sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A origem do Carnaval!

Saber a origem do carnaval, está festa tão linda que é para a grande maioria do povo brasileiro, esse nosso pobre povo sofrido, sempre foi uma das minhas indagações, e creio que de muitos.Sendo assim pesquisei um pouco e encontrei o texto abaixo. Carnaval é uma bonita festa, um pouco longa para o meu gosto. O que eu não gosto são as consequências de uma festa assim. Portanto aos que por aqui passarem e gostam de brincar o carnaval, tenham cuidado. Se beber não dirijam, se fizer sexo, tomem as devidas precauções. Brinquem com responsabilidade, apenas brinquem....


Aos que gostam um bom e responsável

CARNAVAL...!!!????



CARNAVAL


O que é o carnaval?O carnaval é uma festa anual, celebrada de forma diferente em vários países do mundo. Ao tentar compreender o seu significado podemos aprender muitos sobre nós próprios e sobre os outros. O carnaval, ao contrário do que possamos pensar, é muito mais do que uma altura do ano em que reinam as palhaçadas e brincadeiras. O carnaval constitui uma forma de expressão em constante evolução, que nos liga ao nosso passado e mostra muito sobre a forma como cada cultura interage com o ambiente que a rodeia. O poder e a criatividade que assumem os Carnavais do Brasil e das Caraíbas exemplificam o modo como esta forma de arte pode ser determinante na vida dos povos, pela celebração daquilo que nos torna diferentes dos outros.

A palavra carnavalExistem duas teorias fundamentais quanto à origem e significado da palavra Carnaval A primeira atribui à palavra Carnaval uma origem profundamente religiosa, com um significado quase oposto ao da diversão, brincadeiras e malícia a que a associamos hoje em dia. "Carnaval" teria tido origem no latim carnevale (carne+vale = carne+adeus), e seria a designação da "Terça-Feira Gorda" o último dia do calendário cristão em que é permitido comer carne, uma vez que, no dia seguinte, inicia-se a Quaresma. Já a segunda teoria é peremptória em afirmar que a palavra carnaval vem de Carrus Navalis, por influência das festas em honra de Dionísio, onde um carro, com um enorme tonel, distribuía vinho ao povo na Roma antiga. Muitas das celebrações carnavalescas são bastante mais antigas do que a própria religião cristã, tendo sido alvo de diferentes manifestações ao longo da história. No fundo, todos os carnavais são reminiscências das festas dionisíacas da Grécia Antiga, dos bacanais de Roma e dos bailes de máscaras do Renascimento. Mas, para ficarmos com uma idéia geral de como foi a evolução do Carnaval, o Comezainas preparou uma pequena cronologia:

Cronologia do Carnaval

4000 a.C.
Festas agrárias realizadas no antigo Egito em devoção a Osíris
605 a 527.
Oficialização do culto a Dioniso na Grécia, com bacanais e vinho.
século V a.C.
Referências de cultos semelhantes ao de Dioniso entre os Hebreus, a Festa das Sáceas; entre os Babilônios, a festa da Deusa Herta
186 a.C.
O Senado Romano reprime os bacanais, festas em homenagem a Baco, o Dionísio dos Romanos, pois geram desordens e escândalo.
325 d.C.
O Concílio de Nicéia institui forma de cálculo da data da Páscoa, determinando que a Quaresma se inicie 40 dias antes.
590
O Papa Gregório I, cria a expressão dominical ad carne levandas, sucessivamente abreviada até a palavra carnaval
Idade Média
Os franceses comemoravam o carnaval com sexo e vinho. Em Itália fazem-se cortejos e as pessoas divertem-se com batalhas de água, ovos, etc. A Europa divide-se em países que encaram o carnaval como celebração religiosa e países em que o carnaval é a festa da gula, do vinho, da música e do sexo.
1464
O Papa Paulo II incentiva o carnaval de Veneza na sua vertente religiosa, mas o carnaval continua a ser visto como um período de permissividade associado ao uso das máscaras transformadoras, alegorias e fantasias.
1723

