sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"VIVER A DOIS" você pode, porque o amor é poder!


Martin Margiela_sapatodecristal_3


  Pense um pouquinho na reflexão abaixo. Quando li no site VIDA A DOIS, fiquei a refletir o quanto esses anos todos de casada não fiz determinadas coisas para bem viver meu matrimonio, quanto eu abri mão de coisas para fazer meu marido feliz e ser feliz. Mas sempre tomando o cuidado de não perder a minha identidade e minha personalidade. Sempre respeitando o espaço dele e vice-versa. E assim estamos juntos há trinta e cinco longos anos.
Ser feliz no sacramento do matrimônio depende única e exclusivamente de nós mesmos.

SAPATO ENCANTADO!

Quantas mulheres não sonharam com um príncipe encantado, trazendo aquele sapatinho de cristal que era perfeito? E quantos homens não sonharam com uma linda princesa, entrando em sua festa e se apaixonando perdidamente por eles.
Assim sendo, vou tentar fazer uma alegoria e comparar o casamento com um sapato.
Paquera é quando vamos olhar as vitrines.
Ali estão moças e rapazes, todos bem chei­rosinhos, penteadinhos, as simpáticas ga­rotas desfilando com lindas roupas. Você já reparou que geralmente nas vitrines só tem um pé de calçado? Na época da paquera a gente não coloca as unhas de fora. Todos tentam mostrar só um lado, e sem dúvidas, o lado bom.
Mas alguns não se consideram sapatos de valor, não se colocam numa vitrine, não se valorizam. Ficam expostos em bancas e acham que podem ser calçados, apalpados por quantos quiserem, e deixados de lado sem nenhum compromisso.
E falando em compromisso, penso que o namoro deve ser o momento em que a gente entra na loja e vai experimentar o sa­pato. Veja, você pode calçar o sapato, mas não pode pisar no chão, tem de andar em cima do tapete pra ele não sujar, não pode correr com ele, ou sair na chuva. Você só pode usá-lo depois de pagar o seu preço. Muitos, hoje, acham que não há nada de mal em FICAR com um sapato que ainda não é seu. E no que implica esta expressão: FICAR?
Queridos jovens, a qualidade do seu futuro casamento, a profundidade do relaciona­mento de seu futuro lar depende dos elos de confiança formados durante o namoro. Algumas pesquisas mostram que os casa­mentos em que se preservou a intimidade física, são aqueles que possuem elos de cumplicidade, que conseguem resistir às crises e se mantém em crescimento e grati­ficação com o passar dos anos.
Na realidade, eu não acredito que casar seja tão fácil como comprar um par de sa­patos, porque o casamento, no plano de Deus, não deve ser um objeto descartável que ao começar a dar calo, você encosta e troca por outro. O casamento, no plano de Deus, é uma aliança para a vida toda.
Por isso, a escolha do seu parceiro, de sua parceira, deve ser feita com muita oração. Aliás, penso que neste assunto, devemos permitir que Deus nos ajude a escolher, pois nosso coração é enganoso, e nós não podemos conhecer o outro profunda­mente. SÓ DEUS pode!
No entanto, mesmo com a ajuda de Deus, continuamos alimentando expectativas em relação ao casamento.

Sempre pensamos em:

Alguém que supra às nossas necessidades.
Alguém que nos ajude a conquistar nossos ideais e sonhos.
Alguém que nos proteja e nos motive quando estamos desanimados.
Alguém que nos traga um desjejum na cama.
Alguém que invista dinheiro em nós.
Alguém que ache tudo que fazemos lindo, maravilhoso.
Alguém que nos ache bonita e especial.
Alguém que, sem despesas com emprega­da, nos livre de recolher roupas sujas, levar o lixo pra fora, lavar a louça cheia de gor­dura, etc, etc, etc.

As expectativas nos fazem pensar que te-remos aquele sapato confortável, macio, lindo e moderno. Acho que os rapazes pensam no casamento como um lindo par de tênis Nike, ou Reebok, daqueles que não têm nem cadarço. Você coloca, gira um botão e está calçado. As moças, talvez, pensem num scarpin daqueles que você se sente nas nuvens.
E por mais que todos digam que casamento tem seus problemas, a verdade é que todos nós desenvolvemos expectativas, sonhos,
às vezes, grandes ilusões e, até, fantasias em relação à vida conjugal. Os anos vão passando e você percebe que ninguém se preocupa tanto com suas necessidades.
- Às vezes, o homem pensa que não pode realizar seus sonhos porque tem uma famí­lia para sustentar e filhos para criar. Por outro lado, a mulher se sente em segundo
plano, porque entende que deve estar na sobra dos sonhos do seu marido.
- Nada do que você faz é apreciado.
- A vizinha da esquina parece ser bem mais bonita do que você.
- E por mais que você queira escapar, sem­pre tem uma pia com louças lhe esperando em vários momentos do dia.
Depois de alguns anos você olha para aquele par de sapatos, e percebe que ao in­vés de um tênis, ou um scarpin, você tem um coturno, lhe empacando de andar. E alguns quando se dão conta que têm esse coturno, aí é que relaxam. Nem pra passar uma graxinha.
Deixam seu casamento de qualquer jeito. Vão como dizem: empurrando com a bar­riga!
Você olha para a pessoa que está ao seu lado e pensa: onde eu estava com a cabeça. Esta pessoa não tem nada a ver comigo. É o meu avesso. E pior ainda, como você orou e pediu a Deus que o ajudasse a escolher, então cobra dEle. Mas Senhor, eu não Lhe pedi uma pessoa que pudesse me ajudar e como é que o Senhor me apronta uma des­sas. Eu confiei e agora?
Talvez alguns estejam vivendo momentos de crise e perguntem: Você quer que eu continue com esse terrível coturno?

