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segunda-feira, 30 de maio de 2011

"O poder do pensar...acho que sou..."





"O poder do medo" 
Drº Cláudio de Oliveira Lima – psicólogo 

Pense:
Um dos grandes desafios da vida está no poder do achar, se acho que sou...e acredito, me torno o que acho que sou.

Quer você ache que pode, quer que ache que não pode, de um jeito ou de outro, você estará certo. Mais está feliz?

Reflita:
A nossa consciência não é digna de fé cega. A lógica da consciência muitas vezes é ilógica, não corresponde a realidade. A consciência nem sempre é sinônimo de realidade.

O fato de pensar que sou de um jeito, não significa que eu seja desse jeito.
O fato de comportar-se de um jeito, não significa que eu seja desse jeito.
O fato de justificar uma atitude, não significa que ela seja boa para mim.

Entre o pensar que sou e ser o que sou, existe uma grande diferença.

Acredite:
“Todo o seu conflito é você que o alimenta”.

É você que constrói as suas próprias barreiras.


Viver de sofrimento é lhe tirar o direito de experimentar e viver novas experiências. É perder tempos preciosos da vida que jamais retornarão.

A guerra não deixa quem guerreia em paz.

Belchior
NA HORA DO ALMOÇO

No centro da sala,
diante da mesa,
no fundo do prato,
comida e tristeza.
A gente se olha,
se toca e se cala
E se desentende
no instante em que fala.
Cada um guarda mais o seu segredo,
sua mão fechada
sua boca aberta
seu peito deserto,
sua mão parada,
lacrada,
selada,
molhada de medo.
Pai na cabeceira: É hora do almoço.
Minha mãe me chama: É hora do almoço.
Minha irmã mais nova, negra cabeleira...
Minha avó me chama: É hora do almoço.
... E eu inda sou bem moço
pra tanta tristeza.
Deixemos de coisas,
cuidemos da vida,
senão chega à morte
ou coisa parecida,
e nos arrasta moço
sem ter visto a vida
ou coisa parecida aparecida

Drº Cláudio de Oliveira Lima – psicólogo 




Beijos meus,
Semana de luz, paz, amor, fé e esperança!
Rosane!


sexta-feira, 27 de maio de 2011

"O céu e a poesia que há em voar" - Voo eterno -




"Faze-te pássaro  do caminho espiritual..."


 As metáforas são pontes poéticas que o amor constrói e que fazem ligação entre coisas e conceitos


As palavras
- este limitado recurso que possuímos
para tentar transmitir conceitos que
muitas vezes transcendem a realidade
material que nos cerca.

Diante de tal limitação, os Escritos
Sagrados das diferentes tradições
religiosas frequentemente lançam
mão de párabolas e metáforas,
de beleza e de poesia.

As párabolas representam um símbolo
externo que torna acessível uma
realidade interna.

O semeador que lança as sementes
em todos os tipos de solo, sem distinção.
O amor que emana das mãos daquele
que cultiva.

O solo que representa o nosso coração,
que devemos transformar em terra
fértil e acolhedora.

As metáforas, conforme nos recorda o
poeta, são pontes poéticas que o amor
constrói e que fazem ligação entre coisas
e conceitos.

E dentre todas as metáforas utilizadas
pelas Escrituras, uma das mais belas é
uma passagem dos Escritos da Fé Bahá Í.

Que compara o nosso corpo físico a uma gaiola,
e a alma humana a uma ave que nela
habita.
Imaginar que o espírito pereça ao morrer
o corpo, é como imaginar que o pássaro
morra ao quebrar-se a gaiola.

Nosso corpo é apenas a gaiola, enquanto
o espírito é o pássaro.

Nada tem o pássaro que recear, porém,
com a destruição da gaiola. Se a gaiola for
quebrada o espírito continuará a existir,
E  seus sentimentos serão até mais poderosos,
suas percepções mais agudas, e sua felicidade maior.

No dia em que a terra reclamar de volta
o pó que compõe o nosso corpo, que
alturas haverá de alcançar em seu voo
a ave da nossa alma?

Aproveitar os breves e incertos dias da
nossa jornada terrestre, para fortalecer
as asas do nosso espírito.
Asas do espírito!

A pureza de coração, e a generosidade
da alma.
O ser amante e defensor da alma.
O cuidado com o próximo, com o
pobre e o necessitado.

Da mesma forma que para garantir a
saúde física precisamos nos alimentar
adequadamente...
O bem-estar da nossa alma depende
de uma nutrição espiritual adequada.

Uma dieta espiritual balanceada, onde
estejam presentes na medida devida.

