sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Minha viagem



AVÓS



Uma avó, dizem, é uma mãe com açúcar. Um avô é um pai com doce de leite.

Quase sempre os filhos se perguntam por que é que os seus pais, na qualidade de avós, deixam seus netos fazerem coisas que não permitiram a eles, filhos. Por que é que a avó deixa o netinho pular no seu cangote, dormir na cama entre ela e o avô, se não permitiu isso aos seus próprios filhos? Por que é que os netos, enfim, gostam, tanto da casa dos avós?

Um garoto de seus nove para dez anos, escreveu certa vez, mais ou menos assim:

"uma avó é uma mulher velhinha que não tem filhos. Ela gosta dos filhos dos outros. Um avô é um homem-avó. Ele leva os meninos para passear e conversa com eles sobre pescaria e outros assuntos parecidos. As avós não fazem nada e por isso podem ficar mais tempo com a gente. Como elas são velhinhas, não conseguem rolar pelo chão ou correr. Mas não faz mal. Elas nos levam ao shopping e nos deixam olhar as vitrinas até cansar. Na casa delas tem sempre um vidro com balas e uma lata cheia de suspiros. Elas contam histórias de nosso pai ou nossa mãe quando eram pequenos, histórias da bíblia, histórias de uns livros bem velhos com umas figuras lindas. Passeiam conosco mostrando as flores, ensinando seus nomes, fazendo-nos sentir o perfume. Avós nunca dizem "depressa", "já pra cama", "se não fizer logo, vai ficar de castigo."

Normalmente, as avós são gordinhas, mas, mesmo assim elas nos ajudam a amarrar os sapatos. Quase todas usam óculos e eu já vi uma tirando os dentes e as gengivas. Quando a gente faz uma pergunta, a avó não diz:

"menino, não vê que estou ocupada!" Ela pára, pensa e responde de um jeito que a gente entende.

As avós sabem um bocado de coisas. As avós não falam com a gente como se nós fôssemos umas criancinhas idiotas, nem apertam nosso queixo dizendo "que gracinha!", como fazem algumas visitas. Quando elas lêem para nós, não pulam pedaços das histórias, nem se importam de ler a mesma história várias vezes.

O colo das avós é quente e fofinho, bom de a gente sentar quando está triste. Todo mundo devia tentar ter uma avó, porque são os únicos adultos que têm tempo para nós." Bom, esta pode ser simplesmente a visão de um menino, mas convenhamos que contém muitas verdades. Os netos gostam dos avós porque ele s são doces.

Como a educação deles está sob a responsabilidade dos pais, eles não têm que se preocupar com este detalhe. Por isso, não se perguntam se está certo ou errado fazer um carinho ou um chamego a mais. Eles simplesmente fazem.

Também porque, ao longo dos anos, amadureceram os sentimentos, amam de uma forma mais serena, com doçura. Por isso fazem aos netos muitas coisas que não fizeram aos seus filhos. Mesmo porque, quando se tornaram pais, eram jovens, inexperientes, estavam preocupados em sustentar a família, em educar bem os filhos, em tantas coisas que não lhes sobrava tempo para o que hoje fazem com seus netinhos.

Por tudo isso não tenha ciúmes dos avós. Permita que os seus filhos convivam com os velhinhos, que os amem e sejam amados. Naturalmente, ninguém pretende nem imagina que os avós serão descuidados ao ponto de estragar com mimos exagerados os filhos dos seus filhos. Contudo, carinho, doçura e atenção de vovô e vovó é algo que todos devemos experimentar. É uma experiência que os seus filhos levarão para as suas vidas e lhes fará bem, nos momentos da adversidade e de solidão.

Filhos são espíritos que aportam ao reduto doméstico a fim de que, na qualidade de pais, sejamos-lhes os condutores para o progresso. Nessa caminhada, não desprezemos as experiências de nossos próprios pais que nos conduziram a vida, até os dias presentes, ensejando-nos ser homens e mulheres dignos.

Bebamos da sua sabedoria e os tornemos nossos aliados, nesse extraordinário e maravilhoso processo que se chama educação. Processo que mais primoroso será, quanto mais amor houver para ser dividido e multiplicado.

Com base no capítulo "O que é uma avó", de autor desconhecido, do livro Histórias para aquecer o coração das mães de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Schimoff, Editora Sextante.




A vovó Rõ está indo viajar para Goiás na casa de seus cunhados, vou aparoveitar o convite para consultar mais um Ortopedista por lá, só para ter mais um diagnóstico.

Mas de lá também farei minha postagens. Não consigo ficar sem minhas filhas e netinhos que ao longo desse tempo fui adotando em meu coração.

Deixo também para refletirem no final de semana este poema...


Ousar a liberdade


Se autoridade quer dizer abuso de poder,então aquele homem deve calar-se.

Se autoridade quer dizer ditador, então é preciso reduzi-lo ao silêncio.

Mas não abusa do poder aqule que ousa interpelar o homem,

aquele que ousa dizer a verdade,quando as suas armas são o Amor

e a ternura, usando os únicos soldados que o servem

são simples pescadores,homens do povo,

então não se pode falar de ditadura!

Aquele que fala aos homens deste tempo apela para a liberdade de cada um.

Diz:"Vocês têm uma conciência..."

Mas apelar para a liberdade é um crime nesta época,

tudo está tão bem inscrito na lei.

O que é espantoso no Evangelho é esse sopro de vida,

essa Palavra de esperança,

Palavra que nasce com uma criança e que cresce na vida dos homens.

Então, hoje, ousemos a liberdade...


Charles Singer










3 comentários:

  1. Boa viagem! Descanse e aproveite bem!

    Beijão! :-)

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  2. Rô,

    passeando em góias, então você deve estar pertinho de mim!!
    Aproveite bem o passeio!!
    Beijo.

    ResponderExcluir
  3. Vó, descanse e boa sorte com o médico!

    A propósito, não existe coisa mais gostosa que todas as coisas que os avôs fazem.
    Eu não pude aproveitar muito a minha, mas em compensação o que tenho de avó de coração por aí, não está no gibi! \o/

    Beijinhos

    ResponderExcluir

"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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