segunda-feira, 9 de março de 2009

- SER SUA PRÓPRIA AUTORIDADE -



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Ser a sua própria autoridade
(texto de Paul Ferrine)

Vamos deixar bem claro. Ser a sua própria autoridade não significa ser uma autoridade para outra pessoa! Significa apenas que você não deixa que ninguém seja uma autoridade para você. Todo mundo é livre para escolher,inclusive você. E todo mundo é responsável pela escolha que faz. Como poderia ser diferente?
Muitas pessoas tentam cruzar essas fronteiras bem definidas de responsabilidade, embora essa atitude só sirva para dificultar a percepção da realidade. Não seja alguém ávido por castigos. Respeite essas fronteiras e você respeitará as outras pessoas.
Primeiro perceba que você não está assumindo a responsabilidade por si mesmo quando:

1. Deixa que outra pessoa faça escolha por você
2. ou
2. Faz escolhas por outra pessoa

Isso é co-dependência. Não fortalece nem você nem o outro. Pode parecer que lhe dá uma certa vantagem temporária, mas tira de você a liberdade de fazer as suas próprias escolhas na vida.
E muito bom ouvir os outros e aprender com eles. A troca de experiências e essencial para o crescimento espiritual. Ela lhe dá idéias que você pode usar para alargar os seus horizontes. Mas os outros não sabem do que você precisa. Nem os médiuns nem outras pessoas intuitivas podem lhe dizer o que você precisa saber. Eles podem lhe dar uma informação importante, mas também podem não dar. Seja como for, é você quem tem de usar essa informação para encontrar paz interior.
Entenda que as outras pessoas só podem lhe dizer coisas verdadeiramente úteis ate uma certa medida. E essa medida também se aplica ao que você pode dizer aos outros. A maior ajuda que você pode receber de outra pessoa ou dara ela é o estímulo. Qualquer coisa além disso raramente serve para alguma coisa.
Para ser a sua própria autoridade, você tem de deixar de lado o conceito deque existe uma resposta fora de você. Você tem de deixar de lado o conceito de que existe alguma coisa para se alcançar.
A autoridade é uma conseqüência direta da experiência. Ela diz, “Eu respeito a minha vida. Eu aceito o que é verdade para mim, mesmo que não seja verdade para os outros”.
A autoridade interior nem sempre está de acordo com o que os outros recomendam a você. Sempre que tenta fazer com que as outras pessoas adequem-se aos seus valores e crenças, você tira o poder que esses valores ecrenças têm na sua vida. Sempre que você precisa da concordância dos outros para apreciar a sua vida, você perde o contato com a sua autoridade interior.
Todo mundo tem o direito, na verdade a responsabilidade, de dizer, “Isso é verdade para mim. Isso funciona comigo”. Essa e uma importante auto-afirmação. Pois a vida de ninguém é exatamente como a minha.
As minhas experiências são únicas e devem ser consideradas como tal.
Qualquer um que tente me convencer a negar a integridade da minha experiência também nega a sua própria experiência. E impossível afirmar-senegando os outros.
Portanto, toda a energia que eu desperdiço negando e julgando os outros me afasta da minha orientação e da minha verdade. Eu não vou saber o que é verdade para mim enquanto não respeitar a experiência dos outros.
Em contrapartida, enquanto estiver investindo mais na experiência das outras pessoas do que na minha, eu não ouço a minha própria verdade interior. A autoridade é algo que vem de dentro e não vale para mais ninguém, só paramim.
A minha autoridade limita o meu desejo de escolher quando esse desejo infringe a liberdade e a responsabilidade que as outras pessoas tem de escolher por si mesmas. Ela também me dá o poder de escolher por mim, mesmo quando os outros fariam escolhas por mim.
A minha autoridade e a sua são compatíveis e estão em pé de igualdade. Você não pode negar ou infringir a sua autoridade sem me convidar a fazer o mesmo. Nesse sentido, a sua fidelidade a sua própria experiência confirma a sua própria inocência assim como a minha.
Ora, em vista de tudo isso, fica claro que subestimar ou superestimar a nossa autoridade faz parte do nosso processo de aprendizado aqui. E parte da nossa contradança.
Portanto, a nossa intenção não deve ser acabar com a dança, mas testemunhá-la. Quando fazemos isso, essa dança passa a incluir movimentos em direção ao centro. Eles passam a ser mais visíveis. Quando percebemos que imprimimos um ritmo lento ou acelerado demais a nossa dança, a correção acontece naturalmente. O testemunho nos ajuda a ver e a aprender com o nosso próprio comportamento sem julgá-lo.
A questão da autoridade e uma das mais profundas com que temos de lidar. Não existe ninguém que já não tenha se vangloriado de si mesmo ou se desvalorizado um dia. Não conheceremos a nossa autoridade existencial atéque constatemos o caráter ilusório da nossa autoridade baseada no ego. Aprimeira vem da simples atitude de aceitar a nós mesmos e aos outros. A outra vem do sentimento profundo de inadequação que projetamos nos outros.
Aqueles que têm ilusões de superioridade geralmente cultivam sentimentos inconscientes de inferioridade. E aqueles que se submetem á forca ou á sabedoria de outras pessoas geralmente cultivam sentimentos inconscientes de superioridade. Por mais estranho que pareça, nem a pessoa que desempenha o papel de superior nem a que desempenha o papel de inferior está disposta adefender as suas convicções sem a ajuda de outra pessoa. De um jeito ou de outro, ambas precisam do apoio e da concordância de terceiros.
Temos de despertar para o fato de que podemos ser fortes ou fracos demais para o nosso próprio bem. Os estudiosos do I Ching não acharão esse conceito difícil. Os que são fortes demais atraem os fracos e, portanto, acabam ficando fracos também. E os que são fracos demais atraem os fortes e,portanto, ficam mais fortes.
Um usa o outro para chegar a um equilíbrio. Infelizmente, esse não é um processo consciente e por isso existe muito pouca compreensão desse intercâmbio ou gratidão por ele.
Parece importante nessa etapa da nossa evolução coletiva que esse processo de “chegar ao equilíbrio” passe a ser consciente. E por isso que estão começando a surgir tantos livros sobre abuso ou co-dependência. Esses intercâmbios, quando acontecem inconscientemente, provocam muitas mágoas não-verbalizadas.
Falar a respeito das nossas mágoas é saudável. É falando que nós nos“apropriamos” da nossa experiência e assumimos a responsabilidade pela nossa cura.
Todo esse processo é sobre RESPEITO, respeito por nós mesmos e respeito pelos outros. A palavra respeito deriva do latim specere, que significa olhar. Respeito (ou re-specere), portanto, significa “olhar para trás, ver novamente ou de modo diferente”.
Subentende-se que, primeiro, nos “olhamos através de lentes embaçadas edepois olhamos de frente”. O nosso modo de ver e, a princípio, distorcido e,em seguida, corrigido. Primeiro cometemos erros e depois os corrigimos. Primeiro cometemos transgressões uns contra os outros e depois perdoamos.
Esse e um processo que se repete vezes sem conta. o respeito por nós mesmos e pelos outros é algo que conquistamos violando a lei da igualdade. Aconsciência da nossa violação, em si e por si mesmo, leva-nos de volta aigualdade.
Por isso, quando dizemos “Seja a Sua Própria autoridade”, o que queremos dizer é: aprenda a ser quem você realmente é e aprenda a ver os outros comorealmente são. Pratique a igualdade. Aprenda com a desigualdade. Aceite oprocesso. Use-o para chegar a um equilíbrio e crescer .

