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sábado, 27 de março de 2010

"E ELES SE FORAM...MAS SEMPRE VOLTAM"

Desligue o som da vovó Rô, por favor!
 


 
"Ao fundo minha princesa Hevelyn com três anos (que foi para seu ninho à pouco), à frente meu filho mais velho Hugo Leonardo (daqui a quatro meses parte para a California com sua esposa Carina) e ao lado  meu caçula Higor Fernando, que no dia de hoje está de mudança para são Caetano SP, parte com sua esposa Priscila e meu tesouro maior o Mateus, foi com ele que aprendemos a ser pais!"
 
 
TEXTO DE AFFONSO ROMANO
 
 
Para quem é pai/mãe e para aqueles que o serão...


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes, como árvores tagarelas e pássaros viajantes.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre e às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias de igual maneira.
Crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de nós no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que sentimos que não podemos mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou a aprender aquelas coisinhas, que não percebemos?
Onde está a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e a primeira roupa de bébé?
A criança está a crescer num ritual de obediência orgânica e desobediência civil...
E tu agora estás ali, à porta da discoteca, à espera que ela não apenas cresça, mas apareça!
Ali estão muitos pais ao volante, à espera que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão os nossos filhos com as roupas da sua geração, incômodas mochilas nos ombros.
Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados, a observar e a aprender com os nossos actos e erros.
Principalmente com os erros, que esperamos que não repitam.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Deixamos de os esperar à porta das discotecas e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e da música. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir a sua alma a respirar conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas
e CDs ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao Shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e colas, não lhes compramos todos os gelados e roupas que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afecto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos.
Sim, havia as “guerrinhas” dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento,
pois era impossível deixar os amigos e os primeiros namorado/as.
Os pais ficaram exilados dos filhos.
Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe ansiosos e a rezar muito (quando já tínhamos desaprendido, reaprendemos a rezar) para que eles acertem nas escolhas em busca
de felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
A solução é esperar:
a qualquer momento podem dar-nos netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afecto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.


Aprendemos a ser filhos depois que somos pais...

“Só aprendemos a ser pais depois que somos avós...”


Bom e maravilhoso dia a todos!
Rosane!





3 comentários:

  1. Bom dia minha linda!
    Que texto lindo e maravilhoso.
    Nossos filhos crescem para nós serão eternamente crianças que amamos a cuidamos.
    Aprender a ser pai e mãe! Não, não se aprende, já se nasce com este dom o de saber amar ao próximo tendo ele saído de vc ou não.
    Digo isto por experiência própria.
    Existem mulheres que jamiais deveriam ser mães.
    Doce beijo na alma minha lindinha e tenha uma tarde de muita paz...

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  2. Minha mãe costuma dizer que mesmo quando somos mais velhos e temos filhos, os pais nos vêem como crianças.

    Beijo Rô e ótimo domingo.

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  3. Boa tarde.
    Lindo o seu cantinho. maravilha de post.
    Passando rapidamente para dar uma conferida nas novidades.
    Desculpe a minha ausência, mas ando com uns probleminhas de percurso, sem óculos, sem internet e sem computador. Estou com tudo e não estou prosa, essa é a verdade. Dependo de lanhouse e não gosto nada disso.
    FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja um bom domingo para você.
    Saudações Educacionais !

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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