Photobucket

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A árvore de Natal na casa de Cristo "Conto de Natal"


Bartolomé Esteban Perez Murillo (Sevilha, 31 de dezembro de 1618 — Cádiz, 3 de abril de 1682) foi um pintor barroco espanhol. Dedicou-se grande parte de sua vida pintando para claustro do Convento de São Francisco, Paróquia de Santa Cruz, igreja do Convento de Santa Catalina de Cádiz.

A árvore de Natal na casa de Cristo

DOSTOIÉVSKI

Havia num porão uma criança, um garotinho de seis anos de idade, ou menos ainda. Esse garotinho despertou certa manhã no porão úmido e frio. Tiritava, envolto nos seus pobres andrajos. Seu hálito formava, ao se exalar, uma espécie de vapor branco, e ele, sentado num canto em cima de um baú, por desfastio, ocupava-se em soprar esse vapor da boca, pelo prazer de vê-lo se esvolar. Mas bem que gostaria de comer alguma coisa. Diversas vezes, durante a manhã, tinha se aproximado do catre, onde num colchão de palha, chato como um pastelão, com um saco sob a cabeça à guisa de almofada, jazia a mãe enferma. Como se encontrava ela nesse lugar? Provavelmente tinha vindo de outra cidade e subitamente caíra doente. A patroa que alugava o porão tinha sido presa na antevéspera pela polícia; os locatários tinham se dispersado para se aproveitarem também da festa, e o único tapeceiro que tinha ficado cozinhava a bebedeira há dois dias: esse nem mesmo tinha esperado pela festa. No outro canto do quarto gemia uma velha octogenária, reumática, que outrora tinha sido babá e que morria agora sozinha, soltando suspiros, queixas e imprecações contra o garoto, de maneira que ele tinha medo de se aproximar da velha. No corredor ele tinha encontrado alguma coisa para beber, mas nem a menor migalha para comer, e mais de dez vezes tinha ido para junto da mãe para despertá-la. Por fim, a obscuridade lhe causou uma espécie de angústia: há muito tempo tinha caído a noite e ninguém acendia o fogo. Tendo apalpado o rosto de sua mãe, admirou-se muito: ela não se mexia mais e estava tão fria como as paredes. "Faz muito frio aqui", refletia ele, com a mão pousada inconscientemente no ombro da morta; depois, ao cabo de um instante, soprou os dedos para esquentá-los, pegou o seu gorrinho abandonado no leito e, sem fazer ruído, saiu do cômodo, tateando. Por sua vontade, teria saído mais cedo, se não tivesse medo de encontrar, no alto da escada, um canzarrão que latira o dia todo, nas soleiras das casas vizinhas. Mas o cão não se encontrava alí, e o menino já ganhava a rua.
Senhor! que grande cidade! Nunca tinha visto nada parecido, De lá, de onde vinha, era tão negra a noite! Uma única lanterna para iluminar toda a rua. As casinhas de madeira são baixas e fechadas por trás dos postigos; desde o cair da noite, não se encontra mais ninguém fora, toda gente permanece bem enfunada em casa, e só os cães,às centenas e aos milhares,uivam, latem, durante a noite. Mas, em compensação, lá era tão quente; davam-lhe de comer... ao passo que ali... Meu Deus! se ele ao menos tivesse alguma coisa para comer! E que desordem, que grande algazarra ali, que claridade, quanta gente, cavalos, carruagens... e o frio, ah! este frio! O nevoeiro gela em filamentos nas ventas dos cavalos que galopam; através da neve friável o ferro dos cascos tine contra a calçada;toda gente se apressa e se acotovela, e, meu Deus! como gostaria de comer qualquer coisa, e como de repente seus dedinhos lhe doem! Um agente de policia passa ao lado da criança e se volta, para fingir que não vê.
Eis uma rua ainda: como é larga! Esmaga-lo-ão ali, seguramente; como todo mundo grita, vai, vem e corre, e como está claro, como é claro! Que é aquilo ali? Ah! uma grande vidraça, e atrás dessa vidraça um quarto, com uma árvore que sobe até o teto; é um pinheiro, uma árvore de Natal onde há muitas luzes, muitos objetos pequenos, frutas douradas, e em torno bonecas e cavalinhos. No quarto há crianças que correm; estão bem vestidas e muito limpas, riem e brincam, comem e bebem alguma coisa. Eis ali uma menina que se pôs a dançar com um rapazinho. Que bonita menina! Ouve-se música através da vidraça. A criança olha, surpresa; logo sorri, enquanto os dedos dos seus pobres pezinhos doem e os das mãos se tornaram tão roxos, que não podem se dobrar nem mesmo se mover. De repente o menino se lembrou de que seus dedos doem muito; põe-se a chorar, corre para mais longe, e eis que, através de uma vidraça, avista ainda um quarto, e neste outra árvore, mas sobre as mesas há bolos de todas as qualidades, bolos de amêndoa, vermelhos, amarelos, e eis sentadas quatro formosas damas que distribuem bolos a todos os que se apresentem. A cada instante, a porta se abre para um senhor que entra. Na ponta dos pés, o menino se