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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"As mãos do avô!"

Meu avô, com  noventa e tantos anos, sentado débilmente  no banco do jardim, não se movia. 
Estava cabisbaixo  olhando suas mãos.
Quando me sentei ao seu lado,  não notou minha presença , o tempo  passava, então lhe perguntei se estava  bem.
Finalmente, sem querer incomodá-lo, mas querendo saber como ele estava, lhe perguntei como se sentia. 
Nunca  voltarei  a ver minhas mãos da mesma  maneira. 

Levantou sua  cabeça, me olhou e sorriu. “Estou bem,  obrigado por perguntar”, disse com uma  forte e clara voz. 
Não quis  incomodá-lo avô, mas estavas sentado aqui  simplesmente olhando suas mãos e quis  ter certeza de que estivesse bem, lhe  expliquei. 
Meu avô  me perguntou:  “Alguma vez você já olhou  suas mãos? 
Quero dizer,  realmente olhou suas mãos?”
Lentamente  soltei minhas mãos  das de meu avô,  as abri e as   contemplei. Virei as  palmas para cima e  olhei para baixo.  
Não,  creio que realmente  nunca as havia observado.  Queria saber o que  meu avô queria me dizer.  
Meu  avô sorriu,  e me  contou uma história. 
Pare  e pense um momento sobre como tuas  mãos tem te servido através dos anos. 
Estas  mãos,  ainda que enrugadas,  secas e débeis   tem sido as ferramentas que usei toda  a minha vida para alcançar,  pegar e  abraçar.
Elas  puseram comida em minha  boca e roupa em  meu corpo. 
Quando,  criança,  minha mãe  me ensinou a juntá-las  em oração. 
Elas  amarraram os cadarços  dos meus sapatos,  e  me ajudaram a calçar  minhas botas. Estiveram  sujas,  esfoladas, ásperas  e dobradas. 
Minhas   mãos se mostraram  inábeis quando tentei  embalar minha filha  recém nascida. 
Decoradas  com uma aliança,  mostraram  ao mundo que estava  casado e que amava   alguém muito especial. 
Elas tremeram quando enterrei meus pais e esposa, e quando entrei na igreja com minha filha no dia de seu casamento.
Tem coberto meu rosto, penteado meu cabelo e lavado e limpado todo meu corpo.
E  até hoje, quando quase  nada de mim funciona  bem,  estas mãos me  ajudam a levantar e  a sentar, e se  juntam para orar.
Estas  mãos são as marcas  de onde estive e  a dureza de minha  vida.  Mas,  o mais  importante, é que são  estas mãos que Deus  tomará nas suas quando  me levar a sua  presença.
Desde  então  nunca   mais vi minhas mãos  da mesma maneira. 
Mas  lembro quando Deus esticou  Suas mãos e tomou  as de meu avô  e o levou a Sua  presença.
Cada  vez que vou  usar  minhas mãos penso em  meu avô;  na verdade  nossas mãos são uma  benção.
Hoje  me pergunto: 
O  que estou fazendo com  minhas mãos?
Estarei   usando-as  para  abraçar e expressar  carinho,  ou as estarei  brandindo para expressar  ira e repulsa ao  outros.
Hoje demos graças à Deus  por nossas mãos, somente  aqueles que as tem  sabem o valor que  elas representam em  nossas vidas. 
 CLIQUE NA IMAGEM PARA LER

       
De volta a vida cotidiana, mas jamais deixando de refletir tão sábias palavras que vamos recebendo daqui e dali.
 Minha viagem foi simplesmente paradisíaca.
Com calma vou contar e mostrar aos poucos tudo o que vi e aprendi nas Alagoas, terra de homens e mulheres mais que guerreiros.
Terra privilegiada pela natureza esculpida pelas mãos de Deus. Onde reina a miséria de um povo e a riquesa de poucos. 
 Terra de homens e mulheres com suas mentes prodigiosas que tiram do nada a sua sobrevivência.
 Minha viagem mais que encantadora, mais que um presente de lua de mel pelo meus trinta e cinco de sacramento do meu matrimônio, foi mais, muito mais do que eu poderia ter imaginado, foi mais, muito mais...

 Beijos de uma linda e abençoada semana a todos e todas que por aqui passaram e ainda hão de passar.
Que Deus abençoe a todos(as) que nesses dias mesmo sem mim por aqui me visitaram, mesmo não deixando seus comentários.



sábado, 21 de agosto de 2010

"Fui ali..."

ali..."

Fui ali...até Maceio estarei de volta dia 30/08.
 Fiquem Deus e que Ele os abençoe!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

"- Amor com Liberdade" -


Amor com liberdade
Quando duas pessoas se unem pelo matrimônio não formam um todo único. Embora cada um aceite o outro, nenhum deles tem o direito de exigir ou impor seus interesses e os seus conteúdos.

A união conjugal é espontânea e nenhum dos elementos do par estará totalmente liberado como antes da união. Cada um deverá à outra parte atenção e respeito, o que motivará a nobreza de dar satisfação dos seus atos tanto quanto a participação nas realizações individuais.

Tudo isso sem que ninguém se sinta forçado, coagido ou constrangido a qualquer atitude.

Anne Morrow era tímida e delicada como uma borboleta. Filha do embaixador do México, conheceu um jovem aventureiro em visita à fronteira do Sul, a serviço do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

O jovem viajava para promover a aviação. Por onde quer que passasse, atraía o olhar e a atenção de toda a gente. Ninguém esquecia que ele havia ganho 40 mil dólares por ter sido o primeiro homem a atravessar o Atlântico pelo ar.

O valente piloto e a tímida princesa se apaixonaram perdidamente.

Quando Anne passou a se chamar Sra. Charles Lindbergh não foi ofuscada pela sombra do marido. O amor que os uniria nos 47 anos seguintes foi um amor sólido, maduro, posto à prova em meio a triunfos e tragédias.

Nunca o casal conseguiu gozar a tranquilidade do anonimato. Lindbergh era sempre notícia, onde quer que fosse. Era um herói nacional, sempre em evidência.

Ela, entretanto, em vez de se ressentir, se sobressaiu como uma das autoras mais conhecidas dos Estados Unidos, uma mulher extremamente respeitada por seus próprios méritos.

A receita de sucesso de sua carreira ela descreve da seguinte maneira:

O amor profundo é a grande força libertadora e o sentimento mais comum que liberta...

O ideal é que o homem e a mulher apaixonados deem liberdade um ao outro para que ambos conheçam mundos novos e diferentes.

Eu não fui exceção à regra. O simples fato de sentir-me amada foi inacreditável e modificou meu mundo, meus sentimentos em relação à vida e a mim mesma.

Adquiri confiança, força e praticamente um novo caráter. O homem com quem eu ia me casar acreditava em mim e no que eu era capaz de fazer e, por conseguinte, descobri que podia fazer mais do que imaginava.

Estamos falando do amor de um marido, um amor forte o bastante para transmitir confiança e, ao mesmo tempo, generoso para ceder.

Sempre próximo para abraçar e, ao mesmo tempo, solto para se deixar enlevar. Com suficiente magnetismo para prender e, ao mesmo tempo, magnânimo a ponto de dar asas... Para permitir o voo da esposa.

Nunca teve crises de ciúme quando alguém aplaudia o talento dela e admirava a sua competência.

O homem seguro de si guardou a rede de caçar borboletas para que a sua borboleta pudesse bater asas e voar.

* * *

Ser homem ou mulher, nas engrenagens da reencarnação, são posições escolhidas ou sugeridas no mundo dos Invisíveis, a fim de que o Espírito possa desempenhar-se bem no conjunto dos seus compromissos do progresso.

Um não é mais importante do que o outro e ambos são convocados pelas Leis do Infinito para o avanço moral, o crescimento intelectual, enfim, o desenvolvimento de todas as virtudes potenciais do íntimo.

A união deve propiciar o entrelaçamento das mãos, apoiando-se um ao outro na empresa conjugal, para que proliferem as bênçãos de harmonia e ternura que cada um dos consorciados merece viver.
 