Portugueses introduzem celebrações do Entrudo no Brasil

Carnaval - Origem Etimológica O carnaval é, por excelência, o período espetacularmente mais festivo do ano. Nesta época, que antecede os 40 dias que compõem a Quaresma, tudo (ou quase tudo) é permitido. As pessoas saem à rua envergando máscaras que ocultam a sua identidade, vestindo trajes que escondem a sua personalidade e tomando atitudes muito diferentes das que são, geralmente, socialmente aceites.O Carnaval, como o conhecemos hoje, tem a duração de três dias que vão do Domingo Gordo à Terça-feira Gorda. A quarta-feira seguinte, conhecida por Quarta-feira de Cinzas ou Entrudo (do latim, introitus, que significa entrada), simboliza a entrada no período da Quaresma, que antecede a Páscoa. Sobre a origem da palavra, não há unanimidade entre os estudiosos. Há quem defenda que a palavra carnaval deriva de carne vale (adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne). Esta interpretação da origem etimológica da palavra leva-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma, uma pausa de 40 dias nos excessos cometidos durante o ano, excessos esses que incluem, segundo a religião católica, a alimentação. Assim, a Quaresma era, na sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual como também uma época de privação de certos alimentos como a carne. Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. Esta interpretação baseia-se nas diversões próprias do começo da Primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma e, posteriormente, entre os Teutões.De qualquer forma, seja qual for a origem da palavra Carnaval, a verdade é que o seu conceito se fundiu completamente na sociedade. Brincar ao carnaval é já
uma tradição que poucos dispensam!

Carnaval - Origem da Comemoração Segundo se pensa, as origens do carnaval remontam às Saturnais romanas, festas em honra do deus Saturno, associado à paz e à opulência, em que a ordem social vigente era quebrada e onde se permitiam alguns excessos. As Saturnais funcionavam como uma restauração provisória do reino de Saturno, deus romano da agricultura e das sementeiras. O objetivo era comemorar o novo ano ou a chegada da Primavera, num desejo de exorcizar os males do Inverno e preparar o início de um novo ano cheio de fertilidade. Antes da reforma cesariana do calendário, o ano começava em Março, pelo que a despedida do ano velho e as boas-vindas ao ano novo aconteciam em Fevereiro ou Março. Nessa altura, reinava a ausência de pudor, a licenciosidade e a ausência de valores. Na origem das Saturnais romanas estão os festejos consagrados à divindade egípcia Ísis, a deusa mais importante da mitologia egípcia. No entanto, estes festejos em honra de Ísis haviam sido inspirados nas celebrações dos Gregos, que homenageavam Dioniso, deus do vinho e do excesso orgástico. Durante o período das Saturnais, a ordem social era completamente invertida e os valores totalmente descurados. As classes sociais mais baixas passavam a dominar as mais altas e até os escravos se sobrepunham aos seus senhores. Homens transformados em mulheres ou senhores a servir os seus escravos eram comportamentos comuns durante esta época festiva. Tudo isto era visto como um rito de fertilidade, com vista a acolher o novo ano agrícola com perspectivas otimistas em relação às colheitas. Desde sempre que o Homem se dedica a ritos e rituais que possam, de alguma forma, agradar aos deuses e impedir que o ciclo da criação se feche. Deste modo, o dedicar do início do ano agrícola aos deuses era uma forma de assegurar a prosperidade e fertilidade do mesmo. Com a chegada da cultura cristã, os deuses foram esquecidos, mas os festejos mantiveram-se, despojados de espiritualidade, é certo, mas envoltos em fantasia e divertimento. O Cristianismo veio relacionar o período do carnaval com a Quaresma, uma época de abstinência para os crentes. Tal como o início do novo ano agrícola pretendia ser uma purificação e renovação das terras, com vista à desejada fertilidade, também o período da Quaresma se destina à purificação do corpo e da alma, preparando-os para o renascimento da vida. Das Saturnais romanas, o carnaval ocidental herdou o espírito de licenciosidade e de inversão de valores e ordem social. Se na época dos Roman
os os senhores se transformavam em escravos, atualmente o povo domina as ruas. No fundo, tudo continua a ser permitido durante os três dias que antecedem a Quaresma.