aproximou, abriu a porta e bruscamente entrou. Hu! com que gritos e gestos o repeliram! Uma senhora se aproximou logo, meteu-lhe furtivamente uma moeda na mão, abrindo-lhe ela mesma a porta da rua. Como ele teve medo! Mas a moeda rolou pelos degraus com um tilintar sonoro: ele não tinha podido fechar os dedinhos para segurá-la. O menino apertou o passo para ir mais longe - nem ele mesmo sabe aonde. Tem vontade de chorar; mas dessa vez tem medo e corre. Corre soprando os dedos. Uma angústia o domina, por se sentir tão só e abandonado, quando, de repente: Senhor! Que poderá ser ainda? Uma multidão que se detém, que olha com curiosidade. Em uma janela, através da vidraça, há três grandes bonecos vestidos com roupas vermelhas e verdes e que parecem vivos! Um velho sentado parece tocar violino, dois outros estão em pé junto de e tocam violinos menores, e todos maneiam em cadência as delicadas cabeças, olham uns para os outros, enquanto seus lábios se mexem; falam, devem falar - de verdade - e, se não se ouve nada, é por causa da vidraça. O menino julgou, a princípio, que eram pessoas vivas, e, quando finalmente compreendeu que eram bonecos, pôs-se de súbito a rir. Nunca tinha visto bonecos assim, nem mesmo suspeitava que existissem! Certamente, desejaria chorar, mas era tão cômico, tão engraçado ver esses bonecos! De repente pareceu-lhe que alguém o puxava por trás. Um moleque grande, malvado, que estava ao lado dele, deu-lhe de repente um tapa na cabeça, derrubou o seu gorrinho e passou-lhe uma rasteira. O menino rolou pelo chão, algumas pessoas se puseram a gritar: aterrorizado, ele se levantou para fugir depressa e correu com quantas pernas tinha, sem saber para onde. Atravessou o portão de uma cocheira, penetrou num pátio e sentou-se atrás de um monte de lenha. "Aqui, pelo menos", refletiu ele, "não me acharão: está muito escuro."
Sentou-se e encolheu-se, sem poder retomar fôlego, de tanto medo, e bruscamente, pois foi muito rápido, sentiu um grande bem-estar, as mãos e os pés tinham deixado de doer, e sentia calor, muito calor, como ao pé de uma estufa. Subitamente se mexeu: um pouco mais e ia dormir! Como seria bom dormir nesse lugar! "mais um instante e irei ver outra vez os bonecos", pensou o menino, que sorriu à sua lembrança: "Podia jurar que eram vivos!"... E de repente pareceu-lhe que sua mãe lhe cantava uma canção. "Mamãe, vou dormir; ah! como é bom dormir aqui!"
- Venha comigo, vamos ver a árvore de Natal, meu menino - murmurou repentinamente uma voz cheia de doçura.
Ele ainda pensava que era a mãe, mas não, não era ela. Quem então acabava de chamá-lo? Não vê quem, mas alguém está inclinado sobre ele e o abraça no escuro, estende-lhe os braços e... logo... Que claridade! A maravilhosa árvore de Natal! E agora não é um pinheiro, nunca tinha visto árvores semelhantes! Onde se encontra então nesse momento? Tudo brilha, tudo resplandece, e em torno, por toda parte, bonecos - mas não, são meninos e meninas, só que muito luminosos! Todos o cercam, como nas brincadeiras de roda, abraçam-no em seu vôo, tomam-no, levam-no com eles, e ele mesmo voa e vê: distingue sua mãe e lhe sorrir com ar feliz.
- Mamãe! mamãe! Como é bom aqui, mamãe! - exclama a criança. De novo abraça seus companheiros, e gostaria de lhes contar bem depressa a história dos bonecos da vidraça... - Quem são vocês então, meninos? E vocês, meninas, quem são? - pergunta ele, sorrindo-lhes e mandando-lhes beijos.
- Isto... é a árvore de Natal de Cristo - respondem-lhe. - Todos os anos, neste dia, há, na casa de Cristo, uma árvore de Natal, para os meninos que não tiveram sua árvore na terra...
E soube assim que todos aqueles meninos e meninas tinham sido outrora crianças como ele, mas alguns tinham morrido, gelados nos cestos, onde tinham sido abandonados nos degraus das escadas dos palácios de Petersburgo; outros tinham morrido junto às amas, em algum dispensário finlandês; uns sobre o seio exaurido de suas mães, no tempo em que grassava, cruel, a fome de Samara; outros, ainda, sufocados pelo ar mefítico de um vagão de terceira classe. Mas todos estão ali nesse momento, todos são agora como anjos, todos juntos a Cristo, e Ele, no meio das crianças, estende as mãos para abençoá-las e às pobres mães... E as mães dessas crianças estão ali, todas, num lugar separado, e choram; cada uma reconhece seu filhinho ou filhinha que acorrem voando para elas, abraçam-nas, e com suas mãozinhas enxugam-lhes as lágrimas, recomendando-lhes que não chorem mais, que eles estão muito bem ali...
E nesse lugar, pela manhã, os porteiros descobriram o cadaverzinho de uma criança gelada junto de um monte de lenha. Procurou-se a mãe... Estava morta um pouco adiante; os dois se encontraram no céu, junto ao bom Deus.