A Caridade,
A Compaixão,
A Justiça,
O Amor e,
O Perdão.

 Cuidar dos olhos vigiar o olhar.
"Se teus olhos são bons, todo o teu corpo,
será cheio de luz."
Jesus Cristo

Cuidar da nossa vida espiritual de um modo
tal que seja suave e belo o nosso voo quando a nossa 
hora derradeira chegar.
Ninguém sabe do dia, nem das circunstâncias,
nem da hora, única certeza é a de que o céu infinito
nos espera...
"Assim como a vida é mortal, a morte é vital."
Santo Agostinho

Ao fim de cada dia, avaliar-se as nossas
ações, atitudes, pensamentos e palavras
serviram para fortalecer as asas do nosso
espírito.

Os pássaros não voam o quanto querem,
mas o quanto podem.
Para se alcançar as sublimes alturas, asas
fortalecidas se fazem necessárias.

As aves,
a beleza da sua plumagem, as melodias de
seu canto inebriante, a suavidade do seu
livre voar pelo espaço aberto.

Metáforas visuais e poéticas a nos recordar
de que existem outras realidades, belas e
sutis, além da nossa superficial rotina dos
dias e das horas.

Cada dia é precioso, cada hora é sagrada.
Aproveitar nossa breve peregrinação pelo
tempo-espaço para acumular virtudes e
bens materiais, de valor eterno.

Viver de tal forma que a cada dia avancemos
um pouco mais em direção à nossa Bem -
Aventurança.

Bem-Aventurados os que aspiram tornar-se
Filhos da Luz.
Bem- Aventurados os puros de coração.

(Jesus Cristo).

 "Quando a morte levantar a tampa deste cofre
fechado onde estamos encerrados, aquele que tem
asas voa até o dia eterno."
"Da pois ao pássaro da ambição espiritual a asa do 
sentido místico;
da coração à razão, e êxtase à alma."
"Antes que tirem a tampa dessa caixa, faze-te pássaro do caminho espiritual..."
Farid ud - Din Attar em  "A linguagem dos pássaros"


"O Amigo"!

No jardim do teu coração, nada plantes
salvo a rosa do amor..."

(Bahá U Lláh).



Recebi por e-mail e com certeza veio bem direto ao meu coração. 
Bom fim de semana a todas(os)!
Beijos meus, cheios de luz, paz, amor, fé e esperança!
Rosane!


quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Amizade, felicidade"





Em agradecimento a todas as amigas desse meu espaço. Com vocês eu aprendo e vivo.
Muito obrigada de coração!
Vi esse vídeo que fala sobre amizade lá no Ponderantes do querido e grande amigo de sempre Valdeir.
Confira clicando aqui

O texto abaixo recebi por e-mail de minha em Cristo Jesus Impéria. Pessoa que eu amo muito.



Minimamente Feliz

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num
outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.
Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de
que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em
conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café
recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.
'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a
fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu
esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na
primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular:
'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'.
Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E
faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra
'quando'.
Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego
fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?
Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E
quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.
Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas
alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.
Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.

Leila Ferreira, jornalista


Beijos meus,
cheios de luz, paz, amor, fé e esperança!
Rosane!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Apenas um breve desabafo"

     Person at the window, de Salvador Dali


Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(1972)

Marina Colasanti
 nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.

O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.

Pois é, a gente se acostuma, a sofrer calado, a esperar sem ser esperado, a fazer o bolo de chocolate e comer sozinha com leite gelado, a comprar o presentinho pro netinho sem saber se ele vai  gostar ou não, pois já não sabe mais quais suas preferências. 
A gente se acostuma, mas a gente se pergunta: "e se meus filhos adoecerem e vierem a partir? Será que nos avisaram?...Será que terão discernimento para nos comunicarem? Será que se lembraram que um dia também concebi, também fui e sou mãe??? E como mãe errei pensando estar acertando???
Quando o ser humano terá a capacidade de perdoar os erros cometidos e pensar que a vida é tão breve que passa num piscar de  olhos.
A gente se acostuma a "
   a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir."
Assim tem sido meus dias, tentando me acostumar à crueldade que estão fazendo comigo. E assim tento, mas creio não estar conseguindo. Minhas forças estão chegando no limite...mas vou seguindo, crendo, confiando, caminhando, cada dia, um dia, cada segundo, um segundo...vou levando. Caiu, levanto...sigo.
Mas para onde???
Não me acostumo... eu sei mas não devia!!!






