domingo, 23 de outubro de 2011

"Vou viajar"




Pessoas que eu amo, estou indo de viajem para a Argentina, volto daqui dez dias.
Eu e marido vamos fazer pela primeira vez uma viajem fora do nosso país. Confesso que estou super ansiosa. Mas explico...estamos indo por conta, não quisemos pegar esses pacotes de viajem. Alugamos um apartamento e um carro também. Fiquei meio com medo, sabe como é né??? Mas tudo bem será para nós uma grande aventura.
Quando voltar terei muito a contar com certeza.
Fiquem com Deus!


Beijos meus cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!





sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"Pérolas perdidas"





Perolas perdidas


Recebo, via Internet, um pequeno texto contando uma história que, a princípio, não me diz nada. Quando meu dedo já se dirigia à tecla DEL, uma experiência vivida no dia anterior se mistura ao texto e, assim, de repente, me vejo numa viagem a memórias que nem me pertenciam, fazendo parte, talvez, do que Jung chamava de “inconsciente coletivo”, esse conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhados por toda a humanidade.
Segundo Jung, todos temos esse reservatório de lembranças latentes, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais. A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, mas elas criam uma espécie de “gatilho” que desencadeia a predisposição para reagir ao mundo da forma como nossos antepassados faziam. O que nos animais é instinto, para nós, humanos, é a herança da sabedoria dos milênios.
Quantas e quantas vezes vivemos experiências assim, de “reconhecimento”, a partir da memória, da palavra, do talento do outro? Daí a importância da Arte, da Comunicação, da Partilha que não tem nenhuma intenção “pedagógica”, professoral, nem se pretendem ser uma “lição de moral”. Sem arrogância, pura e simplesmente colocam-se à disposição do outro como riquezas que já não nos pertencem, um “tesouro coletivo” que vindo do inconsciente, enriquece a sabedoria humana como um todo, tornam-se um patrimônio de toda a humanidade..
Foi a sensação que tive ao ler o texto, fazendo, por ele, conexão com um acontecimento banal vivenciado horas antes, e mergulhando numa viagem pelo meu reservatório de lembranças, deixando vir à tona experiências que foram fluindo sem censura, dos olhos para o coração, do coração para a imaginação, da imaginação para os dedos, dos dedos para o teclado e do teclado para a partilha.

Foi assim...