Paul Ferrini - no livro As 12 Etapas do Perdão ( Pensamento)


Sobre o autor:

Paul Ferrini mesclou o Cristianismo radical com outras tradições de sabedoria de um modo que transcende e auto-ajuda e resgata o verdadeiro sentido da cura espiritual. Ele é fundador e editor de uma revista que aborda temas e conta histórias nas quais a esperança e a inspiração constituem a principal preocupação. É professor e conferencista conhecido mundialmente. Suas conferências, retiros e trabalhos em grupo já ajudaram milhares de pessoas a aprofundar a prática do perdão e a abrir o coração para a presença divina que existe dentro delas e dos que estão à sua volta. Paul Ferrini é autor de 30 livros, entre eles Amor Incondicional, O Milagre do Amor e O Silêncio do Coração, publicados pela Editora Pensamento.





"Depois de olharmos suficientemente no espelho, desenvolvemos nosso senso de humor cósmico. Não mais tentamos ser perfeitos, ou tentamos conseguir terminar nosso trabalho a tempo. Ficamos contentes com o que quer que a vida traga. Lidar com o que surge sem crucificar a nós mesmos ou aos outros já é desafio suficiente."
(
Paul Ferrini)

QUE A SEMANA DE TODOS(AS) SEJA DE MUITA LUZ E MUITA REFLEXÃO!

OREM POR MIM ESTAREI ORANDO POR TODOS(AS)!

BEIJOS!

2 comentários:

  1. Rô, adorei este texto!! Dá vontade de mandar para uma pessoazinha que conheço, sabe? Também procurei saber sobre o autor, ele tem vários livros publicados no Brasil, né? Anotei o nome dele para não esquecer!! Boa semana! Beijus

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  2. Vó, que lindo!!! =)

    Bom diia, minha voinha querida!
    Como a senhora está?
    Beijos no seu coração lindo!
    Não esqueça que eu te amo!!

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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