Redação do Momento Espírita com base no cap. Amor sem repressão, de Charles R. Swindoll, do livro Histórias para aquecer o coração da mulher, de Alice Gray, ed. United Press e no cap. 7 do livro Vereda familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter




Bom e maravilhos dia para você1
cheio de lu, paz, amor, fé e esperança!
Rosane!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

"Por que uma pomba para representar o Espírito de Desus"

Esta pombinha da Paz viaja de blog em blog, leve-a para o seu!
Sempre  fiz a pergunta::.. - " Por que uma pomba pra representar o Espírito de Deus? " -

E lendo o texto abaixo, me foi esclarecida com a precisão a resposta para o meu questionamento.
a resposta me veio do Site Adventista, religião que eu admiro e respeito assim como todas.
Como católica que sou respeitar outras religiões sempre fez parte da minha vida. e quando leio  matérias como esta gosto compartilhar com quem assim como eu pratica e vive sua fé.
O site Outra Leitura é grandioso e encantador e muito me ajuda nos meus estudos bíblicos, e agradeço aos que fazem desse Site tanto bem a tantos assim como eu.


Por que uma pomba?

Essa pergunta pode surgir na mente do leitor do texto bíblico ao se deparar com o relato do batismo de Jesus, como descrito nos quatro evangelhos (Mateus 3, Marcos 1, Lucas 3 e João 1). Para que uma leitura das Escrituras Sagradas seja considerada honesta, devemos deixar nossos conceitos e explicações modernos e buscar o significado original de um símbolo e de palavras que seus autores utilizaram. Sendo assim, o breve artigo abaixo é uma tentativa de cumprir tal requisito.
Exegetas do Novo Testamento admitem que a origem para o simbolismo de uma pomba na narrativa evangélica do batismo de Jesus provavelmente seja o texto de Gênesis 1:2. Ao descrever a atividade do Espírito de Deus no momento da criação do mundo, o autor de Gênesis utilizou o verbo hebraico rahap (pairar, voejar). Esse é um verbo raro nas páginas do Antigo Testamento. Além do texto de Gênesis, rahap também foi utilizado em Deuteronômio 32:11, onde o autor bíblico ilustra o cuidado de Deus com Seu povo no deserto como o de uma águia que paira (rahap) sobre seu ninho, dando assim a ideia de proteção.
Em todos os textos disponíveis em ugarítico, língua semítica ocidental com muitas semelhanças com o hebraico bíblico, rahap sempre está relacionado com pássaros, mais especificamente águias. A importância disso é que tal verbo descreve a atitude de um ser vivo e não uma força ou energia![1] Negar a personalidade do Espírito Santo, como querem alguns, é o mesmo que ignorar a evidência linguística que esse texto nos oferece.
Indo mais além e observando rahap em outras línguas antigas, podemos apreciar melhor a beleza dessa passagem bíblica. Em siríaco, por exemplo, rahep significa "geração". Já no árabe antigo a ideia é de estar suspenso e abrir de asas, transmitindo assim um sentido de proteção e cuidado de um pássaro por seu ninho.[2] Curiosamente, há uma passagem no talmude babilônico (B. Hagigah 15a) que afirma: "O Espírito de Deus estava chocando sobre a face das águas como uma pomba choca seus filhotes, embora não os toque." De fato, há muito sentido em afirmarmos que a imagem de uma pomba no batismo de Jesus teve sua raiz no evento da Criação.
Sendo assim, as testemunhas do evento do batismo de Cristo que estavam familiarizadas com o relato de Gênesis 1:2 e com a literatura judaica da época entenderam que o Messias estava iniciando uma nova criação. Em outras palavras, quando Jesus foi batizado, uma nova era teve início e Deus, por meio do Espírito Santo, começou um processo de restauração espiritual do seu grande trabalho na Criação.[3]
Greg Beale, professor de teologia e exegese do Novo Testamento, no Wheaton College, em Illinois, nos Estados Unidos, também sugeriu um background de diversos eventos do Antigo Testamento para uma melhor compreensão do símbolo no batismo de Jesus. Veja o que ele disse em resposta ao email que enviei a ele:
"Quando analisamos a autoria e o propósito de Deus de toda a Bíblia e sua sagrada historia, (o Espírito) de Deus ‘pairando' sobre o caos da criação é a metáfora de um pássaro, que anteciparia o domínio do projeto criador de Deus. Mais tarde, seria uma pomba que proclamaria a nova criação depois do dilúvio, na história de Noé, e mais a frente anteciparia o cuidado de Deus sobre Israel depois de ‘criá-los' tirando-os do Egito (Deuteronômio 32:11). Creio que o Espírito descendo como uma pomba sobre Jesus em Seu batismo relembra o próprio êxodo de Israel pelo Mar Vermelho (e também a segunda geração dos israelitas passando pelo rio Jordão, no período da conquista da terra prometida). Verdadeiramente, Jesus está começando a inaugurar o novo, segundo êxodo e a nova criação. Portanto é conveniente que o Espírito como a pomba apareça para indicar isso."
Digno de nota é o breve artigo do teólogo adventista e diretor do Biblical Research Institute da sede mundial da Igreja Adventista, Ángel Manuel Rodrigues, sobre o mesmo assunto. Para ele, a imagem da pomba também deve ser vista como símbolo de amor e libertação. No caso do amor, podemos notar esse simbolismo no livro de Cantares (2:14; 4:1; 5:2) e no texto do Evangelho de Mateus 10:16. Quanto à idéia de libertação, Rodrigues cita os seguintes textos: Salmo 55:6; Isaías 60:8; Oseias 11:11 e Gênesis 8:10-12. No caso deste último, a pomba foi um sinal de paz, anunciando que a tempestade havia acabado.[4] 
Tão importante quanto as informações acima é exatamente o que elas significam para o cristão no século 21. Muitas pessoas em nossas igrejas estão experimentando a destruição provocada pelo pecado, quer de forma secreta ou deliberada. Para elas, a única solução é a presença do Espírito de Deus, o Ser que esteve na Criação do mundo, no batismo do Messias, e pode estar com todos os que buscam o amor e a libertação que só podem ser alcançados por meio de relacionamento com a maravilhosa pessoa de Jesus Cristo.
Luiz Gustavo Assis
1. O artigo "Why a Dove?" foi publicado originalmente na Adventist Review, em setembro de 1999. Está disponível no site do Biblical Research Institute da Associação Geral: http://biblicalresearch.gc.adventist.org/Biblequestions/whyadove.htm
fonte aqui



Beijos de um lindo e maravilhoso dia!
Que o Espirito de Deus esteja sempre me sua estrada de vida te cumulando de dons, amor fé e esperança!
Rosane!





terça-feira, 17 de agosto de 2010

"O AMOR É O MEU PESO" SANTO AGOSTINHO

 O AMOR É O MEU PESO

O corpo, devido ao peso, tende para o lugar que lhe é próprio, porque o peso não só tende para baixo, mas também para o lugar que lhe é próprio. Assim o fogo encaminha-se para cima, e a pedra para baixo. O azeite derramado sobre a água aflora à superfície; a água vertida sobre o azeite submerge-se debaixo deste: movem-se segundo o seu peso e dirigem-se para o lugar que lhes compete. As coisas que não estão no próprio lugar agitam-se, mas quando o encontram, ordenam-se e repousam.

O meu amor é o meu peso. Para qualquer parte que vá, é ele quem me leva. O vosso Dom inflama-nos e arrebata-nos para o alto. Ardemos e partimos. Fazemos canções no coração e cantamos o "cântico dos degraus". É o vosso fogo, o vosso fogo benfazejo que nos consome enquanto vamos e subimos para a paz da Jerusalém celeste. "Regozijei-me com aquilo que me disseram: Iremos para a casa do Senhor". Lá nos colocará a "boa vontade", para que nada mais desejemos senão permanecer ali eternamente.
Santo Agostinho - Confissões

Para Agostinho somos o que amamos, isto é, nossa essência está definida pelo que amamos. Pois, não é possível mudar os amores sem também mudar de ser. Amando coisas diferentes, nos transformamos também em pessoas (seres) diferentes. Assim, primeiro amamos, depois somos. E o que somos depende do que amamos. Por iso, ser bom, isto é ser homem ou mulher de bem, significa amar o que deve ser amado e não amar o que não deve ser amado. Amar o errado, amar as coisas ou as pessoas erradas é o caminho para a autodestruição. A felicidade está em amar as coisas certas, as pessoas certas, os lugares certos.  Agostinho pensava que amores diferentes constroem coisas diferentes. Conhecida é sua sentença dois amores fundaram, pois, duas cidades.[21] 