Beijos meus. luz, amor, paz, fé e esperança???
Rosane!

domingo, 15 de maio de 2011

"A hora que passa" Gabriela Mistral


Time Passes In The Blink As A Eye With A Clock Built In Watches Time Tick By Stock Photo - 8694167


A hora que passa

Entrega o fruto do teu trabalho: teu quadro, teu tijolo, teu cântaro, teu poema. Hoje só podes contar com a hora que passa; não podes contar senão com estes arroubos de teu coração, com este alento de tua boca, com a claridade dos teus olhos postos nesta hora que passa. Que a morte talvez tenha neste momento os teus pés enredados na teia aveludada e branca, e sobe, e sobe...
E que o pensamento insidioso de que a morte te olha, debruçada por sobre tua cabeça, não seja motivo para que te caiam em desalento as mãos, mas ainda mais se fortaleçam. Fizeram-te frágil e a tua maravilha é essa mesma fragilidade. Avançam em anos as árvores, mas a ti foram dados alguns dias tão somente, mas alguns prodigiosos. Procura sentir como nessa hora estão vivos e frescos os teus sentidos; como corre por tuas veias o teu sangue, indo alegremente do tronco aos braços, e dos braços à ponta dos dedos que te fremem, presas de ânsias incontidas. Colhe teu lenço ou tua porcelana.  Apressa-te a deixar estereotipado o semblante de tua alma no trabalho que executas. Os vestígios autênticos de tua alma ficarão, sem que o saibas, no tecido que teces, no tijolo que cortas. Pintas o semblante de tua coragem, o perfil de tua vontade; teu elogio ou teu frenesi.
Neste preciso instante, não permitas que o Sol ilumine tuas costas em vão; devolve o sorvo do vento, cheio de olores férteis  e o qual bebes avidamente. Esta é a insigne cortesia do homem para com as coisas. Dão-te elas os frutos oleosos e açucarados, e tu por tua vez lhes ergues novas formas pelos vales. Sê aquele que devolve sempre, o que não usa de ardis, o que não recebe com uma das mãos ao tempo em que paga com a outra. Era assim o antigo cavaleiro; a mulher forte da Bíblia também. Devolviam, não faziam outra coisa senão devolver!
Hoje. Pensa esta palavra em tua mente,  e que ela te queime de ansiedade, de impaciência nobre e digna.
Para construir o assento, onde descansará tua mãe, tens, carpinteiro, a hora que passa; e tens esta hora, donzela, para encher de lã a almofada em que dormirá teu irmãozinho, recordando-se de ti durante muitas noites; e para ministrar ensino a tua classe, tens, mestra, tens esta hora que passa...
É uma boa porção de teu sangue que se está esvaindo e que, gastes ou não, vai-te diminuindo e minguando. Porque o tempo, desde que nascemos, semelha uma ferida em nosso peito que verte o nosso sangue, gota a gota, como esses vasos de gargalo muito estreito.
Toda obra que tens por fazer golpeia teu peito contínua e imperiosamente. E tu não sentes!

“A consciência é o pulso da razão: as suas pulsações são outras advertências”
Coleridge 




Beijos meus, 
cheios de luz, paz, fé e esperança!
Rosane!







quinta-feira, 12 de maio de 2011

"Perfeições de Deus" Luiz de Granada Escritor espanhol (1504/1558)






Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos "Salmos 19:1.

Perfeições de Deus
Luiz de Granada
Escritor espanhol (1504/1558)

