quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"A televisão leva o homem ao esquecimento..."


A VERDADE NUA E CRUA DO OBJETIVO VISLUMBRADO PELA ATUAL MÍDIA TELEVISIVA

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“Haverá maior solidão do que a ausência de si ?” – Clarisse Niskier.

“A televisão leva o homem ao esquecimento e à perda de si mesmo” – Adauto Novaes.

Com esta duas frases de efeito, inicio esta minha matéria, destacando alguns pontos de um e-mail que acabo de receber na grande rede. Nele, está refletido com clareza absoluta, tudo aquilo que está relacionado com a televisão aberta brasileira.

Senão vejamos:

Apenas 5% dos alunos que concluem o ensino médio na rede estadual de São Paulo, dominam adequadamente a leitura e a escrita (fonte: Folha de São Paulo). Não faltam provas cabais desta afirmativa. Basta assistir os programadas de perguntas e respostas gerados pelas emissoras do sul e sudeste.

Se tal retrato desalentador da educação prevalece no Estado mais rico e mais desenvolvido do país, imagine a situação no restante do Brasil. Na grade de programação global, ocupa lugar de destaque o “Está no ar mais uma edição do Big Brother Brasil”. À partir daí, segue-se o “Salve, Salve”, misturando-se com o “Vamos espiar como nunca”,”Vamos conhecer os nossos mártires, e os nossos heróis”.

Big Brother Brasil – um programa fútil, vazio, totalmente desprovido de qualquer princípio ético, e que instituiu a fofoca em escala nacional. “Admitir ver o BBB significa cada vez mais, confessar uma falha de escolaridade, passar recibo de fútil, solitário, imaturo. Fuja de gente viciada nisso” (fonte: Folha de São Paulo).

“A televisão amolece o corpo. Somente a mediocridade televisiva para chamar os participantes do BBB de heróis e mártires”. Na ótica absolutista da TV, o que realmente agora interessa no momento é a inversão do “ser” pelo “ter” ainda na mais tenra idade. “Compre o que lhe anunciamos”, “consuma para ser alguém, para ser feliz…”, “você é o que você ostenta”, “quem não consome, não existe”. Enunciados como estes, servem como parâmetros perfeitos para refletir o verdadeiro e único interesse defendido pela TV aberta em nosso País.

As emissoras comerciais tem a obrigatoriedade da transmissão de programas educativos. E a Rede Globo cumpre tal determinação com programas como “Globo Educação” e “Globo Ecologia”. Porém, tais programas vão ao ar quase que de madrugada, e quase sem nenhum anuncio ou chamada que os divulgue, ou incentive sua audiência. Quer que seus filhos assistam a algo educativo na televisão ? Então, coloque o despertador para tocar por volta das 5 horas da manhã – sábado ou domingo. É neste horário que é exibido o que consta da programação educativa das emissoras de TV aberta. E logo no sábado e domingo, dias em que a gurizada adora “tirar a diferença” do sono perdido durante a semana, por ter que acordar cedo para frequentar a escola.

Nos tempos em que a conscientização ecológica e o consumo responsável se fazem tão essenciais para se evitar tragédias ambientais ainda mais severas, as emissoras de televisão comerciais brasileiras visam unicamente, o seu lucro imediato e inconsequente. Para que Educação, para que Ecologia, se o que importa é alavancar as vendas dos anunciantes ? É um tal de “Troque de carro”, “troque de celular”, “beba mais cerveja”, 24 horas por dia e em 07 dias da semana.

É quase criminoso o que os manipuladores das massas e mercadores da futilidade fazem.

A lógica da atual mídia televisiva é implantar sonhos consumistas na mente dos telespectadores. Enquanto professores e escolas se esforçam para formar cidadãos, a televisão fabrica consumidores. Na atualidade, a televisão existe para anular o sujeito pensante, visando transformar a audiência numa imensa massa acrítica, sem sua real capacidade de análise. “Peça para a mamãe comprar o “laptop” da Xuxa”. “a boneca da Xuxa”, “a sandália da Xuxa”… Na ótica televisiva, sentido da vida e felicidade, significam CONSUMIR.