Por muitos anos, na minha infância, vivi numa casa que tinha um piso de tábuas largas, com fendas e gretas pelas quais costumavam cair, para debaixo do assoalho, um espelhinho, um pente, uma moeda, um botão, uma miçanga, mil coisas assim, que ficavam perdidas na escuridão do porão.
Meninos curiosos como eu gostavam de deitar-se no chão e ficar olhando pelas gretas, perscrutando os mistérios que ali se escondiam. De vez em quando um raio de sol driblava cortinas e janelas fechadas e penetrava lá embaixo. Então, coisas esquecidas e perdidas cintilavam, misteriosas, convidativas, sugerindo que pequenos tesouros estavam lá, à espera de quem tivesse coragem para buscá-los.
Mas o porão era um lugar proibido às crianças, território perigoso, segundo minha avó, abrigo de insetos venenosos, cobras, dragões e fantasmas.
Porém, um dia, uma pérola soltou-se de um pingente da minha mãe, resvalou numa greta e caiu no porão. Tive, então, autorização para descer até lá, em busca da jóia perdida.
Foi difícil abrir o alçapão, fechado há anos e anos. Mas, depois de muito esforço, abriu-se a portinhola que revelava uma velha escada.
Desci, trêmulo, com o coração na boca e uma vela na mão...
Aos poucos meus olhos se habituaram à escuridão e pude ver, ao rebrilhar trêmulo da vela, um mundo misterioso que, por anos, eu só pude vislumbrar pelas gretas do assoalho.
O coração aos saltos ia registrando dezenas de coisinhas perdidas e reencontradas: aquela bolinha de gude colorida, aquele alfinete dourado, aquela medalha, aquele botão de madrepérola, a pérola da minha mãe...
Mil surpresas escondidas, acumuladas, esquecidas por anos a fio e que a casualidade de uma jóia perdida fizera redescobrir.
Ao subir de volta, trazia comigo muito mais que a pérola da minha mãe...
Hoje, menino crescido, continuo olhando pelas gretas da vida como olhava o fundo do assoalho daquela casa da minha infância, cheio de frestas e promessas.
Vislumbro, por vezes, o rebrilhar de alegrias e carinhos que julgava perdidos para sempre. Cintilam para mim, misteriosas e convidativas, as luzes de momentos de ternura que foram caindo pelas gretas dos dias, e se perdendo no fundo do porão da vida.
A gente costuma perder esta beleza toda pelo cansaço, pelo peso das obrigações que chegam com a vida, pelas decepções e fracassos que tiram de nós a disposição infantil de perscrutar mistérios.
Por causa do adulto que nos tornamos, muitos tesouros acabam esquecidos nas gretas do tempo.
E aí, vem a acomodação, o medo, fazendo do coração um território perigosamente previsível, cheio de venenos, de rancores, onde fantasmas arrastam correntes e dragões cospem fogo e mágoa nas nossas esperanças.
É preciso, às vezes, perder uma pérola, para que a busca por ela nos faça reencontrar nossos tesouros mais preciosos.
A Oração Inaciana me ensinou a abrir o alçapão da alma, por vezes enferrujado pela falta de uso, descer aos porões do meu espírito, pelos degraus do coração, vela na mão, olhos atentos ao rebrilhar das coisas e sentimentos perdidos, das saudades de mim mesmo.
Naquilo que rebrilha, Deus fala...
Desde então, todos os dias, cultivo o tempo de ouvir. Permito que o menino em mim espie por entre as tábuas do assoalho do cotidiano, redescobrindo com alegria, às vezes com sustos, pequenas coisas perdidas, indispensáveis ao tempo do amor, necessárias ao risco de viver a vida com seus desafios e exigências.
O porão da memória, inesgotável reservatório de lembranças, minhas e de tantos, guarda tesouros dos quais não posso abrir mão, sob pena de passar a vida apenas olhando pelas frestas dos dias, temeroso, frágil, impotente, intuindo o rebrilhar de oportunidades e sentimentos perdidos, esquecidos, atrofiados.
Aprendendo a ouvir um Deus que fala na memória do tempo, em busca de uma pérola perdida, tal como o mercador da parábola (Mateus 13, 45-46), acabei encontrando o meu maior tesouro...

Eduardo Machado
fonte aqui

Beijos meus cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"A Lenda do dinheiro"




Conta-se que, no princípio do mundo, o Senhor entrou em dificuldades no desenvolvimento da obra terrestre, porque os homens se entregaram a excessivo repouso.

Ninguém se animava a trabalhar.

Terra solta amontoava-se aqui e ali.

Minerais variados estendiam-se ao léu.

Águas estagnadas apareciam em toda parte.

O Divino Organizador pretendia erguer lares e templos, educandários e abrigos diversos, mas... com que braços?

Os homens e as mulheres da Terra, convidados ao suor da edificação por amor, respondiam: - "para quê?" E comiam frutos silvestres, perseguiam animais para devorá-los e dormiam sob as grandes árvores.

Após refletir muito, o Celeste Governador criou o dinheiro, adivinhando que as criaturas, presas da ignorância, se não sabiam agir por amor, operariam por ambição.

E assim aconteceu.

Tão logo surgiu o dinheiro, a comunidade fragmentou-se em pequenas e grandes facções, incentivando-se a produção de benefícios gerais e de valores imaginativos.

Apareceram candidatos a toda espécie de serviços.





(…)

Em breve, olarias e lavouras, teares rústicos e oficinas rudimentares se improvisaram aqui e acolá, desenvolvendo progresso amplo na inteligência e nas coisas.