Assim, amar o certo é o verdadeiro caminho. Mas, às vezes embora amemos o certo, não podemos ter o que amamos. O amor se apresenta como uma ausência. Então, Agostinho elevava os olhos ao céu e orava para Deus: Concedei-me o que amo, porque estou inebriado de amor.[22] E ainda: Dai-me o que amo, pois Vós me concedestes esta graça de amar. [23] Conseqüentemente a calma, o descanso, só pode vir na presença do amor. Agostinho escreve: o lugar do descanso imperturbável está onde o amor não é abandonado, a não ser que o amor nos abandone primeiro.[24]

Mas se algumas vezes o amor era ausência, outras era presença. Assim, o amor também trousse para Agostino momentos de prazer. Lembrando estes momentos, e seus anos de juventude, Agostinho confessava: Que coisa me deleitava senão amar e ser amado?[25] e ...era para mim mais doce amar e ser amado, se podia gozar do corpo da pessoa amada.[26]  Para Agostinho — ou pelo menos para o jovem Agostinho — o amor era também corpo e beleza, beleza ligada ao corpo e corpo ligado a beleza. Assim, definiu a beleza do corpo dizendo que toda a beleza do corpo é a congruência de partes com uma certa suavidade de cor. [27]  E ainda, como filósofo que gostava da retórica, ele colocou isto de uma maneira mais filosófica e mais poética:

Um corpo, formado de membros todos belos, é muito mais belo que cada um dos seus membros de cuja conexão harmoniosíssima se forma o conjunto, posto que também cada membro separadamente tenha uma beleza peculiar. [28]

E finalmente, ele também ligou tudo isto a própria felicidade e afirmou que a alma só se alimenta daquilo que lhe traz alegria. [29]

Assim, o texto de Agostinho no qual ele afirmava que o amor era seu peso[30] e que ele sempre se inclinava, caia, para o lado do amor, e a ama e faze o que quiseres, significa, de acordo com Agostinho que nosso destino está determinado pelas coisas que amamos, e o fundamento de todo ato é o amor, então todo o que fazemos é produzido pelo amor. A filosofia de Agostinho proclamava que é o amor quem nos impulsiona, quem nos leva, quem nos atrai: o rumo da vida é dado pelo amor.  Então, as coisas que amamos assinalam o rumo de nossa vida. Por isso Agostinho pode aconselhar aos seus discípulos ama e faze o que quiseres[31]. Se for por amor está certo... mas, ao olhar o mundo e suas paixões acrescenta, tenha também o cuidado de amar o certo.  Assim,  a ética do amor de Agostinho pode ser resumida no seguinte texto:

Uma vez por todas, foi-te dado somente um breve mandamento: Ama e faze o que quiseres. Se te calas, cala-te movido pelo amor; se falas em tom alto, fala por amor; se corriges, corrige por amor; se perdoas, perdoa por amor. Tem no fundo do coração a raiz do amor: dessa raiz não pode sair senão o bem![32]   

            Por isso, quem ama de verdade não pode deixar de fazer o bem. O amor leva à vontade e a vontade leva ao fazer. Ou seja, o amor leva ao fazer, à ação, aos atos. Mas os atos de amor também têm uma dimensão de solidariedade, de ajuda, que — sendo consequencia do verdadeiro amor — deve estar livre de interesses mesquinhos e egoístas.  Sentindo isto, Agostinho escreveu:

Na verdade, não devemos desejar que haja miseráveis para termos ocasião de realizar obras de miseric­órdia. Tu dás pão a quem tem fome, mas melhor seria que ninguém passasse fome, que não tivesse ninguém para dar! Vestes o que está nu. Aprouvesse ao céu que todos fossem vestidos e que essa necessidade não se fi­zesse sentir! ... Suprimi as carências e as obras de misericórdia cessarão. Quer dizer que o ardor da caridade cessará? Mais autêntico é o amor que dedicas a pessoa feliz, que não precisa de teus dons. Bem mais puro será esse amor e bem mais sincero. Isso porque, prestando serviço a um necessitado, talvez desejes te exaltar diante dele e queiras que te seja reconhecido aquele que deu origem à tua boa ação. Ele está carente, tu lhe dás parte de teus bens, e porque dás, tu te imaginas superior àquele a quem dás. Deseja, ao contrário, que ele te seja igual! Isso para que ambos estejam sujeitos Àquele a quem nada se pode dar. [33]

                        Agostinho, como bom estudioso da alma humana, está preocupado com analisar os reais motivos que levam a uma pessoa a ser caritativa ou boa.  O verdadeiro ato de amor é completamente desinteressado, sem procurar recompensa, sem procurar nada em troca, produto só do amor. Com isto agostinho coloca na mesa de discussão um tema filosófico que será motivo de reflexão em muitos filósofos: se o homem é naturalmente solidário ou egoísta, isto é, se o os atos que parecem solidários seriam só uma mostra mais de egoísmo, que procurariam nos fazer sentir bem, ou sem peso de consciência, ou aumentar nosso prestigio frente às outras pessoas. Assim, sua conclusão, embora polemica, não deixa de ter algo de verdadeiro: o verdadeiro ato de amor não é com o necessitado, mas com o que esta feliz. Fazendo atos de caridade com quem esta feliz e não precisa nada, teremos a certeza de não ter nenhum reconhecimento em troca.  Isto é, possivelmente, filosófica e teologicamente correto, porem, tal vez, um pouco ineficiente para aliviar a necessidade de nossos semelhantes. Assim, Agostinho não aconselha a não se benevolentes, só ele recomenda que frente a cada ato benevolente olhemos para o interior de nossa alma e procuremos os reais motivos. Assim, o orgulho ou a arrogância de pensar que somos bons, neutralizada ao olhar no fundo de nossa alma. Não é por nada que a maior descoberta de Agostinho, e o maior legado que nos deixou, sua maior herança, é a descoberta da intimidade, isto é da alma humana. Sobre isto devemos deixar claro que Agostinho entendia alma como intimidade. A alma era para ele o nosso lado espiritual. Espiritual — como bem assinalou Julian Maria[34] —  em Agostinho é aquela realidade que é capaz de entrar em si mesma. Por isso para Agostinho o poder entrar em si mesmo é o que dá a condição de espiritual, não a não-materialidade. Agostinho descobriu a interioridade, a intimidade do homem, para ele, quem fica só nas coisas exteriores, esvazia-se de si mesmo, por isso terminaremos com uma de suas frases mais famosas: no interior do homem habita a verdade.

FONTE AQUI


 

FONTE AQUI



Bom e maravilhoso dia para você.
cheio de fé, esperança e amor!
Rosane!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"Reflexões sobre a vida"

imagem da net

Apenas refletindo sobre a vida. Refletindo os caminhos que tenho percorrido até então.
Vida sempre paltada na espera, no amor e no servir. 
A espera sempre foi um marco em meu caminho. Desde pequena tenho que esperar. Sendo assim aprendi que esperar sempre vale a pena. Pois quando meus sonhos são realizados sinto-me feliz e liberto-me de minhas amarras.
Rosane!


 imagem da net

O Caminho Verdadeiro do Ser Humano

Quando encontras o caminho pelo qual teu coração deseja percorrer, não demora e logo passas a sentir...

As águas abençoam a tua presença e dos quatro cantos os ventos chegam e purificam o teu ser.

A chuva na mata, os pássaros velozes, os trovões da grande coragem te sacodem, multiplicando a tua eterna beleza.

Teus pés pisam sobre a terra, renovando a energia que constrói teu saber.

O teu alimento é o amor, irmão sagrado.

Abre teu plexo, expande tuas cores.

Olha além do céu, além do mar...

Olha além de ti, além dos teus pensamentos e encontra tua paz, tua conexão com a verdadeira natureza que a tudo abençoa, pois vem do Grande Espírito.

Teus companheiros, aqueles que vibram no mais puro amor, acompanham teus passos, sempre.

Revigora, há muito para aprender.

Deixa que teu coração te dê a visão e encontra o caminho do verdadeiro ser humano.

Deixa que teu guia esteja à frente e segue a vontade que dele vem.

Ele sabe de ti.

Ama, apenas ama e entrega.

A natureza, junto ao amor do Pai, trará tudo que necessitas para caminhares, com alegria, por ti mesmo.