É quase criminoso o que as emissoras de TV fazem com a infância e com a sociedade como um todo. E ainda aparecem certas e determinadas figuras que, calcadas em cima de pretensos títulos, tipo “papas da TV”, se arriscam a revelar - sem a menor cerimônia – o retrato fiel do ”abestalhado” telespectador brasileiro, saindo com frases como: “O perfil do telespectador brasileiro é triste”. Sabe quem é o autor dessa colocação ? Ninguém mais notável do que José Bonifácio Sobrinho, o Boni (pai de Boninho, diretor do BBB). Outra dele: “A massa é desinformada, portanto, fácil de se iludir”. Até uma “figurinha” chamada de Miguel Falabella, saiu com essa: “O nível mental das pessoas que assistem à TV no Brasil, é por volta dos nove anos”. Será que ele está certo ?

Expressões carregadas de sentimentos puramente insignificantes, tais como, “Passarinho quer dançar, o rabicho balançar, pois acaba de nascer, tchu,tchu,tchu…”, “Quem quer dinheiro ?”, “ Lá vai mais um aviãozinho para a turma da esquerda…”, são vistas quase que diariamente, como atrações de programas muitas vezes “copiados” de atrações semelhantes em outras plagas. O Circo do Faustão, Se Vira nos Trinta, Topa Tudo por Dinheiro, Caldeirão do Hulk, Vídeos Cassetadas, Casseta e Planeta, transmissões esportivas (do sul e sudeste, claro), Domingo Legal, Circo da Fórmula 1, A Fazenda e a próxima novela global, hoje se inserem no cotidiano da população brasileira. Nada melhor que a TV para preencher uma vida vazia, carente de aspirações elevadas e sem padrões morais firmes. É o caso de se indagar: QUE IREMOS DEIXAR PARA OS NOSSOS FILHOS ? QUE FILHOS IREMOS DEIXAR PARA O NOSSO MUNDO ?

A coisa estão tão de “cabeça para baixo”, que a Globo comemora que o programa ZORRA TOTAL, é o segundo programa de maior audiência entre o público infantil. Pode ? Não seria este, antes, um fato para se lamentar ? Dá para acreditar que este mesmo programa comemorou recentemente nada mais, nada menos do que 10 anos no ar ?

Enquanto a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que crianças em idade escolar, devem assistir a, no máximo, uma hora de televisão pó dia, levantamento do IBOPE, constata que as crianças brasileiras passam em média, CINCO HORAS DIÁRIAS em frente à TV.

A estratégia televisiva, se assemelha em muito com o processo adotado e seguido religiosamente por um certo partido político brasileiro, que passou cinco anos preparando o terreno para nele fincar seus alicerces, conseguindo em seguida o seu principal objetivo: o de deixar população e país irremediavelmente “de quatro”.

E como, de maneira inegável, a esculhambação impera nesta “Ilha da Fantasia” chamada de Brasil, a TV optou por tornar o telespectador “escravo do consumismo”, e ao que tudo indica, assim como aquele partido, comemora efusivamente os resultados obtidos.

fonte::..http://www.luizberto.com/?cat=81
 
Recebi também por e-mail em forma de PPS
 
"Pensar um pouco não faz mal à ninguém!"


{ dedicado à Dra. Zilda Arns}

Mensagem para reflexão, nestes tempos de Big Brother.

Compartilhe esta mensagem com pais, professores, educadores.

E com todos aqueles que se preocupam com a Infância e os caminhos da Educação neste Brasil.


Muitas vezes tenho que me policiar par não ficar tanto tempo na frente da TV.
Quando sinto que estou virando uma escrava televisiva, desligo a TV e leio, me sinto bem melhor!
 
Boa e linda tarde para você!
Rosane!
 

3 comentários:

  1. Ha....se esse pais fosse sério.....mas quando um povo e receptivo a programas desta qualidade,porque esta sempre no ar e porque tem publico,então não vejo solução.Quando vejo que os jornais brasileiros sangram de tanta noticia ruim,fico pensando...e porque tem publico,e veja bem...mulher pelada,programas que possuem toda qualidade de vulgaridades e sangue....e o que vende.E o povo....isso significa que o povo esta por demais sofrido ao ponto de não querer ver nada sério.
    Deusa
    vasinhos coloridos.

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  2. Lindos alertas que proporcionam reflexões sérias pra todos nóa!beijos,lindo dia,chica

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  3. Texto muito interessante.Escrevi um post sobre este assunto também, por já não aguentar mais tanto programa ruim.Abraços. :)

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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