Os homens, ansiosamente procurando o dinheiro, a fim de se tornarem mais destacados e poderosos entre si, trabalhavam sem descanso, produzindo tijolos, instrumentos agrícolas, máquinas, fios, óleos, alimento abundante, agasalho, calçados e inúmeras invenções de conforto, e, assim, a terra menos proveitosa foi removida, as pedras aproveitadas e os rios canalizados convenientemente para a irrigação; os frutos foram guardados em conserva preciosa; estradas foram traçadas de norte a sul, de leste a oeste e as águas receberam as primeiras embarcações.

Toda gente perseguia o dinheiro e guerreava pela posse dele.



Vendo, então, o Senhor que os homens produziam vantagens e prosperidade, no anseio de posse, considerou, satisfeito:

- Meus filhos da Terra não puderam servir por amor, em vista da deficiência que, por enquanto, lhes assinala a posição; todavia, o dinheiro estabelecera benéficas competições entre eles, em benefício da obra geral. Reterão provisoriamente os recursos que me pertencem e, com a sensação da propriedade, improvisarão todos os produtos materiais de que o aprimoramento do mundo necessita. Esta é a minha Lei de Empréstimo que permanecerá assentada no Céu. Cederei possibilidades a quantos mo pedirem, de acordo com as exigências do aproveitamento comum; todavia, cada beneficiário apresentar-me-á contas do que houver despendido, porque a Morte conduzi-los-á, um a um, à minha presença. Este decreto divino funcionará para cada pessoa, em particular, até que meus filhos, individualmente aprendam a servir por amor à felicidade geral, livres do grilhão que a posse institui.



Desde então, a maioria das criaturas passou a trabalhar por dedicação ao dinheiro, que é de propriedade exclusiva do Senhor, da aplicação do qual cada homem e cada mulher prestarão contas a Ele mais tarde.

Extraído do livro Alvorada Cristã
 Chico Xavier
fonte aqui


Beijos meus cheios de

luz, paz, amor, fé e esperança!
 









quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"Corações afáveis!"



Corações Afáveis

A complexidade da vida moderna parece conspirar contra a tua paz interior e, maquinalmente conduzido pela multifária engrenagem, sentes verdadeira conjuração dos fatõres que conseguem, por fim, sulcar a tua face com os sinais da intranqüilidade, da revolta, do azedume.
Não obstante o confôrto que deriva das facilidades ao acesso de grande parte dos homens, experimentas sérias conjunturas afligentes que te molestam, solapando os alicerces da tua estrutura emocional.
Todavia, se te permitires ligeira análise das possibilidades que fluem ao teu alcance, modificarás as disposições negativas e te renovarás.
Enseja-te um coração afável.
Experimenta aplicar esses valôres desconsiderados que são a palavra gentil, o gesto simpático, o sorriso delicado, a paciência generosa, e fortunas de verdadeira alegria espalharão moedas de bem-estar através de ti, envolvendo-te, também num halo de felicidade interior.
Francisco de Assis, embora enfêrmo e asceta, caminhando por sendas de cruas dificuldades, conseguia cantar as belezas da "irmã natureza", dos "irmãos animais", dos "irmãos pássaros"...
Helen Keller, conquanto limitada pela surdez, pela cegueira e pela mudez, péde exaltar a beleza das paisagens, a claridade das manhãs, a fragrância das flôres, fazendo da existência um hino de louvor à vida...
Gandhi, apesar de dispor de vastos recursos para o triunfo mundano, abraçou a causa da "não violência" e deu-se integralmente aos aflitos e necessitados em constantes recitativos de amor à vida e abnegação pela vida.
Corações afáveis!
Quantas oportunidades desperdiças de semear júbilos fora e dentro de ti mesmo, porque insignificante problema toldou a luz do teu amanhecer, ou irritação por coisa de monta insignificante produziu um mal-estar na execução do teu programa? Lutaste para conservar a mágoa, disputando a tarefa de parecer e ser infeliz, esquecendo as fartas concessões que o teu coração, tornado afável, poderia conseguir!
Simplifica o teu roteiro de ação, dilata a visão do bem no panorama das tuas horas, e com o preço mínimo de um sorriso considera a coleta de júbilos que dêle se deriva e que poderás colher.
Jesus, dilatando o seu coração afável, contou as mais belas hipérboles e hipérbatos, parábolas e poemas que o homem jamais escutou. Um grão de mostarda, uma moeda insignificante, algumas varas, uma pérola luminosa, peixes e rêdes, talentos e sementes receberam da sua afabilidade um toque especial de beleza que comoveram, a princípio, uma mulher atormentada por obsessão pertinaz, um príncipe petulante e douto, um cobrador de impostos rejeitado, jovens homens da terra e velhos marujos decididos, sensibilizando, depois, incontáveis corações para com êles inaugurar um reino diferente de amor, que até hoje é a mais fascinante História da Humanidade.
Começa, dêsse modo, desde agora, a experiência de manter um coração afável, disseminando bênçãos.
*
"Bem-aventurados os limpos de coração, porque êles verão a Deus". Mateus: capítulo 5º, versículo 8.