fonte aqui



Beijos meus cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!



domingo, 27 de novembro de 2011

"Pensatas"

" Se temos de esperar , que seja para colher a semente boa que    lançamos hoje no solo da vida .  Se for para semear , então que seja para produzir milhões de sorrisos   de solidariedade e amizade ."   ( Cora Coralina ) ✿ http://meme.yahoo.com/soumarilu/originals/" Se temos de esperar , que seja para colher a semente boa que
   lançamos hoje no solo da vida .
  Se for para semear , então que seja para produzir milhões de sorrisos
   de solidariedade e amizade ."

  ( Cora Coralina )
fonte aqui


Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.  Rubem Alves

Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.

 Rubem Alves

Beijos e beijos, cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"O presépio é você"

Vintage nativity scene with glitter. (Vintage nativity scene with glitter.)
imagem aqui
O Presépio é você

Seja uma gruta aberta, acolhedora, Deus quer nascer em você e através de você. Você se torna um presépio quando acolhe as preocupações do outro, quando faz silêncio para ouvir o que o outro tem a lhe dizer. Você é um presépio quando recebe com carinho, com um abraço a cada um de sua família. Todos devemos ser como uma gruta aberta neste Natal. Um dia, uma gruta recebeu um homem e uma mulher. A mulher estava  para dar à luz um filho. A gruta estava aberta, por isso tornou-se a casa de Maria e José. Tornou-se a casa de Deus. Seja uma gruta aberta; Deus quernascer em você!

Será que só podemos encontrar Cristo no Presépio? Em nossos dias, é possível encontrar Cristo, especialmente fora do Presépio! Tudo é maravilhoso e belo no período de Natal. Vitrines enfeitadas, luzes nas ruas e nas casas, árvores e estrelas com pisca-pisca, presépios com imagens, entre elas, a do Menino Jesus... Tudo muito bonito para os olhos, mas pouco ou nada diz ao coração.

Falta o Jesus real, Ele tem coração, tem olhos, tem boca. Jesus fala, tem sentimentos, ama, chora, passa fome... É! Fora do presépio que podemos encontrar o Cristo das dúvidas e das incertezas da vida. O Cristo do Natal verdadeiro pode estar fora do presépio. Um Cristo que fala, que escuta, que ri e chora, que ama e é amado, que sofre e que tem alegria. Um Cristo que abraça e se deixa abraçar. Um Cristo de olhos azuis, pretos, castanhos ou verdes... Fora do presépio podemos encontrar um Cristo alto, baixo, pobre, rico, bonito ou feio, cheiroso ou. Fora do presépio é  possível encontrar um Cristo que suplica: "fica um pouco comigo", estou muito só na vida, eu preciso de um amigo, você pode dar-me apoio, um pouco de atenção, compreensão e amizade?

Ainda podemos encontrar no presépio da família, uma Maria chorando, um José violento, incompreensivo, e um Jesus desamparado. Neste Natal, faça de sua família um presépio vivo onde as pessoas se compreendam, se amam e possam viver em paz... Porque o Natal só se realiza nos corações...

Tudo o que é externo, as luzes e enfeites, comércio, Papai Noel, os presentes e os banquetes podem enganar muito a gente.

Só vale o Natal do coração. E o Natal do coração nada mais é do que a conquista da vida e da paz, a descoberta do amor e da finalidade da vida. Natal do coração é descobrir e saber que cada coração humano é uma gruta para o Deus Menino... "Eu vos anuncio uma Grande Alegria, hoje, na Cidade de Belém, nasceu para vós um Salvador, que é Cristo, o Senhor"...!
Vanda Bisato

Beijos meus, cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!





quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"De repente, 60???"




Regina de Castro Pompeu, terceira colocada no Prêmio Longevidade Bradesco de Jornalismo, Histórias de Vida, com o texto De repente, 60?


De forma despretensiosa, inscrevi um texto no concurso Premios Longevidade Bradesco Histórias de Vida.
Estou chegando de São Paulo, onde fui participar da premiação.
Mandaram um motorista me buscar e me trazer e fiquei num super-hotel nos Jardins, acompanhada de meu príncipe consorte rsrsrssr.
Entre quase 200 concorrentes, conquistei o 3o lugar, com direito a troféu e diploma.
Mas, sinto como se tivesse recebido o Oscar, pois os primeiros colocados foram jovens que trabalharam por alguns anos para escrever histórias que mereciam ser contadas.
Meu texto foi o único produzido pela própria protagonista.
O tema central era o realcionamento inter-geracional.
Quase caí da cadeira quando Nicete Bruno, jurada especial me perguntou: "Você é a Regina? Queria muito conhecê-la. Adorei seu texto!!"
Tive, ainda, o privilégio de ser fotografada ao lado da convidada especial, Shirley MacLaine.
É muita emoção, que gostaria de compartilhar com vocês.
Abaixo, o texto premiado.

