terça-feira, 15 de abril de 2008

Para vocês papai e mamãe








Prestem bem atenção no que seus filhos estão há aparender em suas escolas.


Uma boa educação sexual é de suma importância para seus filhos, e não se esqueçam nunca que um diálogo aberto dentro de seus lares é mais importante ainda.


Tese aponta equívocos da educação sexual na escola

Written by Maria Alice da Cruz
Saturday, 18 August 2007
Depois de investigar 65 produções brasileiras, entre dissertações e teses de pós-graduação, que tratam da educação sexual no espaço escolar, a psicodramatista Regina Célia Pinheiro da Silva constatou que grande parte dos profissionais incumbidos de dar orientação sexual estão despreparados e apresentam dificuldades tanto por questões pessoais quanto pela falta de informações sobre o tema.
Os 65 trabalhos foram objetos de estudo para a dissertação de mestrado “Pesquisas sobre formação de professores/educadores para abordagem da educação sexual na escola”, sob orientação do professor Jorge Megid Neto.
Despreparo é um dos problemas levantados
Os trabalhos identificados por Regina relatam uma abordagem da sexualidade, por parte dos educadores, ainda em nível do senso comum atrelado ao sexo orgânico, perpetuando valores, conceitos e preconceitos. As produções que investigaram as posturas e as práticas pedagógicas, segundo a pesquisadora, afirmam que, ao abordar o assunto, professores/educadores tomam por base seus próprios valores, com condutas discriminatórias e posturas pouco reflexivas. “Foram verificadas atitudes retrógradas, controladoras e repressivas em relação à sexualidade. Cabe ressaltar que na minha pesquisa incluo, como educadores, profissionais da área de saúde que lidam com educação sexual no espaço escolar, ou na educação superior ou no ensino médio preparados para esta abordagem.”
A omissão também não é o melhor caminho, na opinião da pesquisadora. “Mesmo quando os professores se omitem, negando-se a abordar a educação sexual na escola, o fazem pelo não-dito.” Ela observou que quando as informações chegam aos alunos, a educação sexual é passada, geralmente, por meio de conteúdos ligados ao corpo humano, em que apenas os aspectos biológicos são enfocados. Ficam de fora, afirma, as dimensões ligadas aos aspectos socioculturais e políticos. Esta forma de abordagem leva à reprodução de conceitos e valores já estabelecidos pela sociedade e assumidos pelo professor como verdades absolutas. Tratar a educação sexual desta maneira, acredita, ainda que não implique grandes repressões, não contribuirá para fazer dos alunos adultos mais conscientes e felizes.
A orientação baseada simplesmente em fundamentos biológicos também não atende a necessidade e a curiosidade dos alunos e se atêm apenas ao aspecto informativo. Especialista em saúde pública, a pesquisadora considera esta visão reducionista e simplificadora sobre a sexualidade. “Além disso, está muito associada ao enfoque higienista que reforça a prevenção a doenças como DST/Aids e gravidez na adolescência, muitas vezes por meio de abordagens que geram medo e levam ao descrédito dos adolescentes, como se a educação sexual se referisse apenas a isto”, argumenta.
Regina enfatiza que os alunos têm direito de conhecer tudo o que está relacionado à sexualidade humana, inclusive a questão de gênero, o direito ao prazer, as formas de discriminação impostas pelo sexo, o planejamento familiar. “São questões como estas que repercutem diretamente no direito à cidadania.”
Ainda é preciso sensibilizar alguns educadores para a abordagem da educação sexual, mas, pelo que a autora da dissertação pôde observar nos relatos das produções, vários professores se encontram dispostos a ultrapassar seus limites, suas dificuldades e falta de preparo. Regina acredita que a colaboração da mídia na divulgação de experiências e pesquisas na área seria muito importante para a desmistificação do trabalho.
Algumas iniciativas, segundo a pesquisadora, podem ser tomadas para tornar a orientação sexual mais eficiente nas escolas. “Hoje, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) já possibilitam a abordagem da educação sexual nas escolas, mas não existem políticas públicas que a garantam”. As pesquisas também mostram que o processo reflexivo para formação dos profissionais tem que ser coletivo e contínuo de forma a possibilitar a construção de vínculos, a abertura e o resgate do diálogo em relação ao tema, e o trabalho com as situações cotidianas vividas no contexto escolar, o que, além de tudo, com certeza irá contribuir com a revisão do papel do professor/educador e a recuperação da sua auto-estima.
Em relação à formação inicial, Regina diz que é fundamental que na educação superior as faculdades e as universidades assumam a responsabilidade pela inclusão da educação sexual nos cursos em que os profissionais estão mais diretamente envolvidos com tal abordagem: pedagogia, medicina, enfermagem, psicologia, serviço social, biologia. Para isso, é necessário que seja garantido aos professores da educação superior o espaço para formação continuada. E a inclusão também no ensino médio, nos cursos de habilitação ao magistério e cursos técnicos da área da saúde, já que a realidade mostra que estes últimos, quando profissionais, poderão abordar o tema nas escolas e também deverão ser preparados.


Texto: Maria Alice da CruzContato:
halice@unicamp.br

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Fonte:
Jornal da UnicampEdição 250 - de 3 a 9 de maio de 2004


6 comentários:

  1. A escola tem um papel fundamental na vida das pessoas. É preciso ficar atenta mesmo. Bjks.

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  2. Esse sempre foi uma tema bem complexo .. A Escola é que projeta para a vida ..

    Vovó Rô, espero que esteja tudo bem com a senhora e desejo muita paz e felicidade aí pra todo mundo, viu ?? Tô passando por aqui só pra matar as saudades mesmo ..
    Um beijão !!

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  3. Rô querida vim me atualizar!!! To com saudade de teu colinho! Escuto sempre o Padre Marcelo no rádio, lembro da minha católica mais queira sempre.
    Beijos no seu coração!

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  4. Boa tarde! Vim conhecer seu blog e convidá-la a participar da blogagem coletiva COISAS DO BRASIL, em 16 de maio. A idéia é cada um escrever, em seu blog, sobre aquilo que represente a cidade brasileira onde mora ou nasceu, a fim de que, juntos, mostremos a riqueza cultural do nosso país. Estou convidando a todos, até mesmo os brasileiros que residem no exterior; o importante é mostrarmos que o Brasil é um misto de culturas e saberes. Conto com a sua adesão!

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  5. Eu acho que deveriam preparar bons profissionais para ensinarem nas escolas "educação sexual", hoje em dia as crianças sabem muitas coisas e se não houver uma orientação correta vão aparecer cada vez mais adolescentes grávidas e o pior, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis.

    Rô, adorei o artigo, isso é de utilidade pública ;)

    Beijos com muito carinho

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  6. A orientação correta é fundamental! Excelente abordagem no post, Rô!

    Beijão

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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