Divaldo Pereira Franco


Beijos meus, cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!






terça-feira, 18 de outubro de 2011

"Discernimento"




Não somente os espinhos, mas as rosas também.
Não apenas os pedregulhos, igualmente a estrada.
Não exclusivamente as sombras, porém a claridade do dia.
Não só a enfermidade, também a saúde.
Não unicamente os desencantos, senão as esperanças e as alegrias.


Nos espinhos está a segurança das rosas.
Nos pedregulhos o refôrço da estrada.
Nas sombras a oportunidade da meditação.
Na enfermidade o convite à prece.
Nos desencantos a superação da forma física.
Reflete, assim, para discernimento na jornada do Rabi, em que não faltaram espinhos de ingratidão, pedregulhos de maldade, sombras de perseguição, enfermidades da inveja e desencantos da deserção dos companheiros mais queridos, enquanto Ele prosseguiu sem desfalecimentos até o fim, de modo a legar-nos a lição da resistência contra o mal, em qualquer lugar e em qualquer circunstância.

Franco, Divaldo Pereira, Florações Evangélicas Joanna de Ângelis. 




Beijos meus cheios de, 
luz,paz, amor , fé e esperança!








segunda-feira, 17 de outubro de 2011

"Nunca desperdices a oportunidade de ser..."



Nunca desperdices a oportunidade de ser aquele que::..


      cede em contendas inúteis quão perniciosas;

      de perder, no campeonato da insensatez, a fim de ganhar a paz interior;

      de servir com devotamento, embora outros sivam-se, explorando a bondade do seu próximo;

      de oferecer compreensão e compaixão em todas e quaisquer circunstâncias que se te deparem;

      de edificar o bem onde te encontres, na alegria ou na tristeza, na abundância ou na escassez;

      de oferecer esperança, mesmo quando reinem o pessismismo e a crueldade levando ao desânimo e à indiferença;

      de ser aquele que ama, apesar das circunstâncias perversas;

      de silenciar o mal, a fim de referir-se àquilo que contribua em favor da fraternidade;

      de perdoar, mesmo aquilo e aquele que, aparentemente não merecam perdão;

      de ensinar corretamente, embora predomine a prepotência, e por essa razão mesma...

 

Nunca te canses de confiar em Deus, seja qual for a situação em que te encontres.

Vestindo a couraça da fé e esgrimindo os equipamentos do amor, os teus inimigos não encontrarão campo emocional nem vibratório em ti para instalar as suas matizes obsessivas, permitindo-te seguir em paz, cantando a alegria de viver e iniciando a Era Nova de felicidade na Terra.


Desconheço o autor





Beijos meus cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!




sábado, 15 de outubro de 2011

"Só pra você meu querido professor"



A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.
Paulo Freire





A música é para você professor:- Todo cambia "Tudo muda" e com certeza um dia tudo mudará!


Ações de um Educador (Friedrich Froebel)


Entre tantos educadores
Froebel foi exemplar
Criou o jardim de infância
Para crianças integrar.

Froebel exemplo de vida
De força e dedicação
Demonstrou o amor pelas crianças
Reformando a educação.

