sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A FORÇA QUE A FRAQUEZA TEM



Cristão de verdade
reconhece seus limites,
sua fragilidade


A humildade é o alicerce das casas sólidas, do crescimento espirutual. Ventos adversos sopram, tempestades e obstáculos surgem, mas o edifício resiste impávido, sobranceiro, porque pavimentado sobre rocha, como nos lembra Cristo.

Purificando mentes, olhares e corações, a humildade define as fronteiras entre o essencial e o acessório, entre o efêmero e o duradouro, entre o tempo e a imortalidade,

Os corações humildes sabem quanto não sabem, quanto resta a caminhar até o país da maturidade, da perfeição. E não se vangloriam ingenuamente nos momentos de triunfo, nas horas de prosperidade, do sucesso pessoal.

Colocando-nos de joelhos, em atitude de prece e de escuta, a humildade nos fotografa por inteiro, revelando a nossa finitude sempre necessitada de misericórdia, de redenção. É a força que a fraqueza tem, quando enxertada na videira-Jesus.

A fé sustenta nossos passos vacilantes, e a esperança rasga os horizontes do amanhã. Alimentada pela humildade, a fé ilumina todos os recantos de nosso existir, e a esperança joga-nos antecipadamente no limiar da glória futura, sem ocaso, resevada aos eleitos.

Fé, esperança e caridade, virtudes teologais, trinômio sagrado que nos leva a participar do trinitário, profundo como os ocenanos, imenso como as montanhas recobertas de neve.

Bebendo infinito, dialogando com as estrelas, pisando firme o chão da realidade, os sábios humildes repartem talentos e generosidade no ofertório do cotidiano. Definitivamente, a felicidade começa onde termina o egoísmo, a ambição terrena. Reter para si é depauperar-se, perder altura e densidade existencial. Ninguém tem mais amor do que aquele que se imola e doa a sua vida aos outros. O pão mais sagrado é o pão repartido, partilhado na solidariedade cristã.

Adulto ou ancião, já adiantado em anos talvez, você pode ser jovem de espirito. Sempre.
Mesmo que rugas fundas marquem sua fronte, seu rosto, mas vale sua beleza interior. Mesmo sem o gênio e a lucidez de Michelangelo, de Beethovem ou Mozart, você pode transformar seu dia-a-dia numa obra prima, banhada de luz, poesia e eternidade.


Quando abri as portas do coração
a Cristo e Maria
a felicidade-alegria
entrou em minha casa,
trazendo a paz pela mão.


Pe.Roque Schneider, SJ


Bom dia a todos(as)!
Rosane!

4 comentários:

  1. Nooooossaaaa minha querida, que MARAVIIILHAAA de texto!!!...Puxa, é daqueles que agente lê, se delicia e fica sem palavras...Quanto, quanto eu anseio pela humildade...Quanto, quanto amo a humildade...Quanto, quanto ela nos leva para pertinho do nosso Amado Deus...Ai, vc hoje encantou mesmo, de verdade, muitíssimo, meu pequenino coração...Obrigada!!!...Obrigada por tudo, amada!!!Te amoooooooo muiiiiiiiiiiito!!!

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  2. Oi maninha amada! Só pra dizer que já estou rezando! Conte com minhas pobres orações! Mas como nos diz a Amada Igreja, as duas vindas de Cristo se misturam e se fazem uma só. Assim, por vezes Ele concede que algumas almas sintam claramente esta união divina de Vindas. Por vezes a Quaresma parece Advento e o Advento parece Quaresma...Somente pela fé é possível enxergar Bênção Amorosa de Deus Amor onde não vemos nenhum tipo de bênção. Estou unida a vcs. Diga a seu marido que vou pedir muitas orações por aqui. Recebam todo o meu carinho, solidariedade, amor e orações. E não, não está em falta comigo. Entre irmãs isso não existe! Mil bjos em seu coração, minha querida!

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  3. Ah, ia esquecendo...Tem presente de Natal pra vc lá em casa! Mais bjos!

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  4. Salvé!

    Vim pela mão da Kenosis e gostei muito do seu blog.
    Se me quiser dar a honra da sua visita, gostaria também de lhe oferecer um presente que estálá para todos: flôr de natal.
    Então que este Natal seja de muito amor para consigo mesma, depois para os outros e assim a Natureza beneficiará dessa vibração amorosa e viverá feliz também!

    Deixo um olhar sereno e livre
    Mariz

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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