O que está dito, está dito.
,


por Jackie Luz





cisne por você.
imagem tirada da internet
“ A miséria do meu ser “
A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer.
Que roda fora da pista.

Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.

É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto,
Porque cair é sensível.
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?

Fernando Pessoa

Não é o que você tem, onde está ou o que faz, que irá determinar a sua felicidade; mas o que você pensa sobre isto! Tudo o que você tem, depende da maneira como você olha, da maneira como você valoriza. Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade, tem atitudes positivas e partilha com benevolência suas coisas, então... Você tem tudo !
por Jackie Luz



Que a sua sua semana seja de luz, de paz, de amor, de fé e de esperança.
Beijos e beijos!
Rosane!





sexta-feira, 13 de agosto de 2010

"Um maravilhoso livro - CANAÃ DE GRAÇA ARANHA - "

Canaã - Graca Aranha (8572326758)



Acabei de ler Canaã de Graça Aranha. Na verdade a quinta edição do mesmo ou seja de 1918.
Comprei em um sebo. Meio difícil de ler, pois a ortografia é bem complicada mesmo para os dias de hoje.
 O trecho abaixo copiei do próprio livro. Como Graça Aranha define o sofrimento e a tristeza tão ricamente.
 Vale a pena ler, muito bom mesmo!


"Não, eu não te fujo doce tristeza! Tu és a reveladora do meu ser, a razão da minha energia, a força do meu pensamento.  Sobre ti me reclino, como si foras um insondável e voluptuoso abismo; teu me atraes, e estendo-te os braços nesse doloroso e invencível amor, com que o sonho ama o passado, a morte ama a vida. Antes de te conhecer, pérfida ilusão me entorpecia os sentidos, e a minha frívola existência foi a lúgubre marcha do inconsciente risonho por um caminho de dores. Nesse momento eu ainda  te buscava, sol moribundo! No meu rosto se estampava o riso continuo e fatigante, e ele  afastava de mim os homens, para quem a eterna alegria é morte... Mas tu, Tristeza, não estavas longe. Tu te sentaste à minha porta, numa postura de resignação e silêncio. E como esperaste! Um dia a alegria, de cansada, se extinguiu, e então soou para mim a hora da paz e da calma. entraste. E como desde logo amei a nobreza do teu gesto! Oh! Melancolia! minha alma é a morada tranquila onde reinas docemente.
 A dor é boa, porque faz despertar em nós uma consciência perdida; a dor é bela, porque une os homens. É a liga intensa da solidariedade universal.. A dor é fecunda, porque é a fonte do nosso desenvolvimento, a perene criadora da poesia, a força da arte. A dor é religiosa, porque nos aperfeiçoa,  e nos explica a nossa fraqueza nativa.
Tristeza! tu me fazes ir até ao fundo das remotas raízes do meu espírito. Por ti compreendo a agonia da vida; por ti, que és o guia do sofrimento humano, por ti, faço da dor universal a minha própria dor... Que  o meu rosto não mais se desfigure pelas viagens do riso cansado e matador; dá-me a tua serenidade, a tua séria e nobre figura... Tristeza, não me desampares...Não deixes que o meu espírito seja a preza da vã alegria...Curva-te sobre mim; envolve-me com o teu véu protetor...Conduz-me, oh! bemfazeja! aos outros homens...Tristeza salutar! Melancolia!

 Trecho do livro Canaã de Graça Aranha



Bom fim de semana a todos
com muita luz, paz, amor e esperança!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"Como eu me desiludo com os seres humanos!"



Confio nos seres humanos e só me desiludo. porque será que sou assim?
Principalmente com seres de minha própria família.
Ser a última a saber dos que se passa em meu próprio meio, é convenhamos no mínimo sentir uma alta doze de desprezo. E tem coisa pior que esse sentimento que no dicionário quer dizer ::..
1. Acto!Ato ou efeito de desprezar.
2. Falta de apreço ou de consideração por algo ou alguém; sentimento de superioridade em relação a algo ou alguém. = desconsideração, desdémapreço, consideração, estima
3. Sentimento de repulsa ou aversão.
Hoje me sinto assim desprezada pelos meus. E isso não me faz nada bem. Isso me leva a pensamentos ruins e me deixa profundamente magoada e triste.
Eu que só quero o bem do meu próximo. Eu que sempre tenho minha vida como  um livro aberto. Não consigo entender a razão dessa atitude tão insignificante, mesmo porque são pessoas que fazem parte da minha vida. Que pena, que pena mesmo o que sinto é uma grande compaixão por elas, pobres coitadas e ignorantes de fé e amor. Pessoas que colocam o centro de suas vidas em outros poderes que não o de Deus.
E assim vou, caminhando me iludindo e me desiludindo. Sempre à procura do amor, da paz, da esperança e da verdade. E essa  verdade, eu, só encontro em Deus e não deposito confiança nos homens.

A desilusão

Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões – mais frequentes do que as outras – estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros – tão cinzentos! – em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.
Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.
A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.
Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo…
A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde – lentamente ou de um dia para o outro – o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos… E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar…
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão – há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo – consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas… terminam.
Aquilo que procuramos – faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar – é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura…
De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.
Paulo Geraldo

 "DESILUSÃO...

"...Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. ...Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda ...É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele..." (Clarice Lispector)


Mesmo assim que seu dia seja de fé, esperança e amor!
Rosane!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"Ensinamentos de São Francisco"

Ensinamentos de São Francisco
 Por::..
VOCACIONADOS MENORES

Tenho grande admiração por São Francisco.  Com seus ensinamentos de humildade e resignação, seu amor aos homens e a natureza.  A história de Francisco é considerada uma das mais lindas história do cristianismo. Por isso minha devoção e admiração, um exemplo a ser seguido por mim.


 A perfeita alegria


Um dia, enquanto São Francisco caminhava com Frei Leão, vindo de Perusa para Santa Maria dos Anjos, durante um rigorosíssimo inverno, Francisco o chamou, pois o seu companheiro andava mais a frente e lhe disse:

“Irmão Leão, ainda que o frade menor desse o maior exemplo de santidade e de boa edificação, em toda a terra, escreve que nisso não está a perfeita alegria”. E andando mais um pouco torna a o chamar:

“Ó Irmão Leão, ainda que o frade menor curasse os cegos, os paralíticos, os surdos, os coxos, os mudos e mesmo ressuscitasse mortos de quatro dias, escreve que nisso não está a perfeita alegria”. Andando mais um pouco, Francisco grita com força: “Ó Irmão Leão, se o frade menor soubesse todas as línguas do mundo, todas as ciências, escrituras e profetizasse e revelasse as coisas futuras, os segredos das consciências, escreve que nisso não está a perfeita alegria”.
Indo mais adiante, São Francisco o chama novamente com força:”Ó Irmão Leão, ovelhinha de Deus, mesmo que o frade menor falasse a língua dos anjos e soubesse tudo sobre as estrelas e sobre as ervas e lhe fossem revelados todos os segredos da terra, dos pássaros, dos peixes, de todos os animais, homens, árvores, pedras, raízes e águas, escreve que nisso não está a perfeita alegria”.

E caminhando mais um pouco torna a o chamar em alta voz:”Ó Irmão Leão, ainda que o frade menor soubesse pregar como ninguém e convertesse todos os infiéis da terra, escreve que nisso não está a perfeita alegria”.
Francisco continuou falando assim durante duas milhas. Então, Frei Leão, bastante admirado, perguntou-lhe: “Pai, peço-te por amor de Deus que me digas onde está a perfeita alegria”.

Então, o santo respondeu: “Quando nós chegarmos ao convento de Santa Maria dos Anjos, totalmente molhados, tremendo de frio por causa da neve, cheios de lama e de fome e batermos na porta e o irmão-porteiro nos disser: “Quem são vocês?” E nós lhe dissermos que somos dois de seus irmãos, mas ele irritado falar: “Não são não! Vocês são dois vagabundos que andam enganando a todos por aí, roubando as esmolas dos pobres. Por isso, fora daqui!” E não nos deixar entrar no convento e fazer com que fiquemos na neve, na chuva e com frio e fome até de noite: então, se suportarmos tudo isso com alegria, sem nos perturbarmos e sem murmurarmos contra ele e até pensarmos humildemente que o porteiro nos reconheceu e nos falou aquilo tudo com a permissão de Deus: aí, sim, irmão Leão, escreve que nisto está a perfeita alegria!”