Seguidor de Pestalozzi
Mas manteve seus ideais
Valorizando o ser humano
E demonstrou ser capaz
Reformulando seus princípios
Inclusive os educacionais.

Apesar da fama de radical
Tinha grande sutileza
Inspirado no amor ás crianças
E a valorização á natureza
O primeiro a incentivar o lúdico
Que para escola é uma riqueza.

Froebel um revolucionário
Destacou – se no que fazia
Criatividade e liberdade
Essência de sua pedagogia
Idéias contemporâneas
Valorizando nossos dias. 


de Idelva P. da Silva




Os 20 direitos do professor

1º O direito de participar de cursos de formação Continuada (em especial de leitura e tecnologia);
2º O direito de ser respeitado por toda a comunidade escolar;
3º O direito de ser valorizado como profissional;
4º O direito ao lazer, ao descanso;
5º O direito de conviver com sua família;
6º O direito de folgar no fim de semana;
7º O direito de ler com e para os alunos diariamente;
8º O direito de falar de sua experiência de leitura;
9º O direito à saúde, alimentação saudável e sem correria;
10º O direito de ter acesso aos livros;
11º O direito de encantar-se com o mundo fascinante dos livros;
12º O direito de expressar suas angústias e preocupações;
13º O direito de compartilhar suas ideias com os colegas de profissão;
14º O direito de elaborar e executar projetos, com o apoio dos órgãos competentes;
15º O direito de opinar sobre determinado assunto discutido na escola;
16º O direito de comemorar o seu dia;
17º o direito de ter uma vida digna;
18º O direito a uma remuneração compatível com a importância do trabalho que exerce;
19º O direito de ser um exemplo de leitura para os seus alunos;
20º O direito de ser admirado, respeitado, valorizado e ser reconhecido como um ser humano que pensa e age para o bem comum de uma sociedade.


de Marinalva da Silva Almada
Caxias - MA - por correio eletrônico



Para você meu amado mestre uma oração de benção::...

Que Nosso Senhor Jesus Cristo esteja perto de vós para vos defender; esteja em vosso coração para vos conservar; que Ele seja vosso guia para vos conduzir ; que vos acompanhe para vos guardar; olhe por vós e sobre vós derrame suas bençãos!
Ele, que vive com o Pai, na unidade do Espiríto Santo.
Amém!

Flores
E muitas flores para alegrar seu caminho!
Parabéns por seu dia hoje e sempre!
Vovó Rô!

Ramalhete EspiritualBeijos meus cheios de, 
luz, paz, amir, fé e esperança!




sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"Fazendo o seu amor mais bonito"




Talvez seja tão simples, tolo e natural ...

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
Tenho visto muito amor por aí, Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva,mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos,belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender;necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.


Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança.E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.
Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos) :não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
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Não tenha mêdo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade;não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração;contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo
do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem mêdo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.


Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor,ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito(a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.


Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.
Artur da Távola






Ramalhete EspiritualBeijos meus cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!






quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Postagem alerta - " OUTUBRO ROSA" -



Outubro Rosa

Há quase três anos contraí câncer, no canal anal. E ainda sigo com o controle. A partir deste mês irei fazer meus exames a cada seis meses, antes era a cada três meses. E com certeza, se nós, sejamos homens ou mulheres, conseguirmos diagnosticar seja qual for o tipo de câncer bem no início, a chance de cura poderá ser sem sombra de dúvida de 100%  .
Meu tratamento foi bem ameno. As secessões de químio não fizeram meus cabelos caírem, mas atacou muito meu estomago, o que mais me deixou debilitada foram as secessões de radioterapia, que foram 35. Houve algumas queimaduras. Mas tudo bem, tiramos de letra pois como li aqui ...
Paciência é a palavra-chave. E a frase é esta: "a dor a gente não pode evitar, mas o sofrimento a gente pode". Podemos escolher sofrer (e tudo fica pior ainda) ou superar cada momento com força e fé (e bola pra frente!). Escolhi seguir em frente!