Carnaval - Rituais Uma das associações imediatas ao carnaval é a utilização de máscaras por parte dos foliões. Também a origem das máscaras está relacionada com cultos antigos. De facto, as máscaras carnavalescas remontam aos antigos rituais pagãos de culto dos mortos, em que uma das formas de conciliar os maus espíritos era antropomorfizá-los. Assim, aquele que personificava os espíritos vestia-se de branco e cobria o rosto com uma máscara. Origens simbólicas à parte, o carnaval é encarado pela maior parte das pessoas como um período de folia onde a música, a dança e a alegria são rainhas e em que toda e qualquer transformação é permitida. Seja por questões de timidez, de insegurança de caráter ou pelo desejo de fazer tropelias de forma incógnita, a máscara ou o traje de carnaval assume um papel primordial no período carnavalesco. Para quem vive o carnaval sem ligar a questões etárias, com o sentimento de que não há idade para continuar a brincar, o carnaval funciona como um ritual de transformação que o indivíduo aproveita, através dos tempos, para libertar os seus desejos de ser outrem. Enquanto é criança, o imaginário de um indivíduo é invadido por fantasias saídas diretamente dos desenhos animados ou das histórias infantis. Não é, pois, de admirar que as suas máscaras preferidas sejam as dos seus heróis fantásticos. Muitas vezes, este desejo de transformação é-lhes incutido pelos pais, eles próprios sedentos de uma metamorfose social. Ao vestir um fato de super-herói, a criança sentir-se-á com os seus poderes. É o início de um processo de busca de um “outro eu” que irá acompanhá-la por toda a vida... Durante a adolescência, o desejo de fazer tudo em grupo reflecte-se, também, no carnaval. Para os adolescentes, é importante que o grupo de amigos continue coeso, mesmo sob o disfarce de uma máscara ou fato de carnaval. É também interessante notar que os disfarces escolhidos pelos jovens adolescentes são de algum modo, homogêneos. Se os grupos de fantasmas, bruxas, vampiros e múmias proliferam pelas ruas de uma qualquer cidade, não é menos verdade que muitos dos grupos de mascarados são fruto de uma busca frenética por entre os baús e armários antigos cheios de roupas pertencentes à juventude dos seus progenitores.A idade adulta, por trazer mais seriedade à vida, é marcada pela vontade de uma transformação mais radical. Os homens roubam as cabeleiras às mães, as saias curtas e blusas decotadas às irmãs e as meias de rendas e os sapatos de saltos altos às namoradas e vão para a rua tentar compreender o universo feminino. As mulheres vestem o fato do pai ou do irmão, colam um bigode aos lábios e escondem os longos cabelos e saem de casa em busca da liberdade masculina que lhes é vedada durante o ano. O que é realmente importante é que o carnaval possibilita a todos os indivíduos uma liberdade de expressão e de comportamento que não lhes é permitida durante o resto do ano. Talvez por isso o período carnavalesco seja, por excelência, um período de excessos, cometidos em nome de uma liberdade que a sociedade castra.
Carnaval - em Portugal Os festejos carnavalescos chegaram a Portugal nos séculos XV e XVI. Nessa época, as brincadeiras eram um pouco agressivas e o carnaval era porco e brutal. Por esse motivo, em 1817 surgem os primeiros editais, fixados pelo intendente geral de polícias, a limitar as brincadeiras desta época festiva. As ruas enchiam-se de pessoas que encenavam verdadeiras lutas, em que as armas eram ovos crus ou as suas cascas cheias de farinha ou gesso, cartuchos de pós de goma, cabaças de cera com água de cheiro, tremoços, laranjas, tangerinas, pastéis de nata e outros bolos, tubos de vidro ou de cartão para soprar com violência, milho ou feijão para atirar a quem passava e luvas de areia para derrubar os chapéus dos transeuntes. Como se tudo isto não bastasse, havia ainda bairros onde a tradição mandava atirar da janela púcaros, tachos de barro e alguidares sem serventia, com o intuito de acabar com tudo o que de velho existia em casa. Em termos de violência física, o carnaval não se ficava pelo arremesso de todo o tipo de alimentos a quem passava. Havia também o hábito de se comemorar o Entrudo à vassourada e à bordoada com colheres de pau ou outros objetos igualmente atordoadores. Nos finais do séc. XIX, as cidades de Lisboa e Porto quiseram pôr um freio nos excessos cometidos pelos foliões carnavalescos. Assim, começaram a ser organizados bailes de máscaras em clubes socialmente bem freqüentados, como era o caso do Clube dos Salsas, composto pelos sócios do Clube Tauromáquico e do Turf-Club.É também nesta época que surgem os “batalhões” populares da Ajuda, Alfama e Campo de Ourique, as batalhas de flores (que se mantêm na tradição do Carnaval de Loulé), de carros ornamentados e o “Carnaval do Porto”, organizado pelo Clube dos Faianos, com direito a cortejo de carros alegóricos e aparatosa cavalgada.Na primeira metade do séc. XX, o Carnaval passa a ser uma brincadeira quase exclusiva das crianças mascaradas e dos foliões nos teatros e cinemas.Atualmente, o Carnaval recuperou alguns dos excessos outrora cometidos, embora de forma comedida, e mantém muitas das tradições do séc. XIX.Apesar de algumas localidades portuguesas apresentarem uma tradição carnavalesca mais viva do que outras, a verdade é que não há vila nem aldeia em Portugal que não festeje a chegada do Entrudo, com mais ou menos entusiasmo.
Fonte de infomação clique aqui