“Depois de tudo isso, irmão Leão, se continuarmos a bater na porta e ele sair do convento furioso e nos expulsar falando-nos muitas injúrias e nos der bofetas dizendo: “Fora daqui, seus ladrões vis, aqui ninguém lhes dará comida nem cama”. Se nós suportarmos tudo isso com paciência e alegria e de bom coração, escreve, irmão Leão, nisso está a perfeita alegria!”"

“E ainda uma vez, por causa da fome e do frio da noite, batermos e chamarmos e pedirmos por amor de Deus com muitas lágrimas que nos abre a porta e nos deixe entrar e, se ele mais escandalizado nos chamar de vagabundos importunos e disser que nos pagará como mercemos e sair com um bastão nodoso na mão e nos agarrar pelo capuz e nos atirar ao chão e nos arrastar pela neve e nos bater muito; se suportarmos todas estas coisas com paciência e alegria, pensando em tudo o que Cristo bendito sofreu por nós; escreve, irmão Leão, que nisso está a perfeita alegria e ouve, pois, a conclusão: acima de todas as graças e de todos os dons do Espírito Santo, os quais Cristo sempre concede aos seus amigos, está o dom de conseguir vencer-se a si mesmo e, de boa vontade, suportar todas as injúrias e desprezos, lembrando sempre que todos os dons vêm de Deus, como nos diz o Apóstolo: “Que tens tu que não o haja recebido de Deus? E se recebeste dele, porque te glorias?”. Mas, irmão Leão, nós podemos nos gloriar na cruz da tribulação de cada aflição, porque isto sim é nosso!



 
A perfeita Alegria

Cai à tarde de inverno impiedoso,
Francisco e Leão sob a neve caminham.
Vão tornando a Santa Maria,
Com fome e com frio
Ao final de outro dia.
Frei Leão vai à frente, ligeiro,
Frei Francisco o chama e lhe diz,
Frei Leão toma nota
Se queres saber,
O que é a Perfeita Alegria,
Se nós tivermos a graça de DEUS
De pregar o Evangelho e a Cruz
E por obras e exemplos pudermos
Levar a Jesus.
E convertermos os homens a fé.
Até mesmo os de mau coração
Frei Leão isto ainda não é
A Perfeita Alegria

Imagine Leão que DEUS nos tenha dado.
A graça de a todos curar.
De fazer ver aos cegos, e aos coxos andar,
Surdos ouvir e mudos falar.
E que até os demônios fugissem,
Ao comando de nosso olhar,
E que os mortos nós ressuscitássemos.
Isto não é a Perfeita Alegria:
E se falássemos todas as línguas
Com o dom de bem comunicar,
Transformando os reinos da terra
Em reinos de Paz.
E se soubéssemos toda ciência.
E os segredos da terra e do mar.
Frei Leão isto ainda não é
A Perfeita Alegria.

Mas então, Pai Francisco
O que é a Perfeita Alegria?

Se ao chegarmos ao nosso Convento
E batermos depressa e esperando entrar.
E o porteiro do lado de dentro,
Ao invés de abrir, põe-se assim a falar:
Quem sois vós, que assim importunos,
Nesta hora nos incomodais?
Somos nós teus irmãos
Frei Leão e Francisco
Que chegam e querem entrar.
E Frei Leão
Se o porteiro disser que é mentira
E que não abrirá
Que encontremos outro lugar
Em um canto qualquer.
E se nós diante da porta fechada,
Sob a noite e a neve que cai,
Conservarmos a paz
Isto ainda não é a Perfeita Alegria.

Mas se nós insistirmos em prantos que abra,
Que tenha piedade de nós.
Pois com fome e tão necessitados,
Na noite não temos consolo e lugar.
E se então o porteiro sair,
Empunhando um bastão e gritar.
E bater em você e em mim muito mais,
Nos deixando no chão a chorar.
E Frei Leão,
Se for DEUS quem tal faz,
Que nos deixa na noite e na cruz.
Se entendermos que este abandono
Imita a Jesus.
E se nós diante da porta fechada,
Sob a noite e a neve que cai,
Conservarmos a paz,
Isto é, a Perfeita Alegria.




 
Que são Francisco nos abençoe!
Fazendo-nos cuidar mais de nossos irmãos e de toda a natureza.
Boa semana a todos!
Cheia de paz, amor, fé e esperança!






sexta-feira, 6 de agosto de 2010

" - FELIZ DIA DOS PAIS - "

dia do pai_blog

Dia dos pais  chegando e li no Portal da Família o texto abaixo.
Sei que erramos muito na educação de nossos filhos.  Principalmente meu marido que não foi um pai carinhoso com os filhos. Nunca foi de beijar e abraçar nossos filhos, eu retribuo isso como a educação que ele recebeu. Foi um pai muito duro e rígido, mas sempre presente  na vida dos filhos. Ele levantava cedinho para dar o café da manhã e levá-los para a escola. Ele buscava-os todos dias no colégio. Ele sempre deu e fez o que estava dentro das nossas posssíbilidades financeiras. Nosso filho mais velho fez curso de inglês, mas os outros dois a grana ficou meio curtinha e não foi possível. Mas todos estudaram em colégio particular, apenas por um ano não conseguimos pagar, mas no próximo ano voltaram a estudar, pois não nos conformávamos com a qualidade do ensino dos colégios estaduais.
Me lembro com carinho da primeira cirurgia de meu filho Hugo. Ele levando meu menino com menos de três anos até o centro cirúrgico nos braços, já meio gloguinho para depois tomar a anestesia geral para fazer o procedimento das amídalas. Entregou nos braços do médico, virou as costas e caio no choro. Depois quando aos seis para sete anos esse mesmo filho ficou entre a avida e  a morte, na sua humilde ignorância religiosa ainda, pediu implorando a Deus e a nossa Senhora Aparecida a cura de Hugo, que até hoje não sabemos o que ele teve. Os médicos mesmo não sabem explicar a causa de tão grave infecção nos gânglios do pescoço.
Com minha filha já foi meio diferente.Como menina sempre as preocupações eram mais comigo. Mas sempre atento e na retaguarda e assim é até hoje. Mas me lembro quando ela ficava doente o desespero dele para que ela ficasse boa. Ela é asmática e as crises o deixavam desnorteado, a impressão que eu tinha era que ele queria respirar por ela. Depois quando adulta veio a obesidade . Quase nada falava, mas sua preocupação era grande e quando ela decidiu  fazer a cirurgia de redução ele deu o maior apoio.
Com o nosso caçula, papai do Mateus sempre discutem futebol, os dois são apaixonados pela bola e essa rola aqui em casa. Cada vez vez que ele ficava doente também quase morria de preocupação. Esteve presente até na hora do nascimento de Mateus. Ficou lá no corredor do hospital até a chegada de Mateus.  Os olhos cheios de lágrimas, vendo minha nora andar de lá para cá. Ele a acompanhava, apenas de longe com carinho. e quando Mateus deu seu primeiro sinal de vida, foi para um canto longe de todos e chorou sem que ninguém o visse, pois na ignorância de sua educação HOMEM NÃO CHORA...mas hoje faz com Mateus tudo o que não fez com os filhos que tanto ama.
Mas não só nas doenças ele estava presente. Sempre gostou de fazer lanches em casa, de viajar para a praia, ir ao bosque, nos parques de diverão, nos circos... de dar banho. Meu deus... era até cômico, um segurando nas suas pernas dentro box, outro colo e o mais velho sempre ajudando. Adorava levá-los para passear e curtia junto os passeios.
 Em fim foi muito duro, nada carinhoso mas...creio eu que sempre presente em todos os bons e maus momentos da vida de cada um de nossos filhos.
Ele é um homem que não adianta, não consegue dizer Te amo com  a boca. Mas eu entendo o Te amo dele com gestos. Pena que os filhos reclamam esse erro, entre aspas, dele.
Se por acaso um dos nossos filhos ler esse texto, gostaria que o perdoasse por esse erro. E também pelas muitas vezes que ele foi duro demais com vocês. Pode até parecer pieguice nossa, mas se erramos, erramos por excesso. Sei que quem ama não bate, não agride e muitas vezes fizemos tal coisa por pura falta de conhecimento maior em educação. Muitas vezes nós pais de uma geração mais conservadora e rígida, achávamos que estava correto corrigir na base da palmada ou, da cinta mesmo. Hoje vemos o quanto isso foi e  é cruel e covarde da nossa parte. Nada que uma boa conversa não resolva qualquer fato ocorrido.
Mas infelizmente isso aconteceu e agora o que nos resta é pedir perdão, se  é que seja possível perdoar.
E procurar lembrar das boas ações feitas pelos pais que foram assim, como o Pai de vocês meus filhos e aí eu me incluo também.
Saibam que o Pai de vocês os ama muito, mais do que possam imaginar. Pena não conseguir transmitir com a boca o quanto ele os ama. Pena mesmo!!!