Por isso nesse mes de outubro sempre faço uma Postagem de alerta, não só para o câncer de mama, mas para com todo tipo de câncer que por ventura um dia poderá nos atingir.



outubr2 OUTUBRO ROSA 2011   O movimento mundial contra o cancêr de mama começou,apoie o Outubro Rosa você tambem!

“A grande verdade é que nunca dá tempo de fazer o que a gente não quer fazer. Para a mamografia entrar de vez na rotina preventiva das mulheres, tem que virar prioridade. Não dá para disputar com o projeto que precisa ser entregue o mais rápido possível no trabalho, muito menos com o tempo junto ao marido ou ao filho. Se ela não tiver espaço na agenda, o diagnóstico do câncer de mama continuará sendo tardio. Se existe o dia de ir ao salão de beleza e o dia de sair com as amigas, tem que existir o dia de colocar a prevenção em primeiro plano!”
Manifesto ao Dia Rosa.
Outubro , finalmente chegamos,este é o mês para chamar atenção para a doença que mata milhares de mulheres anualmente em todo o mundo: o câncer de mama. O movimento é mundial e tem o objetivo de dar visibilidade ao tema e estimular a participação da população e entidades na luta contra o câncer de mama, bem como sensibilizar o poder público sobre a importância de dar atenção adequada à doença.

O Outubro Rosa foi criado nos Estados Unidos, em 1997. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama. Com o passar dos anos, vários países aderiram à causa. No Brasil, o movimento chegou em 2002.
A marca principal é a iluminação de monumentos históricos com a cor rosa. Em vários países, locais famosos recebem a cor da campanha, como a Torre de Pisa, na Itália, a Opera House, na Austrália, e o Arco do Triunfo, na França. No Brasil, monumentos de várias cidades já ficaram rosados em nome da causa. Veja a galeria com fotos em nosso Facebook e no Flickr.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), esse é o segundo tipo mais frequente da doença no mundo, sendo o mais comum entre as mulheres. A estimativa de novos casos para 2010 ficou em 49.240.
Se diagnosticado e tratado oportunamente, as perspectivas de cura são maiores.
Mulheres! É preciso cuidar da sua saúde, prestar atenção ao seu corpo e, principalmente, ter acompanhamento médico.
fonte aqui



Se você quiser obter mais informações para fazer uma Postagem Alerta é só clicar nas imagens abaixo::..


ONCOGUIA



Espaço de Vida

Espaço de Vida



Sites úteis



Pense nisso...

Eu amo pessoas "São Francisco"
Falhas quem não tem???
Martha Medeiros

Uma das coisas que fascina em San Francisco é ela estar localizada sobre a falha de San Andreas, que é um desnível no terreno da região que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos.
Você está mui faceiro caminhando pela cidade, apreciando a arquitetura vitoriana, a baía, a Golden Gate, e de uma hora para outra pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho.

É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta mas ao mesmo tempo excita, vai dizer que não?
Assim são também as pessoas interessantes: têm falhas.
Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, sem fraturas geológicas, onde tudo funciona e você quase morre de tédio. Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas.

É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize.
Pessoas, como cidades, precisam ser limpas mas não a ponto de não possuírem máculas.
É preciso suar na hora do cansaço, é preciso ter um cheiro próprio, uma camiseta velha pra dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou.

Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser insensatas, ligeiramente passionais, demonstrarem um certo desatino, ir contra alguns prognósticos, cometer erros de julgamento e pedir desculpas depois, pedir desculpas sempre, pra poder ter crédito e errar outra vez.
Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes,
devem ser calorosas, ser generosas e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros... Nunca!! Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar.

Nunca devem deixar os outros esquecerem que pessoas,assim como cidades,têm rachaduras internas e podem surpreender.
Falhas. Agradeça as suas, que é o que humaniza você, e nos fascina. 