4 comentários:

  1. Olá!!!
    Muito legal sua pesquisa!!!
    Aliás uma super pesquisa, né???
    Te coloquei nos favoritos do Este ou Aquele, viu lindona!!!

    Muito obrigada por seu carinho e ótimo carnaval!!!! Beijos

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  2. Rô!!!

    Que post legal! Gostei!

    Tenha um bom carnaval! Boa folia, se vc gosta de brincar e bom descanso se não gosta!...

    Beijos!!! =)

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  3. Ola boa postagem em gostei.
    pela sua pagina percebi que é muito religiosa(o) e diante da sua fé o que acha dos textos biblicos que paulo escreveu em Romanos 12:1-2? que nos ensina a nos oferecer em sacrificio nos santificando a cada dia para agradar a Deus, sem nos acomodar com esse mundo e transformando-o pela renovação de nossa mente, para que alcançemos e provemos da "boa e agradavel vontade de Deus". E o texto tambem escrito por paulo em 1joão 2:15-17 que nos ensina que não se deve amar o mundo, que devemos nos afastar da cobiça da carne, da cobiça dos olhos, e a ostentação dos nossos bens.
    O que acha?
    Meu e-mail: betobhz2004@hotmail.com

    Eu acho que te conhesco vovó, vc mora no bairro candelaria em venda nova ou muito proximo de lá?
    E que vi uma casa bonita por ali com plaquinha escrito alguma coisa sobre carnaval e casa da vovó, numa AV perto de um posto policial vc conhesce esse lugar?
    thau thau, espero sua resposta.

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  4. Elaine Nunes disse...
    Essa postagem sobre o carnaval foi fundamental para mim, já que estou realizando minha monografia sobre a origem do carnaval e carnaval de maragogipe.

    Adorei e se tiver mais dados ficarei grata se puder me ajudar. Mil bjsss vó
    Email: elainenunes23@yahoo.com.br

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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