 Deixo o texto abaixo em comemoração aos dia dos Pais no próximo Domingo::..

Não se meta na minha vida!

P. Francisco Javier Rosell Peralta
Os pais que sabem se meter na vida dos filhos conseguem fazer deles homens e mulheres de bem. Lembro-me de uma ocasião em que escutei um jovem dizendo ao seu pai:

- Não se meta na minha vida!

Esta frase calou fundo em mim, tanto que freqüentemente a recordo com relação a pais e filhos, imaginando ser eu aquele pai, e o que responderia ao meu filho.

- Filho, eu não me meto em sua vida, você é que se meteu na minha!

Faz 17 anos que, graças a Deus, pelo amor que nos unia, à sua mãe e a mim, você chegou em nossas  vidas, ocupou nosso tempo durante quase três meses, sua mãe se sentindo mal, sem poder se alimentar, pois tudo o que comia lhe causava vômitos, precisando ficar de repouso; eu tive de me repartir entre as obrigações do meu trabalho e as de casa, para ajudá-la.

Já não podíamos ir a todas as reuniões, não freqüentávamos tanto os amigos, na verdade nos distanciamos de muitos deles por sua causa...

Nos últimos meses antes de você chegar, sua mãe não dormia e não me deixava dormir, eu precisava levantar cedo para ir trabalhar, no entanto tinha de me esforçar para ser paciente e ajudar sua mãe a se sentir melhor, para que você estivesse bem.

As despesas aumentaram incrivelmente, pois grande parte de nossas economias eram gastas com você: com um bom médico para cuidar de sua mãe, ajudando-a a manter uma gravidez saudável,  com medicamentos, já na Maternidade, na aquisição de um guarda-roupa completo para você... sua mãe não podia ver algo de bebê que não quisesse logo para você: um berço, um cesta de alças (moisés), um carrinho de rodas, tudo o que fosse possível para você se sentir bem confortável.

Nem sequer me dei conta de ter deixado de adquirir coisas para mim, e você sabe como os aparelhos de som e os computadores me fazem delirar!

... Não se meta na minha vida?

Chegou o dia do seu nascimento, e era preciso comprar uma lembrancinha para cada pessoa que vinha conhecê-lo. Sua mãe dizia: "temos de preparar um quarto para o bebê".

Desde a primeira noite não dormimos. A cada três horas, com a estridência de um despertador, você nos acordava para que o alimentássemos, outras vezes porque se sentia mal e chorava, chorava, chorava, sem que pudéssemos ficar tranqüilos, pois nem sempre sabíamos o que se passava, e às vezes chorávamos junto com você...

... Não se meta na minha vida?

Todo tipo de doença infantil acometia você, tivemos que suspender muitas saídas nossas; sua mãe já estava toda preparada para ir a alguma reunião - depois de meses sem sair de casa -, eu, inclusive, a ponto de apressá-la, e ela me chamava para dizer: mudança de planos, nosso bebê está com febre, não podemos sair...

... Não se meta na minha vida?

Você começou a caminhar, e já nem sei desde quando tive de ficar andando atrás de você, se foi mesmo quando começou a dar os seus passinhos ou quando acreditou que já sabia fazê-lo. Eu não podia mais me sentar tranqüilamente para ler o jornal ou ver o jogo do meu time, na TV, porque era você acordar e sumia da minha vista, eu tinha que sair atrás de você para que não se machucasse.

... Não se meta na minha vida?

Entretanto recordo o seu primeiro dia de aula, quando precisei telefonar para o trabalho, dizendo que não podia comparecer, já que você, na porta da escola, não queria se soltar de mim e entrar, chorava e me pedia que não fosse embora; foi preciso entrar com você e pedir à professora que me deixasse ficar ao seu lado, na sala, nesse primeiro dia, para ir tomando confiança; depois de se sentir bem seguro, chegou até a me dispensar: a maioria das vezes não só não me pedia mais que eu não fosse embora, como se esquecia de se despedir de mim ao sair correndo do carro para se encontrar com os novos amiguinhos.

... Não se meta na minha vida?

Do colégio, recebíamos freqüentes observações: não liga para nada, é indisciplinado, briga com os outros, não quer fazer seus deveres, passa o tempo no banheiro, rabiscou a caderneta do coleguinha, machucou o pé, quebrou a mão... além disso é pago o colégio em que você estuda.

Você foi crescendo, como também as suas aventuras, a tal ponto que um dia tive de suplicar ao  diretor para que não o expulsasse.

... Não se meta na minha vida?

Mal a vizinha me via chegar, já vinha me dizer: "seu filho quebrou uma vidraça da minha casa, rabiscou a parede, anda brigando com o meu filho etc".

Você continuou a crescer, mas queria fazê-lo apressadamente, urgia conhecer todos os lugares de diversão da cidade, você só tinha 13 anos e queria ir a todas as festas de seus  amigos que completavam 15, não queria mais que o levássemos aos seus encontros, pedia que o deixássemos uma rua antes e voltássemos para pegá-lo uma rua depois, porque você é "cool", não queria saber de chegar cedo em casa, ficava chateado se lhe dávamos regras a seguir, não podíamos fazer comentários acerca de seus amigos sem se voltar contra nós, como se você os conhecesse a vida inteira e nós não passássemos de uns perfeitos desconhecidos para você; me empresta o carro, ia dizendo, e eu me sentia o pior pai do mundo por não fazê-lo...

... Não se meta na minha vida?

Constantemente sua mãe precisa arrumar as mesmas coisas do seu quarto, incluindo as que você larga pelo assoalho, ela arruma num dia e no outro tem que fazer tudo de novo, pois estão sempre espalhadas.

... Não se meta na minha vida?

Já se passaram meses e suas notas escolares não chegam, sua mãe e eu não queremos criar mais problemas, perguntando; chamaram-nos da escola e precisamos ir falar com a professora, sabemos que você foi reprovado, e se não se apressar perderá todo o curso...

... Não se meta na minha vida?

Cada vez fico sabendo menos sobre você, por você mesmo, e mais pelo que ouço de outras pessoas. Já nem gosta de conversar comigo, diz que vivo repreendendo você, qualquer coisa que eu faça lhe soa mal, ou se torna motivo para zombar de mim, pergunto: com todos estes defeitos eu teria podido lhe dar o que você tem tido até o momento?  Serei mesmo esse ser humano tolo e torpe? Sua mãe passa noites em claro e por sinal não me deixa dormir, dizendo que já é de madrugada e você ainda não chegou. Você só me procura quando é preciso pagar alguma coisa, ou precisa de dinheiro para ir à escola ou para sair, pior ainda, diz que eu só o procuro para lhe chamar a atenção...

... Não se meta na minha vida?

Hoje me telefonaram, dizendo que será celebrada uma missa em ação de graças por todos vocês que concluíram a Faculdade; você mesmo me avisou, mostrando desinteresse, como se não lhe importasse que eu fosse participar da cerimônia, e no entanto esta foi para mim uma grande notícia que me fez sentir muito feliz. Como eu poderia perder esta celebração, disse-me a mim mesmo, e aqui estou eu.
... Não se meta na minha vida?

Sem dúvida, a esta frase repetida e à minha reflexão, cada um de vocês, que é pai, pode acrescentar suas importantes opiniões, pode corrigir, aumentar e até modificar o sentido,  mas não quero nem imaginar que vocês, sendo pais, tivessem decidido a não se intrometerem na vida de seus filhos, pois o que teria ocorrido então?