Beijos

Regina


DE REPENTE 60 (ou 2x30)

Ao completar sessenta anos, lembrei do filme "De repente 30", em que a adolescente, em seu aniversário, ansiosa por chegar logo à idade adulta, formula um desejo e se vê repentinamente com trinta anos, sem saber o que aconteceu nesse intervalo.
Meu sentimento é semelhante ao dela: perplexidade.
Pergunto a mim mesma: onde foram parar todos esses anos?
Ainda sou aquela menina assustada que entrou pela primeira vez na escola, aquela filha desesperada pela perda precoce da mãe; ainda sou aquela professorinha ingênua que enfrentou sua primeira turma, aquela virgem sonhadora que entrou na igreja, vestida de branco, para um casamento que durou tão pouco!Ainda sou aquela mãe aflita com a primeira febre do filho que hoje tem mais de trinta anos.
Acho que é por isso que engordei, para caber tanta gente, é preciso espaço!
Passei batido pela tal crise dos trinta, pois estava ocupada demais lutando pela sobrevivência.
Os quarenta foram festejados com um baile, enquanto eu ansiava pela aposentadoria na carreira do magistério, que aconteceu quatro anos depois.
Os cinquenta me encontraram construindo uma nova vida, numa nova cidade, num novo posto de trabalho.
Agora, aos sessenta, me pergunto onde está a velhinha que eu esperava ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho todas as manhãs.
Tive o privilégio de viver uma época de profundas e rápidas transformações em todas as áreas: de Elvis Presley e Sinatra a Michael Jackson, de Beatles e Rolling Stones a Madonna, de Chico e Caetano a Cazuza e Ana Carolina; dos anos de chumbo da ditadura militar às passeatas pelas diretas e empeachment do presidente a um novo país misto de decepções e esperanças; da invenção da pílula e liberação sexual ao bebê de proveta e o pesadelo da AIDS. Testemunhei a conquista dos cinco títulos mundiais do futebol brasileiro (e alguns vexames históricos).
Nasci no ano em que a televisão chegou ao Brasil, mas minha família só conseguiu comprar um aparelho usado dez anos depois e, por meio de suas transmissões,vi a chegada do homem à lua, a queda do muro de Berlim e algumas guerras modernas.
Passei por três reformas ortográficas e tive de aprender a nova linguagem do computador e da internet. Aprendi tanto que foi por meio desta que conheci, aos cinquenta e dois anos, meu companheiro, com quem tenho, desde então, compartilhado as aventuras do viver.
Não me sinto diferente do que era há alguns anos, continuo tendo sonhos, projetos, faço minhas caminhadas matinais com meu cachorro Kaká, pratico ioga, me alimento e durmo bem (apesar das constantes visitas noturnas ao banheiro), gosto de cinema, música, leio muito, viajo para os lugares que um dia sonhei conhecer.
Por dois anos não exerci qualquer atividade profissional, mas voltei a orientar trabalhos acadêmicos e a ministrar algumas disciplinas em turmas de pós-graduação, o que me fez rejuvenescer em contato com os alunos, que têm se beneficiado de minha experiência e com quem tenho aprendido muito mais que ensinado.
Só agora comecei a precisar de óculos para perto (para longe eu uso há muitos anos) e não tinjo os cabelos, pois os brancos são tão poucos que nem se percebe (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar grisalho após os setenta anos).
Há marcas do tempo, claro, e não somente rugas e os quilos a mais, mas também cicatrizes, testemunhas de algumas aprendizagens: a do apêndice me traz recordações do aniversário de nove anos passado no hospital; a da cesárea marca minha iniciação como mãe e a mais recente, do câncer de mama (felizmente curado), me lembra diariamente que a vida nos traz surpresas nem sempre agradáveis e que não tenho tempo a perder.
A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu, lembro de coisas que aconteceram há mais de cinquenta anos e esqueço as panelas no fogo.
Aliás, a memória (ou sua falta) merece um capítulo à parte: constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar o nome de alguém e começa a brincadeira de esconde-esconde. Tento fórmulas mnemônicas, recito o alfabeto mentalmente e nada! De repente, quando a conversa já mudou de rumo ou o interlocutor já se foi, eis que surge o nome ou palavra, como que zombando de mim...
Mas, do que é que eu estava falando mesmo?
Ah, sim, dos meus sessenta.
Claro que existem vantagens: pagar meia-entrada (idosos, crianças e estudantes têm essa prerrogativa, talvez porque não são considerados pessoas inteiras), atendimento prioritário em filas exclusivas, sentar sem culpa nos bancos reservados do metrô e a TPM passou a significar "Tranquilidade Pós-Menopausa".
Certamente o saldo é positivo, com muitas dúvidas e apenas uma certeza: tenho mais passado que futuro e vivo o presente intensamente, em minha nova condição de mulher muito sex...agenária!
  recebi por e-mail


Beijos meus, cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"Será que mudou alguma coisa???"






