segunda-feira, 31 de março de 2008


Recebi por email essa incível história, desconhecia completamente a existência dos dois Poetas, tanto o brasileiro Eduardo Alves da Costa quanto o russo Vladimir Maiakóvsky.

Entrando no Geocitties.com tive também a graça de ler algumas poesias desse Russo maravilhoso e também com minha curiosidade aguçada procurei saber a biografia do nosso poeta Brasileiríssimo Eduardo Alves da costa onde encontrei algumas de poesias. É claro que já comprei seu livro no Caminho com Maiakóvsky. Ainda não li, apenas algumas páginas, então depois farei meus comentários, que penso dispensa qualquer tipo de critíca, o escritor fala por si só.


O email - Não coloco o autor a pedido do mesmo -


Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."

Martin Niemöller, 1933, pastor protestante símbolo da resistência aos nazistas.

***
Parodiando (aqui no Brasil) o pastor protestante Martin Niemöller:

"Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima, Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles; Depois fecharam ruas, onde não moro; Fecharam então o portão da favela, que não habito; Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho..."

Claudio Humberto, 09 FEV 2007

***
Primeiro levaram os negros, mas não me importei com isso, pois eu não era negro... Em seguida levaram alguns operários, mas não me importei com isso, eu também não era operário... Depois prenderam os miseráveis, mas não me importei com isso, porque eu não sou miserável. Depois agarraram uns desempregados, mas como tenho meu emprego, também não me importei. Agora estão me levando. Mas, já é tarde! Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo.
É PRECISO AGIR

Bertold Brecht (1898-1956)

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Mas o primeiro deles, foi Maiakovsky - poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin - que escreveu ainda no início do século XX:

Um passeio com Maiakovsky
Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

"Se ainda estivesse vivo, é provável que o poeta russo (ou Eduardo Alves da Costa) escrevesse hoje: “Primeiro, invadem fazendas. Mas você não diz nada. Você não é fazendeiro. Em seguida, durante manifestação em Porto Alegre, degolam um soldado da Brigada Militar. Você se cala, pois não é brigadiano. Mais tarde, bloqueiam rodovias. Novamente você não se importa. Afinal, não usa aquela estrada. Aí, passam a saquear caminhões. Não lhe interessa. Você não é camioneiro. Depois, invadem e depredam o Congresso. Você, que não é deputado, quase aplaude. Se um dia invadirem sua casa e dela o expulsarem, já será tarde. Ninguém se importará com você. Porque não disse nada, já não poderá dizer nada”.

NOTA:No caminho com Maiakovski não é de Maiakovski, mas sim de Eduardo Alves da Costa:
(
http://www.revista.agulha.nom.br/autoria1.html)
Um lindo poema que estaria reverenciando o nome do grande poeta russo Maiakovski, muitas vezes confundido pela Internet como sendo do próprio é na verdade de outro poeta, Eduardo Alves da Costa.

***
Tudo que os outros disseram foi depois de ler "Maiakovsky". Incrível é que após mais de cem anos dessa lição, ainda nos encontremos tão desamparados, inermes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio : porque a palavra, há muito se tornou inútil.

4 comentários:

  1. Olá Rô,
    voltei e estou a colocar a leitura em dia!
    Como está vc? Muito ocupada com os seus trabalhos manuais, receitas e blogs,imagino, rsssss...
    A indiferença é conivente com o mal-feitor e se tivermos como lema: não fazer com o outro o que não gostariamos que fizessem connosco, seriamos mais solidários.
    Boa semana!
    Bjo

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  2. De fato o "holocausto" inspirou muitos belos poemas, poesias e divagaçãoes, como pode uma coisa tão feia e cruel criar algo tão belo e inspirador.
    Boa semana minha linda!!

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  3. Rô, muito boa esta dica. Já havia me deparado com textos desse gênero, mas não sabia que tudo foi originado de Maiakóvski. Aliás, confesso, nem o conhecia! E como você mesma constatou, continua atualíssimo!

    Beijos! Boa semana!
    Juca

    PS: Espero que aquele "fantasminha" chato citado no post mais abaixo já tenha lhe deixado em paz!

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  4. Eu também nunca tinha ouvido falar, Rô! Valeu a dica e as informações!!!

    Beijão

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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