O Espírito do Natal
Edna Leite Gueiros
Do livro “Antologia da
cultura espiritual 1957”.
Um antigo, mas sempre
amigo de todas as horas, livro de cabeceira sempre ao meu lado.
...Mas houve um homem
diferente dos outros que, antes de nascer, já sabia o seu próprio destino na
Terra: o de redimir o pecado do mundo com sangue. Chamava-se Jesus e nasceu em
Belém de Judá, filho de Maria e de José. Sua vida foi a mais pura e mais útil
de quantas vidas tenham sido vividas sobre o planeta. Sua morte, cruel. Aqueles
a quem viera salvar o crucificaram e lhe puseram na fronte uma coroa de
espinhos. Mas todos foram perdoados. Hoje a humanidade recorda, nos dezembros
que passam o nascimento do filho de Deus, o melhor dos homens... Nesta época do
ano os cristãos voltam o pensamento para as coisas do espírito e vivem em boa-vontade. Mas
é tão curto o Natal! Logo vem janeiro com a luta pela existência... Os corações
se endurecem... A boa-vontade deixa os corações; as igrejas, que naquela noite
estavam cheias de gente buscando lembranças do salvador, voltam a ficar vazias
de alegria e de crentes. A humanidade em sua maioria retorna à matéria.
Na verdade o Espírito
do Natal deveria continuar pelo ano afora. As dádivas poderiam ser substituídas ... Em vez dos
costumeiros e geralmente custosos presentes, os dons da alma, de janeiro a
dezembro... A boa-vontade e a paz nos corações durante as vinte e quatro horas
de cada dia. Nem falta de amor que redime e perdoa nem indiferença ou crueldade
deliberada. E canções e hinos de glória ao Senhor, que se traduzissem em
mensagens de carinho e ternura entre os homens...
Desejo a você um feliz
e santo Natal.
Que as bênçãos do
Menino Luz ilumine seus caminhos sempre e sempre!
luz, paz, amor, fé e esperança!