quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"Amantes, você já tem o seu???" preste bem atenção!!!

Texto de Dr.Jorge Bucai - Psicanalista
Nós precisamos de um amante, você já tem o seu?
 
“Muitas pessoas têm um amante, e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores.
Elas contam-me que as suas vidas correm de
forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança. Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: “Depressão”… além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: “Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas?!”.
Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais. Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte: Amante é “aquilo que nos apaixona”. É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido…
Enfim, Amante é “alguém” ou “algo” que nos faz “namorar” a vida e nos afasta do triste destino de “ir vivendo”. E o que é “ir vivendo”?

“Ir vivendo” é ter medo de viver. É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. “Ir vivendo” é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contentem com “ir vivendo”. Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida…
Acreditem que o trágico não é morrer, porque, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
Para se estar satisfeito, ativo, e sentir-se jovem e feliz, é preciso namorar a vida”.

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: Para se estar satisfeito, ativo, e sentir-se jovem e feliz, é preciso namorar a vida”.


(O Dr. Jorge Bucay é psicoterapeuta e escritor argentino)
Autor do livro CARTAS PARA CLAUDIA, e muitos outros como::..
Amar de olhos abertos.
A odisseia de Homero
Leia a matéria da folha de São Paulo, sobre "O amor é cego" de Jorge Bucai, clique aqui

Título: Cartas para Cláudia
Autor: Jorge Bucay
Chancela: Pergaminho
Páginas: 232

Este livro é composto pelos escritos que, durante mais de três anos de trabalho terapêutico, Jorge Bucay dedicou aos seus pacientes. Trata-se de uma correspondência imaginária entre o autor e Cláudia, uma amiga muito querida que se torna destinatária de importantes lições de vida.
Cada carta levanta questões e lança um desafio à reflexão: seremos verdadeiramente donos do nosso destino? Até que ponto somos determinados pelas circunstâncias? Será possível conhecermo-nos a nós mesmos, ou apenas às diversas máscaras que usamos? Que estratégias usamos para nos definirmos a nós próprios? Qual o verdadeiro sentido da liberdade? A felicidade estará ao nosso alcance? Como poderemos delinear e aceitar as nossas limitações?
Num estilo convidativo, informal, por vezes divertido, por vezes quase cruel, Jorge Bucay inicia em Cartas para Cláudia uma correspondência com todos os leitores, incentivando-os ao autoconhecimento e à busca da felicidade.

Sobre o autor:
Jorge Bucay nasceu em Buenos Aires, em 1949. É psiquiatra e psicoterapeuta e exerce a sua profissão na Argentina, no México e em Espanha, dirigindo cursos de psicologia da vida quotidiana bem como grupos de reflexão para empresas e particulares. É autor de diversos livros de contos, romances, e livros de psicologia e desenvolvimento pessoal, todos grandes sucessos de vendas em Espanha e na América Latina. Recorrendo à sabedoria tradicional de contos, fábulas, mitos e lendas, bem como às mais recentes descobertas na área da psicoterapia, Jorge Bucay tem uma abordagem única e cativante do espírito humano. O seu estilo acessível, com tanto de humor como de intuição, aliado a uma profunda compreensão da psique humana, cativou milhões de leitores em todo o mundo. Quando é confrontado com o enorme sucesso da sua obra, Jorge Bucay responde: «Escrevo apenas livros para pensar.» 

FONTE AQUI

CONTINUE LENDO MAIS SOBRE JORGE  BUCAI AQUI



Beijos meus,
cheios de luz, paz, amor, fé e esperança!
Rosane!



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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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