quinta-feira, 6 de agosto de 2009

- Mudando, mudando... -


Jeito de ser
Martha Medeiros



Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja
cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que
abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a
hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando
não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam
longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz
ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem
prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece,
é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete
e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte
antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo,
a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação,
mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe
de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que
acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que
não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

Desligue o som da vovó e ouça






You Learn
Você aprende


Você vive, você aprende,

Você ama, você aprende
Você chora, você aprende,
você perde, você aprende
Você sangra, você aprende,
você grita, você aprende
Você se aflige, você aprende,
você se sufoca, você aprende
Você ri, você aprende,
você escolhe, você aprende
Você reza, você aprende,
você pergunta, você aprende
Você vive, você aprende

Alanis Morissette

tradução completa aqui



Boa tarde a você!

Pense e mude!
Rosane!



4 comentários:

  1. É díficil encontrarmos pessoas assim tão elegantes. Mas sempre existe exceções e você faz parte dela. Bjks e tudo de bom!!!

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  2. Rô, a primeira impressão é a que sempre fica e está sempre associada com a boa educação. Beijus

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  3. Rô querida, você escolheu duas mulheres que eu admiro muito, Martha e Alanis!Adorei o post, muito mesmo!

    Não existe elegância se existe falta de educação, né?

    Fica tranquila, eu já tô melhor, é só uma gripe!
    Se der, amanhã vou trabalhar, te ligo e a gente conversa um pouquinho, tá?

    Beijão, mãezinha!

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  4. Como sempre, adorei o post, Rô!! O texto sobre elegância é perfeito, é uma coisa básica, que muitos se esquecem. E a música da Alanis eu adoro!!! Linda!!!

    Mil beijos, que Deus te abençoe!!!

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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