Primeiramente, precisamos olhar o casa­mento de forma diferente. Ele não é um “coturno”, mas sim, um presente maravi-lhoso instituído por Deus, especialmente para você.
Sim, esse sapato é uma bota ortopédica, desenhada pelo melhor Ortopedista do Universo. Um Ortopedista que conhece muito bem os seus defeitos, sabe que não é fácil corrigi-los. E sabe, também, que com esses defeitos você está PERDIDO.
Dentro da bota tem uma palmilha. Quan­tos de vocês já tiveram que usar uma palmilha?
Os primeiros dias são horríveis! Depois de duas horas o pé dói tanto, que você não agüenta, tem de tirar um pouquinho. Mas se você desistir, o seu pé vai ficar torto.
Tirar um pouco a palmilha nos momentos de crise é arejar a cabeça. Saia do foco das discussões e peça a Deus que o ajude a ou­vir o que o outro está falando por trás das simples palavras.
Tente perceber se o que o seu parceiro está tentando dizer não é como uma palmilha nova que incomoda, e você não está que­rendo ouvir. Ouvir significa:
Mudar, abrir mão de seus conceitos, da sua forma de pensar e ver a vida, talvez até reconhecer que suas verdades não são tão impecáveis. É reconhecer que, ape­sar de ter pais maravilhosos, eles não são perfeitos e os conceitos que lhe ensinaram também podem não ser tão perfeitos. Os outros modos de ser e ver a vida têm suas virtudes!
Se você reconhece que Deus instituiu o casamento e sabe o que é melhor para você, avalie o que Ele está tentando trabalhar em você nessa relação: a fé, abnegação, o altruísmo, o domínio próprio, a paciência, a humildade ou o perdão?

Deus, em Sua infinita bondade, permite que atravessemos crises para um propósito especial. Alguém com muita propriedade disse:
“As dificuldades que tornam a vida cheia de trabalhos e ansiedade, foram permitidas por Deus para o bem das pessoas. Fazem parte do Seu plano, como um aprendizado necessário que ajuda a tirar o ser humano da ruína e degradação que o pecado pro­vocou.” Em minha vida pessoal orei mui­tas vezes pedindo que Deus me livrasse da cruz que meu casamento representava. Até que decidi, com Ele, que iria aprovei-tar ao máximo as incompatibilidades para trabalhar o meu caráter, para crescer, para ser uma pessoa melhor e me preparar para a vida eterna.
Diante de cada dificuldade desvie o seu olhar dos defeitos enormes que você vê no outro e se concentre em suas fragilidades. Por que você perde a calma? Por que se in­comoda tanto com as manias e costumes do outro? Por que se afeta tanto com algu­mas de suas atitudes? Por que se sente tão deixada de lado por outras prioridades?
A partir de então, você vai começar a perceber muitas falhas, carências e ne­cessidades em você, que independente de quem seja seu cônjuge, elas estão aí e precisam ser trabalhadas. Comece então a utilizar cada crise, cada dificuldade como um treinamento para as suas mudanças. Deixe de pensar ardentemente em querer outra pessoa na pessoa de seu cônjuge e comece a procurar outra pessoa, dentro de você mesma.
Decida que aproveitará, ao máximo, to­das as provas para ser a melhor pessoa do mundo, ainda que o outro não entenda e não valorize as suas atitudes.
Você tem por quem lutar: por você, seus filhos, e por que não, por seu casamento?
Aceitar a bota ortopédica, insistir em usá-la, ainda que seja pesada, desconfortável e incômoda é o único caminho para corrigir os defeitos do seu próprio pé!
Eu tenho um sapato ortopédico com uma palmilha que uso há mais de três anos. No início foi difícil me acostumar com esse calombo que magoava os ossos dos meus pés. Hoje, troco qualquer tênis ou scarpin para ficar com essa palmilha. Ela é uma delícia. O carocinho me dá um conforto semelhante a uma boa massagem nos pés e tem a vantagem de estar corrigindo meus defeitos.
Não existe mágica que possa transformar o casamento em um conto de fadas. Mas existe a recompensa de esforços persis­tentes na busca do altruísmo, do perdão, abnegação, paciência, tolerância e busca de transformações interiores. A solução não está no outro. O outro pode mudar, mas isso é com ele e Deus. Você não pode fazer isso.
Essa mudança de atitude não deve ser in­terpretada como uma abnegação tipo a da “Amélia”. Por mais que um homem ache que a mulher de verdade é a do tipo “Amé­lia” ela não é uma mulher valorizada, ama­da e admirada. Mesmo na música, apesar de reclamar, não é com a “Amélia” que o cantor está. Ela já foi deixada por uma mais exigente.
Mudar o foco de interesses não quer dizer que você deve engolir as coisas erradas que seu cônjuge faz, ou aceitar seu egoísmo. Não, porque nós também temos uma parte a desempenhar no crescimento do outro. Afinal, você é a palmilha do outro.
Calce sua bota ortopédica, engraxe-a, mantenha-a limpa e bem cuidada.