Jamais perca o seu equilíbrio, por mais forte que seja o vento da tempestade,
busque no interior abrigo..."
(André Sampaio/Hélio Bentes - Ponto de Equilíbrio) 





Ramalhete EspiritualBeijos meus cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"Pelas mãos de Maria" - Nossa Senhora aparecida rogai por nós! -


CONSAGRAÇÃO DE SI MESMO A JESUS CRISTO, SABEDORIA ENCARNADA,

PELAS MÃOS DE MARIA


Ó Sabedoria Eterna e Encarnada! Ó amabilíssimo e adorável Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, unigênito Filho do Eterno Pai e da sempre Virgem Maria, adoro-vos profundamente no seio e nos esplendores do vosso Pai, durante a eternidade, e no seio virginal de Maria, vossa Mãe digníssima, no tempo de vossa Encarnação.
Eu vos dou graças por vos terdes aniquilado a vós mesmo, tomando a forma de escravo, para livrar-me do cruel cativeiro do demônio. Eu vos louvo e glorifico por vos terdes querido submeter a Maria, vossa Mãe Santíssima, em todas as coisas, a fim de por Ela tornar-me vosso fiel escravo.
Mas, ai de mim, criatura ingrata e infiel! Não cumpri as promessas que vos fiz solenemente no Batismo. Não cumpri com minhas obrigações; não mereço ser chamado vosso filho nem vosso escravo, e, como nada há em mim que de vós não tenha merecido repulsa e cólera, não ouso aproximar-me por mim mesmo de vossa santíssima e augustíssima Majestade.
É por esta razão que recorro à intercessão de vossa Mãe Santíssima, que me deste por Medianeira junto a Vós, e é por este meio que espero obter de Vós a contrição e o perdão de meus pecados, a aquisição e conservação da Sabedoria.
Ave, pois, ó Maria Imaculada, Tabernáculo vivo da Divindade, onde a Eterna Sabedoria escondida quer ser adorada pelos anjos e pelos homens!
Ave, ó Rainha do céu e da terra, a cujo império está sujeito tudo o que está abaixo de Deus!
Ave, ó refúgio seguro dos pecadores, cuja misericórdia jamais a ninguém falece! Atendei ao desejo que tenho da Divina Sabedoria, e recebei, para este fim, os votos e as oferendas, apresentadas pela minha baixeza.
Eu, N..., infiel pecador, renovo e ratifico hoje, em vossas mãos, os votos do Batismo.
Renuncio para sempre a Satanás, suas pompas e suas obras, e dou-me inteiramente a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, para segui-lo levando minha cruz, em todos os dias de minha vida. E, a fim de lhe ser mais fiel do que até agora tenho sido, escolho-vos neste dia, ó Maria Santíssima, em presença de toda a corte celeste, para minha Mãe e minha Senhora.
Entrego-vos e consagro-vos, na qualidade de escravo, meu corpo e minha alma, meus bens interiores e exteriores, e até o valor de minhas boas obras passadas, presentes e futuras, deixando-Vos direito pleno e inteiro de dispor de mim e de tudo o que me pertence, sem exceção, a vosso gosto, para a maior glória de Deus, no tempo e na eternidade.
Recebei, ó benigníssima Virgem, esta pequena oferenda de minha escravidão, em união e honra à submissão que a Sabedoria Eterna quis ter à vossa Maternidade; em homenagem ao poder que tendes ambos sobre este vermezinho e miserável pecador; em ação de graças pelos privilégios com que Vos favoreceu a Santíssima Trindade.
Protesto que quero, de agora em diante, como vosso verdadeiro escravo, procurar vossa honra e obedecer-Vos em todas as coisas.
Ó Mãe admirável, apresentai-me a vosso amado Filho, na qualidade de escravo perpétuo, para que, tendo-me remido por Vós, por Vós também me receba favoravelmente.
Ó Mãe de misericórdia, concedei-me a graça de obter a verdadeira Sabedoria de Deus, e de colocar-me, para este fim, no número daqueles a quem amais, ensinais, guiais, sustentais e protegeis como a filhos e escravos vossos.
Ó Virgem fiel, tornai-me em todos os pontos um tão perfeito discípulo, imitador e escravo da Sabedora Encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho, que eu chegue um dia, por vossa intercessão e a vosso exemplo à plenitude de sua idade na terra e de sua glória nos céus.