Com toda certeza, alguns de seus filhos não estariam aqui. Se vocês tivessem se intrometido a princípio e logo depois desistido desse dever de alimentar, educar, cuidar etc.. muitos deles não teriam conseguido alcançar nenhuma meta, apesar do esforço inicial de vocês. Se os pais não se preocupassem com o que os filhos fazem, aonde vão, e com quem saem, talvez muitos deles não estariam mais entre nós, ou quem sabe estariam em um hospital ou aprisionados em algum vício.
Estou certo, porém, que diante destas palavras: "Não se meta na minha vida..." podemos responder juntos:

“Filho, eu não me meto em sua vida, você é que se meteu na minha, e posso lhe assegurar que desde o primeiro dia até hoje eu me sinto o homem mais feliz de todos”.
Pais, graças a Deus por terem se metido na vida de seus filhos, porque graças a isso agora podemos vê-los realizados em mais uma etapa de sua formação.
Somente os pais que sabem se meter na vida de seus filhos conseguem fazer deles homens e mulheres de bem.
Muito obrigado, papais!

Aos filhos, tenho a dizer que valorizem seus pais, se eles não são perfeitos, vocês muito menos o são, ou então aguardem mais um pouco até conhecerem os críticos mais implacáveis desta vida: seus próprios filhos.
pai e filho


Fonte: Catholic.net / Família.cl
Tradução: M. C. Ferreira - 28.01.09
Publicado no Portal da Família em 01/08/2010


Feliz dia dos Pais há todos os papais do mundo!


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

"O CHEIRO DA CHUVA...O CHEIRO DE DEUS"



O cheiro de Deus

imagem aqui

 Um vento frio dançava ao redor da noite enquanto o médico caminhava pelo pequeno hospital até o quarto de Diana.

Ainda meio grogue por causa da cirurgia, seu marido David segurava sua mão, esperavam pelas últimas notícias. Naquela tarde de 10 de março de 1991, complicações tinham forçado Diana, com apenas 24 semanas de gravidez, a sofrer uma cesariana de emergência, trazendo ao casal a nova filha, Danae.

Com apenas 31 centímetros e pesando só 711 gramas, eles sabiam que ela era perigosamente prematura. As palavras do médico caíram como bombas,
- Eu não acredito que ela sobreviverá. Disse ele, tão bondosamente quanto ele podia. - Há apenas 10 por cento de chances dela passar por esta noite, e mesmo então, se por alguma remota possibilidade ela sobreviver, seu futuro pode ser muito cruel.

Entorpecidos e incrédulos, David e Diana escutaram o médico descrever os problemas que Danae enfrentaria se sobrevivesse. Ela nunca andaria, ela nunca falaria, ela provavelmente seria cega, e certamente estaria entre a paralisia cerebral e o total retardamento mental.
- Não! Não! Foi tudo o que Diana pode dizer.

Ela e David, com seu filho Dustin de 5 anos, muito sonharam com o dia em que teriam uma filha. Agora, em questão de horas, o sonho se perdia.
Durante a madrugada, enquanto Danae agarrava-se ao tênue fio de vida, Diana, entre um sono e outro, via crescer a idéia de que sua minúscula filha viveria e viveria para ser uma menina feliz e saudável.

Mas David, plenamente acordado, sabia que deveria confrontar sua esposa com o inevitável. David então disse que precisavam conversar sobre o enterro.

Diana disse,
- Não, eu não quero escutar o que os médicos dizem; Danae não morrerá! Um dia ela estará bem e voltará para casa conosco!

Como que levada pela determinação de Diana, Danae agarrou-se a vida, hora após hora, com a ajuda de todas as máquinas e maravilhas que seu corpo em miniatura podia suportar.

Por ter o sistema nervoso subdesenvolvido, o mais leve beijo ou carícia só intensificavam o incômodo de Danae. Então não podiam sequer levantá-la do berço para oferecer a força de seu amor. Tudo o que podiam fazer, era orar pedindo à Deus que ficasse bem pertinho de sua menininha preciosa.

Com o passar das semanas, Danae ganhou um pouco de peso e força. Quando completou dois meses, seus pais puderam dar-lhe o primeiro abraço. E dois meses mais tarde, embora médicos continuassem a advertir que suas possibilidades de sobrevivência eram remotas, Danae foi para casa, assim como sua mãe tinha predito.

Hoje, Danae é uma pequenina menina, mas exuberante com resplandecentes olhos acinzentados e um insaciável entusiasmo pela vida. Ela não mostra nenhum sinal de qualquer dano mental ou físico. Simplesmente, é tudo o que uma menininha pode ser.

Numa quente tarde do verão de 1996, Danae estava sentada nas arquibancadas de um estádio, assistindo ao jogo do time de Dustin, seu irmão. Como sempre, Danae tagarelava sem pausa com sua mãe e com os outros adultos sentados por perto, quando, de repente, ela se deixou cair silenciosa. Abraçada e com a cabeça encostada ao peito da mãe, Danae perguntou,
- Está sentindo este aroma?

Cheirando o ar e detectando a aproximação de um temporal, Diana respondeu,
- Sim, cheiro de chuva.
Danae fechou os olhos e novamente perguntou,
- Você está sentindo este cheiro?
Mais uma vez, sua mãe respondeu,
- Sim, acho que vamos nos molhar, é cheiro de chuva.

Danae sacudiu a cabeça, e falou bem alto,
- Não, é o cheiro Dele. É o cheiro de Deus que eu sinto quando coloco a cabeça em Seu peito.
Lágrimas molharam os olhos de Diana enquanto Danae alegremente pulou para baixo e foi brincar com as outras crianças.

Antes das chuvas chegarem, as palavras de sua filha confirmaram o que Diana e toda a família já sabia, pelo menos em seus corações, desde o início. Durante aqueles longos dias e noites de seus primeiros meses de vida, quando seus nervos eram por demais sensíveis para que pudessem tocá-la, Deus segurava Danae contra Seu peito e é Seu perfume de amor que ela se lembra tão bem.

Que vc sinta sempre o cheiro de Deus por perto...
enquanto andas pelo seu caminho nessa vida.

Fique com Deus!
Tradução de Sergio Barros


Beijos de bom dia para você!


terça-feira, 3 de agosto de 2010

"HISTÓRIA DA MÃE QUE TEVE DE APRENDER A AMAR SEU FILHO..."


Como lidar com os distúrbios mentais na infância
João*, de 8 anos, não sorria para os familiares, não gostava de contato social e era agressivo com os pais. Conheça a história da mãe que teve de aprender a amar seu filho...
Os craques santistas Neymar, Paulo Henrique Ganso e Robinho são os três ídolos de João*, de 8 anos. Assim como muitos garotos da sua idade, ele adora futebol e toda semana se reúne com os coleguinhas de escola para jogar uma "pelada". "Sou meia-atacante", diz orgulhoso. Na vida de João, porém, o esporte é mais que uma paixão ou divertimento. É uma forma dele se socializar e superar as dificuldades de um grave transtorno de desenvolvimento que já trouxe muita preocupação para sua mãe, a engenheira química Cláudia*.

