quinta-feira, 4 de junho de 2009

- O casal Perfeito -


O CASAL PERFEITO


Você pode olhar este texto...e...NOSSA. Que imenso!!!! Te desafio a ler linha por linha. Devore.... faça com que cada instante deste texto seja como uma gota em uma boca ávida por água.

O casal perfeito

A solidão dos homens tem a medida da solidão de suas mulheres. Isso eu disse e escrevi – e repito – em dezenas de palestras por este país afora. Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito: bom para quem gosta de desafios.
O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro – ou sem se isolar dele? O casal perfeito seria o que entende,
aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união.
Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas –
a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinha às festas e sexo difícil e sem afeto.
Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do ‘enfim nunca mais só!’, porque aí é que a coisa começa a ferver. Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o
insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável: o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos.
Passada a primeira fase de paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem fim de tesão), a gente começa a amar de outro jeito. Ou a amar melhor; ou, aí é que a
gente começa a amar. A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.
O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. A conta a pagar, a empregada que não veio o filho doente, a filha
complicada, a mãe com Alzheimer, o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor.
E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota – pode ser uma trivialíssima gota – e nos damos conta: nada mais é como era no começo. Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer. Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e
também porque há os filhos, os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir.
Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação. O problema é que, quando se fala em criatividade numa relação, a maioria pensa logo em inovações no sexo, mas transar é o resultado, não o meio. Um amigo disse no aniversário de sua mulher uma das coisas mais belas que ouvi: ‘Todos os dias de nosso casamento
(de uns 40 anos), eu te escolhi de novo como minha mulher’.
Mas primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente. Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: como anda a minha vida? Quero continuar vivendo assim? Se não quero, o que posso fazer para melhorar? Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas. Ainda que seja algo bem simples;
ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão.
Nós nos permitimos muito pouco em matéria de felicidade, alegria, realização e sobre tudo abertura com o outro. Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de
casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns.
É difícil? É difícil. É duro? É duro. Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heróico, dizia Hélio Pellegrino. Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda. O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, e amém


Lya Luft

Presente.: José Carlos dono dos blogs

.: Blog: A Casa do Zé Carlos: http://zecarlosmanzano.blogspot.com/
.:
Blog: Almas Douradas: http://almasdouradas.blogspot.com/




Para você refletir


É preciso que o mundo envelheça
Pra como criança a vida brotar.
É preciso mudar os caminhos
Pra que as coisas não voltem pro mesmo lugar.

A esperança é o fermento do mundo
que é pão e a todos deve alimentar.
Nós queremos que ele se torne
o Corpo de Deus num só altar.

É preciso voltar ao princípio.
Viver é tão simples, feliz é quem crê.
É preciso buscar alegria
Nestas coisas pequenas que o mundo não Vê.

Canto de oferta Noviciado Inácio de Azevedo Campinas SP


Bom fim de tarde a todos(as)
!
Rosane!

Um comentário:

  1. Olá,
    Vim aqui porque não tenho seu email. E gostei do blog.
    Uma honra ter vc na lista, Rô.
    seguinte: por favor, vá até o http://cd-ladob.blogspot.com

    Como vc nada diz sobre o que pensa sobre o tema, e só declara sua vontade de participar, peço-lhe que dê uma lida nas postagens. E , quem sabe, faça algum comentário para mostrar a mim se estamos no caminho certo da diversidade, da blogagem empenhada.

    No dia 26 de junho assim que vc postar corre e na postagem convite deixe o linque onde, em qual dos blogs postou.

    Aí farei o post com os blogs que efetivamente participaram.

    Já vi amigas ralando por blogagens coletivas e na hora que os participantes vão nos links pra comentar os colegas dão de cara com NADA.

    é uma questão de lógica e logística, ok?

    ResponderExcluir

"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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