que a guerra terminasse.

Auschwitz
Anne Frank e sua família foram mandadas para o campo de Auschwitz, na Polônia. Mais do que um campo de concentração, era também um campo de extermínio. Idosos, crianças pequenas e todos aqueles que fossem considerados inaptos para o trabalho eram separados do demais para serem exterminados de imediato.
Dos 1.019 prisioneiros transportados no trem que trouxe Anne Frank, 549 (incluindo crianças) foram separados dos demais para serem mortos nas câmaras de gás. Mulheres e homens eram separados. Assim, Otto Frank perdeu contato com a esposa e as filhas.Junto com as outras prisioneiras selecionadas para o trabalho forçado, Anne foi obrigada a ficar nua para ser "desinfetada", teve a cabeça raspada e um número de identificação tatuado no braço. Durante o dia, as prisioneiras eram obrigadas a trabalhar. À noite elas eram reunidas em barracas geladas e apertadas. As péssimas condições de higiene propiciavam aparecimento de doenças. Anne teve sua pele vitimada pela sarna. No dia 28 de outubro, Anne, Margot e a senhora van Pels foram transferidas para um outro campo, localizado em Bergen-Belsen, na Alemanha. A mãe, Edith, foi deixada para trás, permanecendo em Auschwitiz. Em março de 1945, uma epidemia de tifo se espalhou pelo campo de Bergen-Belsen.
Estima-se que cerca de 17 mil pessoas morreram por causa da doença. Entre as vítimas estavam Margot e Anne, que morreu com apenas 15 anos de idade, poucos dias depois de sua irmã ter morrido. Seus corpos foram jogados numa pilha de cadáveres e então cremados.

O sobrevivente
Otto Frank foi o único membro da família que sobreviveu e voltou para a Holanda. Ao ser libertado, soube que a esposa havia morrido e que as filhas haviam sido transferidas para Bergen-Belsen. Ele ainda tinha esperança de reencontrar as filhas vivas.Em julho de 1945, a Cruz Vermelha confirmou as mortes de Anne e Margot. Foi então que Miep Gies entregou para Otto Frank o diário que Anne havia escrito. Otto mostrou o diário à historiadora Annie Romein-Verschoor, que tentou sem sucesso publicá-lo. Ela o mostrou ao marido, o jornalista Jan Romein, que escreveu um texto sobre o diário de Anne.
O diário foi finalmente publicado pela primeira vez em 1947.
A obra teve tal sucesso, que os editores lançaram uma segunda tiragem em 1950. O "Diário de Anne Frank" foi traduzido para diversas línguas, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. O livro que começou como um simples diário de adolescente transformou-se num comovente testemunho do terror nazista

*Túlio Vilela, formado em história pela USP, é professor da rede pública do Estado de São Paulo e um dos autores de "Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula" (Editora Contexto).
fonte aqui
imagem dos diários aqui
imagem de parte do diário aqui


Bom dia Vanessa, que está Blogagem seja um sucesso, as flores são para você.
Parabéns por sua iniciativa!
Que Deus abençoe a todos nesse dia tão maravilhoso onde sol brilha e vida pulsa latente em todos nós!
Rosane!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

UMA GOTA DE ÁGUA






UMA GOTA DE ÁGUA

Você já parou, alguma vez, para observar uma gota d`água?

Sim, uma pequena gota d`água se equilibrando na ponta de um frágil raminho...

Com graciosidade a gotícula desafia a lei da gravidade, se balançando nas bordas das folhas ou nas pétalas de uma flor.

São gotas minúsculas, que enfeitam a natureza nas manhãs orvalhadas ou permanecem como pequenos diamantes líquidos, depois que a chuva se vai.

É por isso que um bom observador dirá que a vida seria diferente se não existissem gotas de água para orvalhar a relva e amenizar a secura do solo.

Madre Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis.

Um dia, um jornalista que a entrevistava disse-lhe que, embora admirasse o seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava que o que ela fazia, diante da imensa necessidade, era como uma gota d`água no oceano.

E aquela pequena sábia-mulher, lhe respondeu:

“Sim, meu filho, mas sem essa gota d`água o oceano seria menor.”

Sem dúvida uma resposta simples e extremamente profunda.

Pois sem os pequenos gestos que significam muito, a vida não seria tão bela...

Um aperto de mão, em meio à correria do dia-a-dia...

Um minuto de atenção a alguém que precisa de ouvidos atentos, para que não caia nas malhas do desespero...

Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo.

Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida.

Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira.

O silêncio, frente à ignorância disfarçada de ciência...

A tolerância com quem perdeu o equilíbrio.

Um olhar de ternura para quem pena na amargura.

Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d`água que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe.

Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida perderia o sentido.

Um abraço afetuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma...

Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho reto...

Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável...

Todas essas são atitudes que embelezam a vida.

E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d`água no oceano, responda, como madre Tereza de Calcutá, que sem essa gota o oceano de amor seria menor.

E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas.

* * *

Sem a sua quota de honestidade, o oceano da nobreza seria menor.

Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor.

Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor.

Pense nisso!

E jamais acredite naqueles que desconhecem a importância de um pequeno tijolo na construção de um edifício.

Lembre-se da minúscula gota d`água, que delicadamente se equilibra na ponta do raminho, só para tornar a natureza mais bela e mais romântica, à espera de alguém que a possa contemplar.

E, por fim, jamais esqueça que são essas mesmas pequenas e frágeis gotas d`água que, com insistência e perseverança conseguem esculpir a mais sólida rocha.

FONTE AQUI
A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte. (Mahatma Gandhi)
Boa semana a todos(as)!
Roane!

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails