segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Não sou obrigada a ter o corpo perfeito...

Quando li o Livro de Augusto Cury "A DITADURA DA BELEZA E A REVOLUÇÃO DAS MULHERES", me levou a pensar o quanto nós Mulheres de hoje sofremos com os padrões de beleza impostos pela mídia. Uma mídia mentirosa além de tudo. Que usa recursos tecnólgicos atuais, arumam daqui e concertam dali e quer que acreditemos nesses corpos Esqueléticos e perfeito, entre aspas naturalmente.

O Dr. Augusto Cury diz em entrevista a Canção Nova que quem criou esse padrão de beleza foi a sociedade capitalista. Leia ...

Eu sou plenamente a favor do Capitalismo, mas com várias restrições pessoais. Uma delas é essa.
Eu não sou obrigada a ter o corpo perfeito, andar na moda a custo de grande consumismo, só para dizer que tenho e posso. Eu sou o que sou não o que querem que eu seja.
Estou envelhecendo como a natureza está a me determinar. Não sou a favor de cirurgias plásticas radicais, que vão me deixar como uma espécie nova de ser humano.
Já repararam que todas as mulheres ficam quase que as mesmas caracteríscas de rosto ou face, quando se submetem as cirurgias ou colocam esses famosos veneninhos nos rostos?
Quero envelhecer assim como minhas avós, ficar uma velhinha bonitinha e gostozinha. Sabe aquelas das histórinhas de criança? Essa vovó é uma raça em extinção com certeza.
Envelhecer no corpo não significa envelhecer na mente e no coração. Dá muito bem para conciliar tudo em uma só mulher.
Esses são os meus conceitos e não quero influenciar a ninguém. Só não desejo que nem uma mulher sofra tanto para ser Linda e supostamente Feliz. Gastar o que não tem para poder se fazer linda, pois TODO SER HUMANO É LINDO SEM DISTINÇÃO...
Cuidar da saúde, principalmente da alimentação é extremamente primordial, mas ser escrava isso já é para mim doença.
Vejam abaixo a coragem da Modelo Lizzie Miller que sem medo de amr pouso para Revista Glamour.


barriga gorda

A imagem de uma mulher que saiu na revista Glamour USA de setembro (página 194) tem provocado um grande debate na web. A foto é de uma modelo americana, Lizzie Miller, que posou de calcinha, com o corpo desnudo, com sua barriguinha à mostra da forma mais natural possível, ou seja, sem photoshop, sem esconder a barriga, sem fazer lipoaspirações… O título da foto era: “Sinta-se confortável em sua própria pele” e sugere que é preciso confiança em sua própria imagem, em seu próprio corpo, em si mesma, independente de como o seja seu corpo. A foto causou um alvoroço no mundo da moda, na internet e até na televisão americana. Várias leitoras ligaram, enviaram e-mails e cartas para a revista se identificando com a mulher e diziam que estavam felizes com a matéria. Algumas frases: “Eu amo a mulher da página 194”. “Eu nunca vi essa imagem incrível em uma revista feminina” ou “finalmente alguém que se parece comigo”. Toda essa reação surpreendeu a todos, inclusive a própria revista, que nem esperava tanto sucesso com essa imagem.

Todo esse movimento mostra que o mundo, que as leitoras estão ávidas por mulheres como elas nas revistas, ou seja, mulheres normais. Evidencia também que, embora aja uma intensa ditadura do corpo e da moda que enfoca modelos de mulheres anoréxicas (nem digo magras), há uma reação e vontade contrárias, ainda que pequena, para mudar isso. Além disso, mostra que as mulheres em geral querem ver coisas mais reais e naturais do que estão propondo na mídia, na moda e na publicidade. E aqui abro um parêntese: Acordem indústrias e os mais variados meios de comunicação! As mulheres querem muito mais do que o que vocês tem a oferecer no momento! Querem a beleza real estampada nas páginas! E não essa fantasia cercada do uso excessivo do photoshop e das cirurgias plásticas, atrelado às loucuras por um emagrecimento que mata, aniquila, agride que, quase sempre, leva a vários distúrbios alimentares e psicológicos. As mulheres querem se deixar ser… Ser elas mesmas… Serem reveladas tal qual como são…

Não há nada de excepcional nessa barriga! O incrível é aparecer na revista. Uma barriga normal que muitas mulheres por aí possuem. Mulheres normais! Aquelas que trabalham, estudam. Mulheres que até podem se exercitar, mas que não fazem disso uma busca desenfreada e irracional, que não possuem o dia todo para ficarem dentro de academias, spas, centros de estética. Afinal de contas, precisam “ganhar a vida”. Aliás, muitas dessas mulheres normais possuem jornada dupla, ou seja, além do emprego formal, trabalham como loucas quando chegam a suas casas, cuidam de filhos, correm para lá e para cá. Mulheres que parecem mil!