Meu caro amigo


Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus
Será que mudou alguma coisa???
Sei não!!!


Beijos meus. cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!





terça-feira, 22 de novembro de 2011

" A coisa na Gaveta"


 A coisa na gaveta


Era uma vez uma coisa que ficava numa gaveta bem arrumadinha.

Ela sabia que o nome dela era “coisa” porque quando alguém não sabe o nome
de alguma coisa, chama aquela coisa de coisa. E foi assim que ela havia sido
chamada por alguém. Seu nome era coisa porque ela servia para nomear alguma
coisa cujo nome havia sido esquecido. 

O único valor que aquela coisa sabia ter era este: Sabia que ela servia para
alguma coisa, mesmo porque, se ela estava lá naquela gaveta toda
arrumadinha, não era coisa de se jogar fora.

Um dia alguém procurou alguma coisa bem específica naquela gaveta e bagunçou
tudo ali sem achar nada. Foi aí que coisa que servia para alguma coisa se
deu conta que ela não era uma coisa bem específica. Mas, por outro lado,
sabendo-se inespecífica, viu-se com muitas mais possibilidades. Foi então
que se encontrou diante de uma outra coisinha bem pequena, que não servia
mais para nada. Aquela coisinha era tão insignificante, que ninguém achou
sequer importante, jogá-la fora. 

Talvez, porque a coisa estava sentindo-se insegura por ter perdido seu lugar
dentro de uma ordem bem conhecida, mas também, sentindo-se bem mais livre
por saber-se inespecífica, ela olhou para aquela coisinha insignificante e
lhe disse: “Coisinha, quero ser sua amiga”.

A tal coisinha não iria permitir que aquela coisa, que ainda servia para
alguma coisa, valesse mais do que ela mesma e, aproveitando a oportunidade
de sentir-se um pouquinho mais importante, respondeu, olhando a coisa de
cima para baixo: “Para mim você é uma coisa que não vale nada.”

No mesmo instante, a coisa que sentia que servia para alguma coisa sentiu-se
ainda mais confusa e perdeu o único valor que pensava ter, ao acreditar que
ela era uma coisa que não valia nada. E ficou lá, uma coisa entre coisas, a
mais perdida dentro daquela recém bagunçada gaveta.

Até que um dia alguém abriu a gaveta e a luz do sol, de repente, entrou
nela. E a coisa que não valia nada escutou alguém dizendo: “Achei! Nada
acontece por acaso!” 

A coisa então disse para si mesma. Estou aqui com esta infeliz sensação de
não valer “nada” e acontece um outro “nada” por um feliz acaso! 

Ela achou aquela coincidência tão significativa que começou a questionar
aquele evento no qual se sentiu incluída pelo tal do acaso. Aí então, também
aconteceu por acaso uma daquelas coisas inexplicáveis, que só acontecem
quando um “nada” profundamente sentido dentro de si mesmo se encontra com
outro “nada” percebido lá fora de si mesmo: A coisa, do nada, se fez uma
pergunta totalmente inesperada, até para ela mesma: “Quem sou eu afinal?”

No momento em que ela conjugou o verbo ser seguido de uma interrogação, a
coisa-em-si-mesma transcendeu o seu sentido de valor próprio, que agora, já
não fazia mais nenhum sentido! Valer ou não valer alguma coisa, não era
sequer uma questão digna de ser jamais cogitada. Agora, ao perguntar-se pela
primeira vez “quem” ela era, verificou que questionava, inclusive, o que
eram todas as coisas, pois elas já não eram mais significativamente
diferentes umas das outras! Dentro ou fora de todas as gavetas, independente
do fato delas estarem arrumadas ou bagunçadas, o significado de todas as
coisas era, surpreendentemente, o mesmo. Ela podia ainda não saber que coisa
ela era, mas, pelo menos, havia se deparado com um “quem” dentro dela mesma.
Agora ela já não se sentia tão perdida em sua confusão íntima. Por outro
lado, ela estava tremendamente perplexa!

