terça-feira, 22 de dezembro de 2009

"Um gesto de Amor"



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Jesus nos Ama com Seu Infinito Amor



***O nó do amor***



*O Natal se faz presente através de muitos sinais. Nem todos eles ajudam a celebrar a certeza de que **“Ele está no meio de nós”.***
*O trânsito maluco, a briga por vagas de estacionamento nos shoppings, a
angústia nas filas, o corre-corre atrás das compras de última hora... *
*Em meio a essa agônica aflição, difícil perceber a mística de um Deus que nasce em todas as coisas, convidando todas as coisas a renascerem em Deus...*
*Por isso resolvi tirar do baú da memória uma história que, à primeira
vista, tem muito pouco de “natalina”. Mas a sua essência...*
*A história que vou lhes contar me foi narrada por uma colega professora que trabalha numa escola pública, na periferia da cidade*
*Conversávamos sobre as surpresas que a Educação nos prega através do
convívio com os alunos, essas jóias fantásticas que se escondem na sala de
aula, pedras ainda brutas, esperando quem as possa lapidar e fazer brilhar.
Então ela me contou o que aconteceu numa reunião de pais. *
*A diretora ressaltava a importância da presença dos pais na vida dos
filhos. *Educadora experiente e sensível, ela dizia e*ntender que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar mais às crianças. O desenvolvimento delas, em todos os sentidos, dependia muito da presença afetiva dos pais que, se não podia ser em quantidade, devia ser em qualidade.*
*E perguntou: que tipo de contato efetivo e afetivo vocês tem com seus
filhos ao longo da semana? Quanto tempo dedicam, de verdade, a estar com eles, conversar com eles, ouvi-los, conhecê-los?*
Um homem, então, levantou a mão e pediu licença para falar.* A
pele marcada por rugas precoces, as mãos grossas e cheias de calos já
falavam da rudeza do seu trabalho, da dureza da sua vida.*
*Com um jeito simples e humilde, o homem disse que era pedreiro e realmente não tinha muito tempo nem de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana. Quando saía para trabalhar, era muito cedo e o menino ainda estava dormindo. Quando voltava do serviço, já era muito tarde e o garoto não estava mais acordado. *
*Explicou, então, que havia combinado com o filho um modo dele
saber que todas as noites, quando chegava do trabalho, ele ia à sua cama, o
beijava e abençoava enquanto dormia. Para que soubesse da sua presença, dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente, todas as noites. Quando o menino acordava e via o nó, sabia que o pai tinha estado ali e o havia beijado e abençoado. De segunda a sexta feira aquele nó era o meio de comunicação entre eles. Nos finais de semana matavam as saudades através de coisas também simples, como um café da manhã compartilhado à mesa, um passeio no parque, um jogo de futebol.*
* O homem terminou de falar e sentou-se, em meio a um silêncio
emocionado.*
*A diretora emocionou-se mais ainda quando minha colega lhe
disse que aquele garoto era seu aluno e, mais, era um dos melhores alunos da escola, além de um dos mais alegres.*
*Na sua casa, provavelmente bem simples, onde faltavam
certamente tantas coisas, o essencial estava sempre presente, em especial na figura daquele pai, aparentemente ausente.*
*Nesse tempo de natal, em que nos preocupamos tanto em dar e receber
presentes, fico pensando sobre as muitas maneiras das pessoas **se fazerem presentes**, de se comunicarem umas com as outras. Aquele pai encontrou a sua, simples como ele, mas eficiente. E o mais importante, o filho recebia, através daquele nó, todo o afeto que o pai podia lhe oferecer naquele momento e circunstância. *
*Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas
e esquecemos o principal, que é a comunicação através dos sentimentos;
simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias. ***
*É válido que nos preocupemos em estar com as pessoas, em especial em momentos festivos como o Natal, mas o mais importante é que elas saibam, que elas sintam que fazemos isso por amor, mesmo quando não podemos estar tão presentes quanto gostaríamos. *
Segundo os teóricos, para que haja *comunicação é preciso uma mensagem, um transmissor e um receptor. Mas para haver um “contato” amoroso tanto faz ser o telefone, um computador, ou coisas bem simples como uma palavra, um
bilhete, um recado, ou um nó na ponta de um lençol... o que importa é que as pessoas "ouçam" a linguagem do coração, pois, em matéria de afeto, os
sentimentos são mais poderosos e eficientes que qualquer teoria ou
tecnologia.*
*Na linguagem do coração, transmissor e receptor estão sempre em contato. E para sempre...*
*Tudo isso me faz lembrar uma cena da minha infância que, provavelmente, está na lembrança da infância de muita gente. Eu era menino, moleque de rua, numa época em que ser moleque e brincar na rua eram as coisas mais saudáveis do mundo. Invariavelmente chegava em casa com um joelho esfolado, um cotovelo ralado, um galo na cabeça. Choramingando, ia até minha mãe e me aninhava no seu colo. Ela passava a mão em meus cabelos, me apertava em seu abraço e perguntava: dói aqui? E em seguida beijava o lugar dolorido.*

*Nunca houve remédio mais eficaz para curar minhas dores de menino.*

U*m beijo, um abraço, revestidos do mais puro afeto, curam dor
de cabeça, arranhão no joelho, medo de escuro, medo do futuro... *

*As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras,

mas sabem registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um beijo, um abraço ou um nó... um nó cheio de afeto e carinho.*
*Um nó de amor... *
Deus, ao nos enviar seu filho, que se identifica e se faz presente em todo e
qualquer ser humano, a começar dos mais simples, dos mais pobres, dos mais
excluídos, deu um nó na ponta do lençol da nossa História.
Quando “acordamos” e vemos, no olhar do outro, o nó amoroso de Deus, nos sabemos “laçados”, amados, cuidados, abençoados.

E para sempre...


Eduardo Machado



Boa e linda tarde para você!

Rosane!



5 comentários:

  1. Os pobres não estão excluídos do natal! Estão excluídos do consumismo, isto sim! O natal verdadeiro está sempre presente nos corações cristãos, o que o texto expõe muito bem! Feliz natal!! Feliz ano novo!! Beijus,

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  2. Oi, Rô!

    Ando afastada sem visitar os amigos, mas vim a tempo de desejar um Feliz Natal e que tenhas teus desejos realizados em 2010. Saúde, amor, paz!
    Bjim.

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  3. Olá querida, passei pra desejar um Feliz Natal e um maravilhoso início de ano!!!!! Mil beijocas e fique com as bençãos de Deus!

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  4. Feliz natal amiga. Vou usar aquele lindo guardanapo que você fez e generosamente me deu. Bjks
    Ro

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  5. Passando para desejar...


    FELIZ E SANTO NATAL

    QUE O NATAL SEJA TODOS OS DIAS.


    :)) MÁGICOS BEIJOSSSSSSSSS

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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