quarta-feira, 7 de julho de 2010

" - MINHAS VOVÓS - "

fonte aqui

Está é uma imagem que sempre ficou em minha mente. Que hoje em dia está muito difícil de se encontrar. As vovós de hoje já não são mais assim. Seus rostos deformados por tantas cirurgias e já não mais querem ser avós. É claro que não sou contra que nós envelheçamos com vaidade, não mesmo. Temos que ser vaidosas sim mas destruir nossos semblantes e chegar ao ponto de nem se quer parecer como somos, nem pensar. Quero envelhecer sim mas a mesma carinha que Deus me fez. Ficar parecendo PATRICINHA DA TERCEIRA IDADE,  Deus me livre e me guarde!!!
Mas ao ver essa imagem  faz voltar ao passado distante, de quando eu era criança e ficava ao redor de minhas avós. Elas me faziam dormir ao embalo de longas canções e histórias.
 Graças a Deus eu pude conviver com minhas avós (materna e paterna). A vovó Regina minha vovó materna, minha segunda mãe, sim eu tive duas a que me gerou e a que me educou. Mamãe trabalhou por 36 anos em uma Cia. Ferrea aqui do meu estado, hoje infelizmente extinta. No tempo em que eu nasci não havia os recursos de hoje e as mamães que tinham que trabalhar deixavam seus filhos aos cuidados das vovós.
Fui criada e muito bem criada por vovó Regina, uma forte italiana, brava que só mas doce como mel.
Vovó Regina foi quem me deu primeiro livro, " O DIÁRIO DE ANNE FRANK ", que li e reli guardei por anos, mas mamãe quando meu pai faleceu se descartou de tudo, inclusivo meus velhos livros, quando vi já tinham partido. O que me deixa feliz é que alguma mãozinha está com eles nesse exato momento. Vovó também foi quem  fez meu primeiro vestido de baile, lindo de morrer e feito com todo carrinho, pois vovó costurava como ninguém.
Vovó Regina me ensinou os conceitos de moral e ética, sem ao menos saber ler ou escrever. Aprendi com ela a ser mulher, a ser mãe e com certeza devo a ela ser hoje avó.
Com as duas vovós minhas, fui lançada nas mãos de Deus. Vovó Regina e vovó Josefina, carinhosamente chamada por nós de  Vovó Sefina ( vovó sefina mãe de papai era um pouco diferente de vovó Regina, mas muito carinhosa sua imagem me esperando descer da Maquina do trem que me levava todas as férias escolares para sua casa, um sítio bem perto de minha cidade Campinas, não me sai da mente) , que eram extremamente religiosas e tementes a Deus. Com elas aprendi a fazer minhas primeiras orações e amar e respeitar também todas as religiões. Sempre diziam: " CRER EM DEUS E BASTA". Devotas de  NS APARECIDA, JAMAIS DEIXAVAM DE IR PELO MENOS UMA VEZ AO ANO NO SANTUÁRIO.
E é com os exemplos deixados por elas que eu quero envelhecer e me tornar uma boa avó para meus netos.
Quero ter o prazer de no futuro deles poder contar minhas histórias também, assim como elas. Meu maior desejo é deixar um legado tão precioso assim como elas me deixaram.
Me entristeço muito com histórias de famílias que não prezervam suas raízes. é muito triste não poder ter essas lembranças tão importantes na vida de uma criança.
Mas rogo a Deus que essas mesmas crianças que foram seifadas dessas memórias tenham como exemplo e não façam no futuro a mesma atrocidade.
De vocês jovens de hoje depende a continuidade da vida!
 Pense nisso...

 Olavo Bilac escreveu...

A avó

A avó, que tem oitenta anos,
Está tão fraca e velhinha! . . .
Teve tantos desenganos!
Ficou branquinha, branquinha,
Com os desgostos humanos.

Hoje, na sua cadeira,
Repousa, pálida e fria,
Depois de tanta canseira:
E cochila todo o dia,
E cochila a noite inteira.

Às vezes, porém, o bando
Dos netos invade a sala . . .
Entram rindo e papagueando:
Este briga, aquele fala,
Aquele dança, pulando . . .
A velha acorda sorrindo,
E a alegria a transfigura;
Seu rosto fica mais lindo,
Vendo tanta travessura,
E tanto barulho ouvindo.

Chama os netos adorados,
Beija-os, e, tremulamente,
Passa os dedos engelhados,
Lentamente, lentamente,
Por seus cabelos, doirados.

Fica mais moça, e palpita,
E recupera a memória,
Quando um dos netinhos grita:
"Ó vovó! conte uma história!
Conte uma história bonita!"

Então, com frases pausadas,
Conta historias de quimeras,
Em que há palácios de fadas,
E feiticeiras, e feras,
E princesas encantadas . . .

E os netinhos estremecem,
Os contos acompanhando,
E as travessuras esquecem,
— Até que, a fronte inclinando
Sobre o seu colo, adormecem . . .




Bom dia para você com carinho!
 Beijos e beijos!

2 comentários:

  1. Rô,

    Concordo com você (e não é porque você é minha amiga, mas sim por ser essa minha convicção). Muitas pessoas querem manter-se jovem, ter a mesma cara, mas possuem sentimentos efêmeros.

    Elas se descaracterizam fisicamente e, por extensão, corrompem os próprios pensamentos de amizade e família.

    As vovós daquele tempo eram diferentes. Lembro-me muito bem da minha avó. Apesar de nunca ter feito plástica (nem o cabelo pintava) era uma pessoa forte e jovem de espírito.

    Beijão, Rô, e ótima tarde de quarta.

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  2. Voinha amada, eu só digo-lhe uma coisa, a senhora é essa avó maravilhosa que eu tive a oportunidade de encontrar, mas que infelizmente ainda não pude abraçar... Mas iremos nos encontrar ainda esse ano, tenho certeza!! A senhora é essa avó que me adotou, que me ama e que eu sinto tudo daqui...
    A senhora é a melhor voinha do mundo que alguém pode ter!!
    Eu te amo demais minha amada e eterna VOINHA!!!!
    Te amo

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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