Assim seja.


Solenidade de Nossa Senhora Aparecida
MARIA, A SENHORA APARECIDA
Ester 5, 1-2; 7,2-3; Apocalipse 12, 1.5.13.15-16; João 2, 1-11


São incontáveis aqueles que se dirigem ao Santuário de Maria no Vale do Paraíba no estado de São Paulo, dedicado à Senhora Aparecida. Há esses milhares de ônibus fretados provenientes de todos os recantos. Uns chegam transbordando de alegria, outros carregando dores e tristezas. Buscam apoio e força junto à Mãe. As pessoas se vestem de júbilo e de esperança quando se dispõem a deslocar-se até Aparecida. Chegam cansados depois de longas horas de viagem em coletivos sem conforto. Lavam o rosto, tomam um café, aprumam-se e vão rezar diante da imagem da Virgem Aparecida. Chegam cheios de confiança. Contemplam a imagem e depois buscam um canto silencioso para meditar.
Estão em Aparecida. Na casa que abriga uma imagem. Uma imagem que não é Maria, mas evoca a Mãe do Senhor e nossa mãe. Hoje ela é a Senhora da Glória. A Igreja nos ensinou que, terminados os dias de sua vida mortal, Maria foi assunta em corpo e alma à glória dos céus e está eternamente unida ao seu dileto Filho, nosso Senhor. As imagens nada mais fazem do que lembrar seu rosto e chamar atenção para alguns mistérios vividos por ela: Maria da Anunciação, Maria do Presépio, Maria das Dores, Maria de Lourdes, Maria da Glória.
A imagem da Aparecida está no coração do imenso Santuário. Os que chegam ao santuário lembram-se da imagem que apareceu no Rio Paraíba e foi encontrada pelos pescadores. Aparecida que apareceu para nos ajudar a chegar mais perto de seu Filho.
Os responsáveis por organizar a liturgia da Solenidade da Aparecida escolheram para hoje o evangelhos das bodas de Caná.
Maria encontra-se na casa das pessoas, na intimidade da casa, participando da alegria de um casamento. Provavelmente gente conhecida. Há um contratempo desagradável: o vinho acaba. Maria faz uma advertência importante: “Fazei o que ele vos disser”. Os devotos da Senhora Aparecida, penetrando em seu santuário, respondem a esse delicado apelo: “Fazei o que ele vos disser”. E pensamos em nossa vida e escutamos sua voz que nos diz e continua a dizer: “Sejam simples, modestos, pobres e atenciosos. Visitem sempre o seu interior e os recantos de seus corações. Entrem no silêncio dos quartos e procurem o meu Pai e o Pai de vocês. Busquem encontrar um tesouro escondido nos campos. Empenhem-se em não confiar demais no dinheiro e no poder. Procurem, com todo empenho, viver para os outros: cuidem com carinho dos próximos mais próximos, dediquem-se de modo especial a seus pais idosos. Chorem com os que choram, riam com os que riam. Sejam companheiros uns dos outros”. Os que visitam o templo de Maria, depois de venerar a imagem da Mãe escutam aquilo que Jesus lhes quer dizer, ali na casa da Mãe.
Transcrevemos algumas das palavras pronunciadas por João Paulo II naquele templo: “A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escutai sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho ela nos orienta para Jesus: “Fazei o que ele vos disser”. E, como outrora em Caná da Galiléia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo dele as graças desejadas”.
Os devotos que vão a Aparecida voltam às casas com a certeza de que a Mãe Maria leva suas preces e as coloca no coração de seu Filho ressuscitado.

Frei Almir Ribeiro Guimarães, ofm

Ramalhete EspiritualBeijos meus, cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!







sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"Você tem que encontrar o que você ama" -Steve Jobs -




"Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição."Steve Jobs

"Todo o resto é secundário."Steve Jobs





Você tem que encontrar o que você ama

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.
Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:
“Continue com fome, continue bobo.”
Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.
fonte aqui




"Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama." 







Ramalhete EspiritualBeijos meus, cheios de ...
luz, paz, amor, fé e esperança!






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