Ora, o mundo é diverso! Vamos ser racionais! É impossível pensar em um modelo único de mulher! Somos diversas, variadas, com organismos e gostos diferentes. Precisamos assumir o compromisso de ficar confortável com nossa pele, como propõe a revista. Devemos aprender a nos amar mais como somos. Não estamos aqui fazendo apologia à obesidade e à falta de saúde! Estamos fazendo apologia ao amor por si mesma, ao real, ao natural! Esse deveria ser o rumo natural das coisas: a vida como ela é, as mulheres como são.

fonte aqui


Diz na entrevista à Canção Nova
o Dr. Augusto Cury;-




Nesta obra, falo do Homem que mais defendeu as mulheres de todos os tempos: Jesus Cristo. Porque Ele fez das prostitutas rainhas e levou a condição das mulheres no mais alto patamar da dignidade, reconhecendo nelas o valor de seres humanos.








É isso, precisamos levantar uma nova bandeira e voltarmos a ser nós mesmas por nós mesmas.
Nos amar e nos dar mais valor, para depois sermos valorizadas pelo outro. E não ser o que outro quer que sejamos e consequentemente escravas da ditadura da beleza.



Boa e linda semana pra você!
Rosane!

10 comentários:

  1. Oi Rô querida!
    Adorei o post e até estou mais feliz com minhas gordurinhas! heheh!
    Obrigada pela visitinha lá no Coisas... Espero que seu marido esteja bem!
    Bjinho!
    Maura

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  2. Rô,assumir nossas gordurinhas, faz bem para nossas cabeças,rsrs...beijos,lindo post!chica( eu ando com elas por todo lado!!)

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  3. Rô,

    Amei o post e concordo plenamente com essa ideia, também não suporto esse consumismo excessivo e essa 'necessidade' de ser 'linda' e 'plastificada' a todo custo. E, de fato, já percebi que as mulheres acabam ficando todas iguais mesmo, após passarem por inúmeras sessões de plásticas, botox, preenchimentos labiais, lipoaspiração e etc... Parecem que saíram todas da mesma linha de produção. É triste ver tantas mulheres (e homens também) se rendendo a isso.

    Beijos e linda semana!!!

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  4. Rô,
    É só salvar a imagem, clicando com o botão direito e em "salvar imagem como", depois inseir um gaget de figura e incluir no link: coisasdamaura.blogspot.com...
    Bjiiiiinho

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  5. Ai!
    Eu adoro Augusto Cury. O último livro que li dele foi O Código da Inteligência, amei.
    E por falar em leitura, vc já leu A Cabana? Se ainda não, leia, é incrível. Editora Sextante, Willian P. Young.
    Quanto ao tema: ai que bom que posso continuar com os meus quadris largos kkkk, vou continuar diferente kkkkkkkk
    Fica com Deus! Saudades.

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  6. Oi Rô!
    obrigada pela visita e pelas palavras de apoio.
    Que blog bacana, sofisticado e de ótimos textos, amei!!!!
    bjk e ótima semana

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  7. Oi Ro gostei do texto apesar de não conseguir me acostumar com as gordurinhas a mais...kkkk mais tudo bem não sofro tanto por isso, tem um selinho pra vc no meu blog na parte mimos,

    bjs
    Mônica

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  8. Rô, também não sou adepta dos veneninhos, mas bem gosto de uma massagem facial ou relaxante para o corpo. Na verdade, eu peço a Deus, que me dê saúde e corro atrás me cuidado e alimentando bem. O resto, tudo que vier é lucro! Ter paz para viver é tudo!! Beijus

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  9. oi Rô! adorei esta postagem! realmente é assim que nós somos, com bariguinha, não tem jeito não! ou não se come, ou se malha muito, ou lipoaspiração, o se assume, adorei esta mulher se expondo desta maneira, ficou mais linda ainda!
    vai lá no meu blog - acho que tu vai adorar a pessoa que me presenteou mais com o coração e eu estou homenageando mais uma blogueira, mulher valente, lutadora...
    bjs

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  10. Nossa , perfeito o post

    muita vezes estamos tão preucupadas em sermos "iguais" as capas de revistas
    i naum notamos o que fazermos com nos mesma
    o que realmente importa , ser igual pra que
    se Deus nos fez unicas.

    Lolla

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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