O filho tão desejado por Cláudia nasceu em um parto complicado. Por causa disso, ele teve de ficar internado durante dez dias antes de ir para casa com a mãe. Conforme crescia, João demonstrava um comportamento pouco comum: não sorria para os familiares, não gostava de contato social, era agressivo com os pais sem motivo, não reagia afetivamente e não falava. Para a família, tudo aquilo parecia natural, coisa de criança. Até que, ao completar 1 ano e 8 meses, ele passou a frequentar um berçário. No ambiente escolar, ficou evidente que havia algo de errado: João batia nas outras crianças, não gostava das professoras e evoluía de modo incompatível com a sua idade. Os profissionais do berçário recomendaram então que Cláudia procurasse ajuda médica.
Levado a um psicólogo, foi constatado que João apresentava traços de uma criança autista, apesar de não ter autismo. O diagnóstico: Transtorno Global do Desenvolvimento. Sob o nome, estão incluídos graves distúrbios emocionais e transtornos relacionados à saúde mental infantil. "Os problemas dessas crianças não vêm necessariamente de uma debilidade intelectual nem de uma debilidade física", afirma Maria Cristina Kupfer, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) e estudiosa da psicose e autismo infantis há mais de vinte anos. "Seus problemas vêm de uma falha precoce no estabelecimento da relação com os outros."
Isso quer dizer que, para crianças como João, a construção do psiquismo voltado para o convívio social não se fez convenientemente. Nosso psiquismo (ou nossa personalidade) é construído para ser um instrumento de relação com os outros, uma espécie de porta aberta para o mundo. "A falha nesse processo é resultado de dificuldades, acidentes, entraves ou impasses ocorridos durante o processo de estruturação subjetiva da criança", diz a psicanalista Enriqueta Nin Vanoli, da equipe multidisciplinar da Associação Serpiá (Serviços Psicológicos para a Infância e Adolescência), de Curitiba (PR).
A análise do histórico de vida de João pode ajudar a entender como o problema se desenvolveu. Cláudia conta que o fato do menino não corresponder aos carinhos que recebia ainda bebê, evitar o seu olhar e não esboçar nenhum tipo de sentimento criou uma barreira entre ambos. Ela sonhara com um modelo ideal de criança a que João não correspondia. A frustração impedia uma proximidade, uma relação genuína de mãe e filho. "Era como se o João fosse uma criança qualquer. Apesar de estar ao seu lado fisicamente sempre, não conseguia me aproximar emocionalmente. Ele cresceu isolado de mim", afirma. Cláudia acredita que o problema no parto, de certa forma, criou uma ferida psicológica que marcou o garoto. "A verdade é que eu também tinha dificuldade de amar meu filho, talvez pelo meu histórico familiar. Cresci num ambiente em que as pessoas eram muito fechadas. Costumava me julgar uma pessoa carinhosa, mas dar carinho é diferente de dar amor."
O relato de Cláudia revela dois elementos que os especialistas costumam notar nos casos em que o Transtorno Global de Desenvolvimento é diagnosticado. Em primeiro lugar, há uma enorme dificuldade para os pais aceitar o não-olhar dos filhos, interpretado como falta de afeto por parte da criança. Em segundo lugar, o problema sempre envolve o menor e o adulto responsável por sua criação, ou seja, ele não pode ser concebido como um fenômeno que acontece com somente uma pessoa. “É preciso tomar cuidado, porém, para não culpar os pais, porque são coisas que não costumam passar pela consciência deles”, diz Jussara Falek Brauer, professora aposentada e coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas Psicanalíticas dos Distúrbios Graves na Infância do IP-USP. “A criança pode estar respondendo a algo de errado que está na mãe e que, às vezes, nem a própria mãe sabe que tem. Só por meio de análise é possível descobrir o que está acontecendo.”
Um estudo epidemiológico feito em 2008 pelo pesquisador americano Myron Belfer mostrou que até 20% das crianças e adolescentes sofrem de algum transtorno mental grave. Se for considerado o espectro autístico, pode-se falar em uma criança em cada 150, de acordo com a agência Centers for Disease Control e Prevention (ou CDC), do departamento de saúde e serviços humanos dos Estados Unidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta uma taxa de 12% a 29% de prevalência de transtornos mentais na infância. De forma geral, a incidência de distúrbios como o de João é maior em meninos do que em meninas. Diagnosticar problemas psiquiátricos em crianças, no entanto, costuma ser difícil. "A partir de seis meses de idade, uma criança já pode mostrar sinais de autismo, como o não-olhar para a mãe, mas isso isoladamente não quer dizer que ela vá se tornar autista", afirma Maria Cristina. "É muito perigoso pegar um rótulo e colocar num bebê, porque ele vai procurar responder àquilo que todo mundo está falando que ele tem", diz Jussara.
Daí a necessidade de um diagnóstico feito por profissionais especializados. "Um bom acompanhamento médico é fundamental. Ele envolve um trabalho que deve considerar uma série de fatores, além da sutileza e singularidade de cada caso", diz Enriqueta. Foi o que aconteceu com João. Após a primeira consulta médica, ele já começou um tratamento que buscava reatar o diálogo perdido com os outros. Sua mãe também passou a se consultar com a mesma psicóloga responsável pelo acompanhamento do filho. "Nas sessões, eu aprendi como superar as minhas dificuldades de relacionamento com ele", afirma Cláudia.
Trabalhar a mãe e a criança com o mesmo profissional, mas em sessões individuais, é um dos segredos para o sucesso do tratamento. "Esse trabalho conjunto vai na direção da reconstituição da história familiar. A partir dele, tenta-se desfazer o emaranhado que cria problemas para a criança", afirma Jussara. A experiência da professora da USP mostra que 90% dos 105 menores que atendeu ao longo de sua pesquisa clínica na universidade deixaram de apresentar os sintomas que os levaram ao médico pela análise e correção do que havia de errado entre mãe e filho.
Seis anos após o início do tratamento, João leva hoje uma vida normal. Ele vai a uma escola comum – João está na segunda série do ensino fundamental de um colégio particular de São Paulo – , estuda inglês e, além de futebol, pratica natação e capoeira. Agora, convive bem socialmente, não se isola mais, gosta de conversar e qualquer dificuldade que tem recorre à ajuda da mãe. "Ele aprendeu a expressar muito bem o que sente. O distanciamento que existia antes acabou", diz Cláudia. Como João demorou para desenvolver seu lado social, o menino ainda apresenta algumas reações que não são adequadas, como querer exclusividade quando está brincando com um amiguinho.
Para mudar comportamentos como esse, ele frequenta duas vezes por semana a Associação Lugar de Vida, dedicada ao tratamento e à escolarização de crianças psicóticas, autistas e com problemas de desenvolvimento. Localizado no Butantã, na zona oeste de São Paulo, o Lugar de Vida iniciou suas atividades em 1990 como um serviço do Departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade do IP-USP. Lá, João participa de Grupos de Educação Terapêutica (GETs) com outras crianças. Há dois focos de trabalho nos GETs: o primeiro compreende atividades como movimentação em brinquedos de grande porte, corridas, jogos de pátio com regras simples, encenação de pequenas peças, aprendizado de músicas e escuta de relatos de histórias – atividades, em geral, de cooperação grupal para o desenvolvimento do laço social; o segundo foco é na escrita e compreende atividades para o desenvolvimento do desenho, do grafismo e da superação das dificuldades de alfabetização. Para os pais, há uma reunião uma vez por semana em que eles podem conversar sobre os problemas dos filhos com a mediação de uma psicóloga. Nos encontros, compartilham suas dúvidas, obtêm esclarecimentos e trocam experiências."É bom participar desse tipo de reunião porque a gente percebe que não está sozinha nisso", afirma Cláudia.
Contar com o auxílio de bons profissionais e abraçar o problema para superá-lo – sem buscar um culpado – foram os principais elementos para a melhora do filho, segundo Cláudia. “Se o pai e a mãe não estão ali para ajudar, nada adianta. No começo, eu e meu marido ficamos muito atormentados com o que estava acontecendo, e juntos conseguimos enfrentar a situação”. A mãe coruja diz que João já sabe o que quer ser quando ficar mais velho: jogador de futebol do Santos, seu time do coração. O menino que antes não sabia se relacionar se apaixonou por um esporte em equipe e ensinou sua mãe a amá-lo.
* Os nomes foram trocados para preservar a identidade do menor e da mãe.
 

 
A RESPOSTA
Meimei
... - Filha, só o amor pode educar os filhos de Deus...
 
Desolada mulher desprendeu-se da Terra e achou-se à frente de Jesus, suplicando:
- Senhor, compadece-te de mim! O mundo me atormenta e a vida fez-me escrava... Tenho um filho que incessantemente me fere o coração... Esperei-o com os melhores sonhos, embalei-o nos braços... Entretanto, encontro nele o meu suplício. Por que isso, amado Amigo? Por que tanto sofrimento em troca de tamanha abnegação?
O Eterno Benfeitor acariciou-lhe a cabeça dolorida e explicou:
- Filha, só o amor pode educar os filhos de Deus. Que seria do tronco se a terra não o suportasse, ou do ninho sem que a ramada lhe resguardasse a esperança?
- Mas, Senhor, e comigo?!... Quem teria colocado em meus braços semelhante martírio? Quem talvez, por engano, terá situado em meu peito esse filho difícil e indiferente, acreditando que o meu amor de mulher ignorante e frágil conseguisse educá-lo?
Foi então, com grande surpresa, que a pobre mãe escutou de Jesus estas simples palavras:
- Minha filha, fui eu.
(Do livro "Amizade", pelo Espírito Meimei, Francisco C. Xavier)NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html




Bom dia para você.
Que este seja um dia cheio de vitórias e conquistas, sonhos e encontros, amor, paz, esperanã e fé!
Rosane!
 

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