Ela pensou: ser uma coisa entre coisas, com maior ou menor valor já não
importa, pois é o “quem” que atribui maior ou menor valor a uma coisa ou a
outra. Mesmo não sabendo “quem” eu sou, verifico que sou “quem” atribui
valor à coisa que eu mesma sou. Agora também posso inferir que eu e todas as
coisas somos “nada”, porque este “nada” aconteceu e continua a acontecer por
acaso e, por este mesmo acaso, eu sou “quem” estou filosofando desde este
caos perdido aqui e agora no espaço-temporal. Agora, tanto faz se a gaveta
está bagunçada ou arumadinha e que lugar, ordenado ou caótico, eu ocupo
dentro dela. Tanto faz se a coisinha quer ou não quer ser minha amiga. Tanto
faz se eu sirvo ou não sirvo para nomear alguma coisa cujo verdadeiro
significado permanece esquecido. Tanto faz que, ao final, o nome, a função e
o significado esquecidos da coisa que eu sou me sejam revelados. 

O que importa é “quem” acontece por acaso! 

Então, porque uma coisa sempre leva a outra coisa - e logo antes que a
escuridão a engolisse no instante que a gaveta viesse a ser fechada - ela,
assim do nada, se deparou com outra grande pergunta:

“Quem está acima de todas as coisas e as faz acontecer assim, a partir do
nada?” 

Moral de história: 

Não existe “nada” 

Que não sirva para alguma “coisa” 

Dentro da nossa gaveta, 

Aberta ou fechada,

Arrumadinha ou bagunçada.

Sergio Condé

www.fontedoser.com.br <http://www.fontedoser.com.br/








Beijos meus cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!







segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Magnificat de Jim McGuiggan

Lucas 1:46

O Magnificat

de Jim McGuiggan

Influenciado pela versão em Latim, é assim que a canção da virgem Maria é chamada quando ela engrandece a Deus em Lucas 1:45-55. É uma doce canção,de uma jovem santa e virgem, que agora estava carregando o Salvador que crescia dentro dela. E quem é que está louvando a Deus? Uma menina adolescente de descendência camponesa (mas ainda real). E esta canção é mais que doce e suave. Ela desafia o mundo e confia em Deus.
Esta é uma menina que conhece a aflição. A avó dela, sem dúvida, teria ouvido que em 63 AC o general romano, Crasso, havia crucificado 12.000 seguidores de Espartacus ao lado da estrada principal que leva a Roma. E ela certamente saberia que Pompeu na mesma época entrou na Palestina e demoliu a muralha ao norte de Jerusalém e violou o Santo dos Santos. Maria saberia o que Herodes o Grande, o ardoroso servidor de Roma, estava fazendo com revolucionários judeus e com todos os que não entregavam os bandidos às autoridades. E no mesmo ano em que ela teve sua criança, (provavelmente ano 4 AC), Maria saberia que Varrus crucificou 4.000 judeus perto de Magadã, na área da Galiléia, antes que ele se deslocasse ao sul, para queimar Séforis e Emaús completamente. Esta não era nenhuma criança de sedas e cetins e ela sabia como eram as cidades de guarnição militar e como as forças de ocupação oprimiam o povo.
E ela canta uma canção de desafio alegre e confiante.
Ela agradece a Deus a bondade dele para com ela, sabendo é claro que, ao fazer algo por ela, Ele tinha todos os sem voz e indefesos em mente. “Você pensa que Deus só se importa comigo?” ela parece dizer. “Que nada! Eu sou apenas uma ilustração de como Ele se sente em relação a todos nós. Você devia olhar para mim e entender, ‘Deus não esqueceu de nenhum de nós’.”
Nós poderíamos ser tentados a pensar que é ótimo que Ana (1 Samuel 1) e Maria exultem, mas quando é que vai chegar a nossa vez? Isso faz sentido! É difícil se alegrar nas bênção dos outros quando sua própria situação lhe faz subir pelas paredes. Mesmo assim, em nossos melhores momentos, a menos que estas pessoas exagerem na comemoração das suas boas notícias ou salvamento dramático, nós ficamos contentes por elas, não é? Nós controlamos a tentação de ter inveja, e desejamos a esses companheiros de luta tudo de bom. É assim que deveria ser e freqüentemente é isso que nós sentimos. E isto é uma das melhores coisas sobre nós.
Mas a boa notícia é -- e é isto o que Ana e Maria nos dizem – aqueles que Deus abençoou são testemunhas vivas de que Ele não esqueceu de nenhum de nós. A resposta à pergunta, “Quando será minha vez?” não é dada especificamente na canção. Mas há uma resposta definitiva à pergunta, “Será que minha vez chegará”? A resposta é sim! A resposta é sim porque o Deus de Ana e Maria e de nosso Senhor Jesus Cristo é fiel ao compromisso dele para com a família humana. A última e conclusiva prova disso é Jesus Cristo, a sua crucificação e ressurreição, e a lembrança adicional é a bênção das pessoas ao nosso redor.
Diga a Deus que você não quer ter inveja e que você se unirá a Maria cantando uma canção de desafio e confiança diante de um mundo de desdém e zombaria!
fonte aqui


Boa semana a todos(as)!
Beijos meus, cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!





sábado, 19 de novembro de 2011

Desiderata Siga tranquilamente entre...

Picture of tree and mountain


Max Ehrmann: Desiderata Siga tranquilamente entre a i.




