sexta-feira, 12 de junho de 2009

- Dia mundial contra o trabalho infantil -




Cerca de 100 milhões de meninas trabalham ao invés de estudar

Relatório divulgado nesta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que, atualmente, cerca de 100 milhões de meninas trabalham, em todo o mundo. Para a organização, a atual crise econômica mundial ainda pode fazer com que aumente o número de meninas obrigadas a deixar as escolas e a entrar no mercado de trabalho.

Na divulgação do relatório, a OIT lamentou que, apesar de o trabalho infantil estar diminuindo, a crise possa frear os avanços, em especial para as meninas, que são sempre mais prejudicadas que os meninos.

Por isso, a organização decidiu dedicar o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil deste ano --realizado no dia 12 de junho-- às meninas, que constituem a maior parcela dos menores que se dedicam ao trabalho doméstico (em casa ou fora) e à agricultura.

"Entre os 5 e os 11 anos, há mais meninas que trabalham que meninos. As meninas trabalham em funções mais perigosas, como a prostituição, e, além disso, trabalham mais horas que os meninos", disse o chefe da pesquisa da OIT, Frank Hagemann, em entrevista, ao apresentar o relatório "Demos uma Oportunidade às Meninas".

Cerca de 53 milhões de meninas realizavam "trabalhos perigosos" já em 2006, ano dos últimos dados divulgados pela OIT. Delas, 20 milhões eram menores de 12 anos.

Agricultura

O relatório destaca que a maioria destas meninas atua na agricultura, segundo uma enquete realizada em 16 países, que mostra que 61% das meninas economicamente ativas, de 5 anos a 14 anos de idade, trabalham nesse setor. "Este é um dos três setores mais perigosos, em termos de mortes, doenças e acidentes por causa do trabalho", aponta o relatório.

Um aspecto relevante do estudo é a participação muito mais significativa das meninas, em comparação com os meninos, no trabalho doméstico não remunerado, o que faz com que elas abandonem a escola mais frequentemente.

Em termos globais, a porcentagem de meninas de 5 a 14 anos que trabalham nas tarefas domésticas não remuneradas é de 15% a mais que os meninos. Além disso, em todos os países pesquisados, as meninas trabalham mais horas por semana que os meninos.

E entre as meninas que trabalham em tarefas domésticas, em casas de famílias diferentes das suas, "muitas têm que trabalhar longas jornadas, às vezes de até 15 horas diárias, e estar sempre disponíveis".

A OIT adverte que a atual crise econômica pode agravar a situação das meninas, pois "quando as famílias se afundam cada vez mais na pobreza e têm que escolher entre enviar seus filhos ou suas filhas à escola, são as crianças que saem perdendo. E conforme a crise se vai aprofundando, as meninas serão suas principais vítimas".

O relatório lembra que "dos 16% da população mundial que não sabe ler nem escrever, duas de cada três pessoas são mulheres". No mundo, cerca 75 milhões de crianças não estão na escola. Delas, 55% são meninas.

fonte aqui


Boa tarde a todos(as)!

Rosane!

2 comentários:

  1. Uma vergonha... A necessidade muitas vezes leva crianças a trabalhar ou a se prostituir. O pior é na maioria dos casos os pais estão por trás disto. Acham nelas um meio de ganhar aquilo que lhes falta para sobreviver. Enquanto isto nossos políticos recebem milhares de reais a amais em seus gordos salários e nem sabem que estão recebendo a mais.(não sei se é pra rir ou pra chorar... de raiva)
    Rô, tem pra você um carinho no meu blog. Voc~e merece de todo coração a amizade que recebi também do amigo Álvaro.
    Busque o coração da amizade.
    Abraço grande
    Angel

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  2. Olha eu também fiz um post a respeito do trabalho infantil no meu blog Vidas Linha: http://vidaslinha.blogspot.com

    O mundo não precisa de crianças para trabalhar, precisa criar mais condições para que se tenha um nível melhor de educação e de conscientização de cada um... LUGAR DE CRIANÇA É NA ESCOLA!!!

    BJS

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"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não podemos modificar,
Coragem para modificar aquelas que podemos,
E sabedoria para distinguir umas das outras".

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