quarta-feira, 28 de março de 2012

FIB = FELICIDADE INTERNA BRUTA


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Os butaneses estão usando sua sabedoria para ensinar ao mundo uma nova maneira de viver com prosperidade e harmonia com o planeta, sem perder as raízes e as conexões com os outros. “Infelizmente os desastres naturais e a violência se transformaram em notícias do cotidiano. Porque não mudar o foco?”, questiona Carolina.
Seja mais feliz
(Felicidade Interna Bruta)
1. Não se leve tão a sério
2. Passe um dia inteiro sem usar nada de plástico
3. Mude o seu penteado de vez em quando
4. Estimule a sensibilidade dos seus pés
5. Não deixe aparelhos eletrônicos no modo “stand by”
6. Vote com consciência.
7. Leve no carro um agasalho que você não usa para doar num dia frio.
8. Divida o salário em quatro partes: gastar, investi r, poupar e doar.
9. Invista no seu sono.
10. Use o horário de almoço para algo diferente.
11. Reduza, reaproveite, recicle.
12. Sente em algum lugar e observe as pessoas.
13. Faça as pazes com o espelho.
14. Diga o que tem vontade.
15. Valorize suas tradições culturais.
16. Plante uma árvore.
17. Invista em alguma coisa que você só vai aproveitar no futuro
18. Aprenda alongamentos para fazer quando estiver parado
19. Por um dia decida algumas coisas no cara ou coroa
20. Bata o seu recorde de distribuição bom dia, obrigado, por favor

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Felicidade Interna Bruta
por Leonardo Boff


Butão é um pequeníssimo reinado hereditário nas encostas do Himalaia, 
estremido entre a China, a India e o Tibet. Não tem mais que dois milhões de 
habitantes, cuja maior cidade é a capital Timfú com cerca de cinquenta mil 
moradores. Dentro de poucos anos está ameaçado de quase desparecer caso 
os lagos do Himalaia que se estão enchendo pelo degelo transvasarem 
avassaladoramente. Governado por um rei e por um monge que possui quase 
a autoridade real, é considerado um dos menores e menos desenvolvidos 
paises do mundo. Contudo, é uma sociedade extremamente integrada, 
patriarcal e matriarcal simultaneamente, sendo que o membro mais influente se 
transforma em chefe de família. 
Butão possui algo único no mundo e que todos os paises deveriam imitar: o 
"indice de felicidade interna bruta". Para o rei e o monge governante o que 
conta em primeiro lugar não é o Produto Interno Bruto medido por todas as 
riquezas materiais e serviços que um pais ostenta, mas a Felicidade Interna 
Bruta, resultado das políticas públicas, da boa governança, da equitativa 
distribuição da renda que resulta dos excedentes da agricultura de 
subsistência, da criação de animais, da extração vegetal e da venda de energia 
à India, da ausência de corrupção, da garantia geral de uma educação e saúde 
de qualidade, com estradas transitáveis nos vales férteis e nas altas 
montanhas, mas especialmente fruto das relações sociais de cooperação e de 
paz entre todos. Isso não chegou a evitar conflitos com o Nepal, mas não tem 
desviado o propósito humanístico do reinado. A economia que no mundo 
globalizado é o bezerro de ouro, comparece como um dos items no conjunto 
dos fatores a serem considerados. 
Por detrás deste projeto político funciona uma imagem multimensional do ser 
humano. Supõe o ser humano como um nó de relações orientado em todas as 
direções, que possui sim fome de pão como todos os seres vivos mas 
principalmente é movido pela fome de comunicação, de convivência e de paz 
que não podem ser compradas no mercado ou na bolsa. Função de um 
governo é atender à vida da população na multiplicidade de suas dimensões. O 
seu fruto é a paz. Na iniqualável compreensão que a Carta da Terra elaborou 
da paz, esta "é a plenitude que resulta das relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, com outras culturas, com outras vidas, com a Terra e com 
o Todo maior do qual somos parte"(IV,f). 
A felicidade e a paz não são construidas pelas riquezas materiais e pelas 
parafernálias que nossa civilização materialista e pobre nos apresenta. No ser 
humano ela vê apenas o produtor e o consumidor. O resto não lhe interessa. 
Por isso temos tantos ricos desesperados, jovens de famílias abastadas se 
suicidando por não verem mais sentido na superabundância. A lei do sistema 
dominante é: quem não tem, quer ter, que tem, quer ter mais, quem tem mais 
diz: nunca é suficiente. Esquecemos que o que nos traz felicidade é o 
relacinamento humano, a amizade, o amor, a generosidade, a compaixão e o 
respeito, realidades que valem mas não têm preço. O dramático está em que 
esta civilização humanamente pobre está acabando com o Planeta no afã de 
ganhar mais quando o esforço seria o de viver em harmonia com a natureza e 
com os demais seres humanos. 
Butão nos dá um belo exemplo desta possibilidade. Sábia foi a observação de 
um pobre de nossas comunidades que comentou: "Aquele homem é tão pobre 
mas tão pobre que tem apenas dinheiro". E era notoriamente infeliz. 
Sábado, 15 de Septiembre de 2007



Beijos meus, cheios de ...

luz, paz, amor fé e esperança!

 

2 comentários:

  1. Rosangela
    Belos textos!
    Ontem fui assistir a uma contadora de histórias para adulto.
    adorei!
    com amizade Monica

    ResponderExcluir
  2. Rô, parece uma grande utopia, não? O país tão pequeno e com grande lição de vida para mostrar. Gostei bastante e Boff sabe como escrever encantando. Lindo dia! Beijos!

    ResponderExcluir

"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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