Siga tranquilamente, entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio. Seja prudente, não ultrapasse os seus limites e nem desafie as suas vontades.Tanto quanto possível, sem humilhar-se, viva em harmonia com todos os que o cercam. Não subestime e nem julgue o semelhante, pois o prejudicado pode ser você mesmo. Pois quem sabe você precisará amanhã, daquele que você menospreza hoje.Fale a sua verdade mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, eles também tem sua própria história. Evite as pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem o nosso espírito. Elas são o espelho da própria ignorância, da própria impotência e pela incapacidade de ser alguém mais verdadeiro e mais original.Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você. Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui; e mesmo que você não possa perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino e você é parte dele. Viva intensamente o que já pode realizar, mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo. Dê valor aos seus sonhos, agradeça a sua realidade e também celebre os seus melhores momentos.Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença, a virtude existirá sempre. Muita gente luta por altos ideais, em toda parte a vida está cheia de heroísmo. Seja você mesmo, principalmente não simule afeição nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva. Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas também seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude, alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado; mas não se desespere com perigos imaginários, muitos temores nascem do cansaço e da solidão. E a despeito de uma disciplina rigorosa seja gentil consigo mesmo. Portanto esteja em paz com Deus, como quer que você o conceba e quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, da fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com sua própria alma.
Acima da falsidade, do desencanto e agruras, o mundo ainda é bonito.











Beijos meus, cheios de,
luz, paz, amor, fé e esperança!








quinta-feira, 17 de novembro de 2011

"Ave Maria das Mulheres" Silvana Duboc

imagem aqui

"Mãe, aqui agora e a sós,
quero lhe pedir por todas nós,
por aquelas que foram escolhidas para dar a vida,
mulheres de todas as espécies,
de todos os credos, raças e nacionalidades,
todas aquelas nas quais a vida está envolvida em sorrisos, lágrimas, tristezas e felicidades,
aquelas que sofrem por filhos que geraram e perderam,
as que trabalham do dia inteiro,em casa ou em qualquer outro emprego.

Quero pedir pelas mães,
quem penam por seus filhos doentes,
quero pedir pelas meninas carentes,
pelas que ainda estão dentro de um ventre,

pelas adolescentes inexperientes,
pelas velhinhas esquecidas em asilos,
sem abrigo, sem carinho e amigos.

Peço também pelas mulheres enfermas que em algum hospital aguardam sua hora fatal.
Quero pedir pelas mulheres ricas,
aquelas que apesar da fortuna,
vivem aflitas e na armagura.

Peço por algumas femininas mesquinhas pequenas e sozinhas,
por mulheres guerreiras pela vida inteira,
pela que não tem como dar a seus filhos
pão e educação,
peço pelas mulheres deficientes,
pelas inconsequentes,
rogo pelas condenadas,
por aquelas que vivem enclausuradas,
por todas que foram obrigadas a crescer antes do tempo,que foram jogadas na lavoura,ou em alguma cama devastada.

Rogo pelas que mendigando nas ruas,
sobrevivem apesar dessa tortura,
pelas revoltadas,pelas excluídas,
e pelas sexualmente reprimidas.
Peço pela mulher dominadora e pela traidora,
peço por aquela que sucumbiu sonhos dentro de si.

Por todas que eu já conheci,
peço pelas mulheres solitárias
e pelas ordinárias, pelas mulheres de vida difícil,
que fazem disso um ofício,e pelas que se tornam voluntárias por serem solidárias.

Por todas que foram abandonadas,
pelas que tiveram que continuar sozinhas
sem um parceiro, um amigo um ombro querido,
peço pelas amigas, pelas companheiras pelas inimigas,
pelas irmãs e pelas freiras.

Suplico por aquelas que perderam a fé,
que se distanciaram da esperança,
quero pedir por todas que clamam por vingança,
e com isso se perdem por sua inútil andança.

Rogo pelas que correm atrás de justiça,
que a boa vontade dos homens as assistam,
peço pelas que lutam por causas perdidas
pelas escritoras e doutoras, pelas artistas e professoras,pelas governantes e pelas menos importantes.

Suplico pelas fêmeas que são obrigadas
a esconder seus rostos,
e amputadas do prazer vivem no desgosto,

quero pedir também pelas ignorantes,
e por todas que no momento são gestantes,
por aquela mulher triste dentro do coração,
que vive com a alma mergulhada dentro da
solidão.

Por aquelas que buscam um amor verdadeiro,
para se entregar de corpo inteiro,
e peço pelas que perderam a emoção,
aquela que não tem paz no coração,
e rogo, implora por aquela que ama,
que não é correspondida e vive uma
vida sofrida.

Por aquela que perdeu seu amor
e por isso, sua alma se fechou,
e por todas que a droga destruiu,
por todas que o vício denegriu.