Que é todo esse mundo visível se não um espelho que vós, Senhor, colocastes diante de nossos olhos para que nele contemplássemos vossa formosura?
Porque, assim como no céu vós sereis espelho que veremos as criaturas, assim neste desterro elas serão espelhos para vos conheçamos a vós. Que é todo este mundo visível se não um grande e maravilhoso livro, que vós escrevestes e oferecestes aos olhos de todas as nações do mundo, a gregos e bárbaros, a sábios e ignorantes, para que nele todos estudassem e soubessem quem vós sereis? Que serão todas as criaturas se não pregadores de seu criador, testemunhos de sua nobreza, espelhos de sua formosura, anunciadores de sua glória, alertadores de nossa inércia, estímulos de nosso amor e condenadores de nossa ingratidão? E porque as vossas perfeições, Senhor, eram infinitas e não se podia criar uma só criatura que as representasse, foi necessário que se criassem muitas para que assim, aos pedaços, cada uma por sua vez nos declarasse algo do conjunto. Desta forma, as formosas criaturas pregam vossa formosura; as fortes, vossa fortaleza; as sábias, vossa sabedoria; as resplandecentes, vossa claridade; as doces, vossa suavidade; as bem ordenadas e prevenidas, vossa maravilhosa providência...
Por certo, Senhor, os que essas vozes não ouvem, são surdos; e os que ante tão maravilhosos esplendores não os vêem, são cegos; e aqueles que, vistas todas essas coisas, não as apregoam, são mudos; e os que ante tantos argumentos e testemunhos de todas as criaturas não conhecem a nobreza de seu criador, são insensatos . Parece-me, Senhor, que todas essas faltas estão em nós mesmos, porque entre tantos testemunhos de vossa grandeza, não vos conhecemos. Em que folha de árvore, em que flor do campo, em que verme, por menor que seja, quando bem considerados, não nos mostrariam grandes maravilhas? Que criatura existe nesse mundo, por mais mesquinha que seja, que não se constitua em perene maravilha? Pois, como é que sendo rodeados por todas as partes de vossas maravilhas, ainda não vos conhecemos? Como não vos louvamos e não alardeamos vosso nome? Como nos falta coração compreensível para entender o mestre por suas obras, e olhos claros para notar sua perfeição no que faz ouvidos atentos para ouvir o que diz através dela? Fere os nossos olhos o esplendor de vossas criaturas; deleita nossos entendimentos e formosura delas; e é tão curto nosso entendimento que não se eleva um grau acima para ali surpreender o criador dessa formosura e o dadivoso ser desse deleite.
Somos como as crianças que, quando se lhes põe, ante os olhos, um livro de letras douradas, se perdem na contemplação das mesmas e não se dão conta do significado.

Beijos meus,
Cheios de luz, paz, amor, fé e esperança!
Rosane!


quarta-feira, 11 de maio de 2011

"Me sinto como a um carvalho"



Todas as vezes que nos deparamos com problemas em nossa vida, observamos o quanto somos frágeis. As alegrias se vão e só fica a verdade de que somos impotentes para lidar com adversidades que surgem no decorrer de nossa existência.
Deus nos deixa lições interessantes em sua criação para nos mostrar o contrário, que o homem foi criado forte e que essa força é sempre adquirida e absorvida dessas situações adversas.

Você conhece uma árvore chamada CARVALHO?

Pois é, essa árvore é usada pelos botânicos e geólogos como um medidor de catástrofes naturais do ambiente. Quando querem saber o índice de temporais e tempestades ocorridas numa determinada floresta, eles observam logo o carvalho (existindo no local, é claro), que naturalmente é a árvore que mais absorve as conseqüências de temporais.
Quanto mais temporais e tempestades o carvalho enfrenta, mais forte ele fica! Suas raízes naturalmente se aprofundam mais na terra e seu caule se torna mais robusto, sendo impossível uma tempestade arrancá-lo do solo ou derrubá-lo!

Mas não pense que os cientistas precisam fazer essas análises todas para saber isso! Basta apenas eles olharem para o carvalho. Por absorver as conseqüências das tempestades,a robusta árvore assume uma aparência disforme, como se realmente tivesse feito muita força.
Muitas vezes uma aparência triste! Cada tempestade para um carvalho é mais um desafio a ser vencido e não uma ameaça! Numa grande tempestade, muitas árvores são arrancadas, mas o carvalho permanece firme! Assim somos nós.

Devemos tirar proveito das situações contrárias à nossa vida e ficar mais fortes! Um pouco marcados. Muitas vezes com aparência abatida, mas fortes!!! Com raízes bem firmes e profundas na terra! Podemos, com isso, compreender o que o nosso PAI maravilhoso quis nos ensinar, quando disse que podemos todas as coisas naquele que nos fortalece. E também a confiança do rei Davi quando cantou: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra e da morte eu não temerei mal algum, porque TÚ estás comigo...” Salmo 23

Por isso quando olhar pela janela o lindo alvorecer, lembre-se de que não há temor com os infortúnios da dia, porque DEUS está contigo! Ele o protegerá!
Se você está passando por lutas muito grandes por estes dias, pense que (como o carvalho)... é só mais uma tempestade que o tornará mais forte, segundo aquele que nos arregimentou!
(AUTOR DESCONHECIDO)



Muitas vezes me sinto assim, como a um carvalho. Quanto mais provações passo mais forte fico, mais finco minhas raízes em minha fé. E vou me aprofundando a cada dia e com certeza sinto que minhas energias aumentam e não diminuem. Chorar por estar magoada e triste, por ser injustiçada, por ser maltratada pela vida?... sim é claro que choro. Mas minhas lágrimas são transformadas em doce oração. E quanto mais espero mais me fortaleço assim diz Davi no salmo 90


"porque o Senhor é teu refúgio. Escolheste, por asilo, o Altíssimo.
Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda,
porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.
Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão.
Pois que se uniu a mim, eu o livrarei; e o protegerei, pois conhece o meu nome.
Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei com ele. Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
Será favorecido de longos dias, e mostrar-lhe-ei a minha salvação.