Como? Como? Como?
Só há uma maneira de se conseguir isto: amando. E amar é: ESCOLHER!
Escolher cuidar das necessidades do outro. Isto é amor.
Escolher tratar o outro com respeito, mes­mo quando ele não merece. Isto é amor.
Escolher demonstrar aceitação incondicio­nal. Isto é amor.
Escolher perdoar, independente do arre­pendimento da pessoa. Isto é amor.
Escolher não deixar vir à tona os aconte-cimentos dolorosos, e substituir as lem­branças ruins por coisas positivas. Isto é amor.
Escolher calçar o sapato do outro. Isto é amor.

Você pode, porque o amor é poder.

E o que vai acontecer é que assim como aquele tênis ou o scarpin no decorrer do tempo se transformou em coturno, com o passar dos anos, diante da sua persistência e, acima de tudo, sua comunhão diária com Deus transformarão seu casamento em um sapato encantado.
A verdade é que com a ajuda de Deus seu casamento poderá se transformar em uma relação de afetividade e companheirismo. E assim, sua vida conjugal poderá se tor­nar aquele chinelo confortável que você passa o dia inteiro esperando para calçá-lo quando chega a casa!



Crescer

É ser a cada dia um pouco mais nós mesmos
É dar espontaneamente sem cobrar inconscientemente.
É aprender a ser feliz de dentro para fora.
É buscar no próximo um meio de nos prolongarmos
É sentir a vida na natureza.
É entendermos a morte como natural da vida.
É conseguir a calma na hora do caos
É termos sempre uma arma para lutar e uma razão para ir em frente.
É saber a hora exata de parar e buscar um algo novo
É não devanear sobre o passado, mas trabalhar em cima dele para o futuro
É reconhecer nossos erros e valorizar nossas virtudes
É conseguirmos a liberdade com equilíbrio para não sermos libertinos
É sabermos que nada nem ninguém é totalmente bom ou mau
É exigir dos outros, apenas o que nós damos a eles.
É realizar sempre algo edificante
É sermos responsáveis por nossos atos e por suas conseqüências
É entender que temos o espaço de uma vida inteira para crescer
É nos amarmos para que possamos amar os outros como a nós mesmos
É assumirmos que nunca seremos grandes, mas que o importante.....
É estarmos sempre em crescimento........

Jackie Luz 
 
 
Bom e maravilhoso fim de semana!
Cheio de luz, paz, amor, fé e esperança...
Beijos e beijos!



3 comentários:

  1. Rô,

    Mais uma vez, parabéns pelo seu casamento.

    Se vocês chegaram até aqui é porque, souberam ceder quando preciso.

    De fato, muita gente hoje pensa em ficar. Mas, no futuro, quando a solidão aparecer, verão a bobagem que fizeram.

    Beijão, ótimo final de semana, e que Deus abençoe você, seu esposo e toda a sua família.

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  2. Que satisfação voltar aqui. Lindo e belo texto. Estava com saudades de ti, amiga.

    CURIOSA está em comemoração. Vou te esperar para comer uma fatia de bolo.
    Desculpe não ter vindo antes avisar. Mas ando mesmo sem tempo.
    Carinhosamente,
    Sandra

    Amigos são aqueles botões de rosas que se abrindo lentamente e exalando o seu perfume pelos caminhos que trilhamos.

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  3. Agenda da Felicidade

    O sorriso...
    é o cartão de visita das pessoas saudáveis.

    Distribua-o gentilmente.

    O diálogo...
    é a ponte que liga as duas margens, do eu à do tu.

    Transmite-o bastante.

    O amor...
    é a melhor música na partitura da vida.

    Sem ele, você será um eterno desafinado.

    A bondade...
    é a flor mais atraente do jardim de um coração bem cultivado.

    Plante estas flores.

    A alegria...
    é o perfume gratificante, fruto do dever cumprido.

    Esbanje-o, o mundo precisa dele.

    A paz da consciência...
    é o melhor travesseiro para o sono da tranqüilidade.

    Viva em paz consigo mesmo.

    A fé...
    é a bússola certa para os navios errantes,
    incertos, buscando as praias da eternidade.

    Utilize-a.

    A esperança...
    é o vento bom enfunando as velas do nosso barco.

    Chame-o para dentro do seu cotidiano

    Tenha uma ótima semana!
    Muita PAZ E LUZ!
    Fiquem com DEUS!
    Bjs de LUZ SOCORRO

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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