Suplico por aquela que foi traída ,
por várias que são humilhadas,
e pelas que foram contaminadas.
Mãe,quero pedir por todas nós.
que somos o sorriso e a voz.
que temos o sentimento mais profundo.
porque fomos escolhidas tanto quanto você,
para gerar e apesar de qualquer coisa
AMAR,
independentemente de quem forem
nossos filhos, feios ou bonitos,
amáveis ou rebeldes, perfeitos ou deficientes,
tristes ou contentes.

Mãe ajuda-nos a continuar nessa batalha,
nessa guerra diária,nessa luta sem fim,
ajuda-nos a ser feliz como a gente sempre quis.
Dai-nos coragem para suportar nossas amarguras
e, apesar de tudo, continuarmos a ser sinônimo de ternura.

Perdoa-nos pelos nossos erros,
e por nossos inssistentes apelos,
perdoa-nos também por nossas revoltas,
nossas lágrimas e nossas derrotas,
e não nos deixe nunca, mãe,
Perdermos a fé.
E, sempre que puder,
peça por nós ao Pai,
lembre-Llhe que, quando ele criou Eva,
não deixou com ela nenhum mapa de orientação,
nenhum manual com indicação,
nenhuma seta indicando o caminho correto,
nenhuma instrução de como viver e de como,
a despeito de tudo vencer
E mesmo assim... conseguimos aprender


Silvana Duboc



Beijos meus cheios de .
luz, paz, amor, fé e esperança!



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"Pensatas"

Pensatas::..




imagem aqui


"A espiritualidade vive da gratuidade e da disponibilidade, vive da capacidade de enternecimento e de compaixão, vive da honradez em face da realidade e da escuta da mensagem que vem permanentemente desta realidade. Quebra a relação de posse das coisas para estabelecer uma relação de comunhão com as coisas. Mais do que usar, contempla.
Há dentro de nós uma chama sagrada coberta pelas cinzas do consumismo, da busca de bens materiais, de uma vida distraída das coisas essenciais. É preciso remover tais cinzas e despertar a chama sagrada. E então, irradiaremos. Seremos como um sol."
Leonardo Boff


Aceitação 

“ Devemos tentar nos aceitar, de modo individual ou coletivo, não só como perfeitamente bons ou perfeitamente maus, mas sim como uma misteriosa e indescritível mistura de bem e de mal. Temos que nos sustentar com o pouco de bem que abrigarmos em nós, sem exageros. Temos que defender nossos legítimos direitos, porque, se não respeitarmos nossos direitos, com toda certeza também não respeitaremos os direitos dos outros. Mas, ao mesmo tempo, temos de reconhecer que, deliberadamente ou não, violamos direitos de outros. Temos que ser capazes de admitir isso tanto como resultado de um auto-exame, mas também quando inesperadamente alertado por outros, talvez de forma não muito suave.”
Thomas Merton

“Onde está o silêncio? Onde está a solidão? Onde está o Amor?Afinal, não podem ser encontrados em lugar algum exceto nos alicerces do nosso próprio ser. Lá, nas profundezas silenciosas, não há mais distinção entre o Eu e o Não-eu. Há perfeita paz, porque estamos alicerçados no Amor infinito, criativo e redentor. Lá encontramos Deus, que os olhos não podem ver…”

Do livro, Amor e Vida de Thomas Merton

É maravilhoso saber que a luz nos visita de forma tão especial!
Mas fascinante ainda é a notícias que a fé cristã vem trazer: Deus, nossa Luz, é Pai e Mãe. Fazendo-se filho, "arma sua tenda em noso meio" (Jo 1,14), torna-se irmão, faz morada, desde sempre, entre nós...

"...Luz que é salvífica no meio do povo, fazendo-o juntar os cacos da sua história em tantos momentos de opressão, e ajudando a criar, com esses cacos, o mosaico do futuro libertador.

Do livro "Casas ao Sol, Parábolas sobre a interioridade humana e o Deus da vida"
Tânia Resende


“É pelo Cristo que o poder do amor divino e a luz da energia divina penetram em nossas vidas e as elevam de um grau de ‘claridade’ a outro pela ação do Espírito Santo. Aqui está a raiz e a base da santidade interior do cristão. Essa luz, essa energia em nossas vidas, costuma ser chamada de graça.”

Do livro Vida e Santidade, de Thomas Merton


"A pior prisão não é a que aprisiona o corpo,
mas a que asfixia a mente e subjuga as emoções. 
Sem liberdade, as mulheres retraem o seu prazer, os homens tornam-se máquinas de trabalhar. 
Ser livre é não ser servo das culpas do passado,
nem escravo das preocupações do amanhã. 
Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama,
é abraçar, dar-se, sonhar, recomeçar. 
É desenvolver a arte de pensar e proteger as emoções.
Mas acima de tudo... ser livre é ter uma relação de amor com a própria vida"


Augusto Cury, Liberte-se da prisão das emoções, Dom Quixote: 2009


Beijos meus cheios de ,
luz, paz, amor, fé e esperança!


LinkWithin

Related Posts with Thumbnails