Amém!

Beijos meus, 
cheios de luz, paz, amor, fé e esperança!
Rosane!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

"Avante! do poeta argentino Almafuerte- PEDRO BONIFÁCIO PALACIOS (1854-1917)"





 Avante!

Almafuerte “PEDRO BONIFÁCIO PALACIOS”
 poeta argentino (1854-1917)


Dez vezes te derrubam: te levantas
Outras dez outras cem, outras quinhentas...
Não te hão de ser as quedas tão violentas
Nem tampouco, por lei, hão de ser tantas!

Olha a fome voraz com a qual as plantas
O humo do chão sorvendo  vão sedentas;
Deglutindo rancores e tormentas
Fazem-se santos e se fazem santas!

Obsessão quase asnal para ser forte,
Nada mais necessita a criatura.
Em qualquer infeliz se me afigura

Que se nasce afinal a leda sorte...
Os incuráveis todos acham cura
Cinco segundos antes de sua morte!






 O mesmo poeta argentino Almafuerte (1854-1917) disse a seguinte frase:

 "Para os fracos, a dificuldade é uma porta fechada.
Para os fortes, no entanto, é uma porta esperando para ser aberta"

As portas se abrem para os que não têm medo de enfrentar a vida. Para os que caem, mas se levantam com o brilho da vitória nos olhos. O seu destino é vencer! O seu destino é ser feliz! Deixe a paz dominar seus sonhos, e mesmo nas adversidades, encontre motivos para "sorrir". Seja você o brilho do seu dia!!!

”Tudo é determinado pela nossa atitude, pela nossa decisão.
O que mais importa é o nosso sentimento"
Daisaku Ikeda

fonte aqui


 Beijos meus,
cheios de luz, paz, amor, fé e esperança!
Rosane!





quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Antecipadamente - FELIZ DIA DAS MÃES -"



“Ainda que o fato de ser mãe seja apenas um fato físico, esse fato físico significa, na sociedade, humana, que a mulher não poderá vir a ser nada de melhor que uma boa mãe, e nada de pior que uma mãe má.”
imagem aqui


O mistério da maternidade
Pregador americano(1861-1918)

Ó, Deus, oferecemos-te nossos louvores e orações de graças pelo doce mistério da maternidade da vida. Bendizemos-te por nossas mães queridas que com as substâncias de suas vidas formaram as nossas; que com os seus sofrimentos nos deram a luz e mais nos amaram pelas dores que lhes causamos; que nos nutriram com seus seios e que nos fizeram adormecer nos cálidos aconchegos de seus braços. Damos-te graças por seu amor infatigável, por suas orações silenciosas, pela dolorosa ansiedade com que olharam nossas faltas, trazendo-nos o bem com esse poder sacrifício e redenção, que é o amor de mãe.
Suplicamos-te nos perdoes se, acaso, em nossas despreocupações egoístas aceitamos seu amor como algo que nos era devido sem entanto lhes dar e troca a ternura que elas nos imploravam como única recompensa. E diante de ti também pensamos em todas as mulheres valorosas que suportaram nesse instante as penas e fadigas da maternidade. Concede-lhes força física e moral para que possam encarar seus novos deveres. Daí-lhes visão moral para que não se considerem exclusivamente mães de seus filhos, mas também cidadãos, as únicas capazes de preparar um futuro melhor para os seus países, dando a estes vidas novas e sempre mais puras. Faze sentir as donzelas de nossas pátrias de seu e de seu espírito, conservando-os fortes e puros a fim de o caráter solene de sua futura vocação, a fim de que cuidem poderem desempenhar a santa missão para a qual com certeza serão convocadas... E, finalmente, que esse sentimento maternal, que no passado protegeu a ascensão obscura da raça, possa agora, consciente de si mesmo e penetrado do espírito de Cristo, consagrar suas magníficas energias para elevar-nos acima da força bruta e para fundar a grande família humana sobre o bendito poder do AMOR!


Feliz dia das mães a você que é mãe, que será mãe e depois de o ser sempre será MÃE.
Que Deus lhe de graças, bênçãos, força e sabedoria para poder conduzir com pulso forte a família humana!
Beijos meus,
Com luz, paz, amor, fé e esperança!
Rosane!

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