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segunda-feira, 31 de março de 2008


Recebi por email essa incível história, desconhecia completamente a existência dos dois Poetas, tanto o brasileiro Eduardo Alves da Costa quanto o russo Vladimir Maiakóvsky.

Entrando no Geocitties.com tive também a graça de ler algumas poesias desse Russo maravilhoso e também com minha curiosidade aguçada procurei saber a biografia do nosso poeta Brasileiríssimo Eduardo Alves da costa onde encontrei algumas de poesias. É claro que já comprei seu livro no Caminho com Maiakóvsky. Ainda não li, apenas algumas páginas, então depois farei meus comentários, que penso dispensa qualquer tipo de critíca, o escritor fala por si só.


O email - Não coloco o autor a pedido do mesmo -


Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."

Martin Niemöller, 1933, pastor protestante símbolo da resistência aos nazistas.

***
Parodiando (aqui no Brasil) o pastor protestante Martin Niemöller:

"Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima, Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles; Depois fecharam ruas, onde não moro; Fecharam então o portão da favela, que não habito; Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho..."

Claudio Humberto, 09 FEV 2007

***
Primeiro levaram os negros, mas não me importei com isso, pois eu não era negro... Em seguida levaram alguns operários, mas não me importei com isso, eu também não era operário... Depois prenderam os miseráveis, mas não me importei com isso, porque eu não sou miserável. Depois agarraram uns desempregados, mas como tenho meu emprego, também não me importei. Agora estão me levando. Mas, já é tarde! Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo.
É PRECISO AGIR

Bertold Brecht (1898-1956)

***
Mas o primeiro deles, foi Maiakovsky - poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin - que escreveu ainda no início do século XX:

Um passeio com Maiakovsky
Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

"Se ainda estivesse vivo, é provável que o poeta russo (ou Eduardo Alves da Costa) escrevesse hoje: “Primeiro, invadem fazendas. Mas você não diz nada. Você não é fazendeiro. Em seguida, durante manifestação em Porto Alegre, degolam um soldado da Brigada Militar. Você se cala, pois não é brigadiano. Mais tarde, bloqueiam rodovias. Novamente você não se importa. Afinal, não usa aquela estrada. Aí, passam a saquear caminhões. Não lhe interessa. Você não é camioneiro. Depois, invadem e depredam o Congresso. Você, que não é deputado, quase aplaude. Se um dia invadirem sua casa e dela o expulsarem, já será tarde. Ninguém se importará com você. Porque não disse nada, já não poderá dizer nada”.

NOTA:No caminho com Maiakovski não é de Maiakovski, mas sim de Eduardo Alves da Costa:
(
http://www.revista.agulha.nom.br/autoria1.html)
Um lindo poema que estaria reverenciando o nome do grande poeta russo Maiakovski, muitas vezes confundido pela Internet como sendo do próprio é na verdade de outro poeta, Eduardo Alves da Costa.

***
Tudo que os outros disseram foi depois de ler "Maiakovsky". Incrível é que após mais de cem anos dessa lição, ainda nos encontremos tão desamparados, inermes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio : porque a palavra, há muito se tornou inútil.

sábado, 29 de março de 2008

Divagando









um dos melhores que conheço e indico.




DIVAGANDO
Eu não estava nos planos dela, Ela também não estava nos meus, mas enfim... aconteceu!
"Uma história intrigante, provavelmente muitos já viveram esse instante... mas eu vou tentar contar...
Foi via internet... que cofre de surpresas, que local estranho que nos faz colocar todos os segredos sobre a mesa...E a gente pensa, acha, tem certeza, que foi aquela pessoa em especial que conseguiu a chave dos nossos mistérios, que atravessou sem esforços nosso rio de dúvidas, que invadiu nosso calabouço de conflitos e os desfez de uma só vez.Tantos enganos... somos todos iguais, não existe essa quantidade de pessoas especiais. Mas toda hora, todo dia, alguém em frente a um computador encontra o seu grande amor. E então me pergunto, por que na vida real isso não acontece igual?Mas pensando bem, descobri que por detrás de tudo isso existe uma simples explicação:
No dia a dia, as pessoas não se confiam, não se procuram, não se aceitam e não suportam os defeitos. Via internet tudo ficou mais fácil, eu lhe conto meus problemas e você quer ouví-los; Eu lhe peço soluções e você se apressa em dá-las;
Se eu preciso de um carinho, você jamais me abandona sozinho;Se suplico por um afago, você inevitavelmente se coloca do meu lado;Se eu estou em desatino, você nunca me atropela, sempre tenta me acalmar e se põe eternamente a me esperar.No virtual tudo é tão fácil, rápido e sem problemas, aqui não existem fronteiras, nada que se diga é visto como besteira.
Mulheres não tem dores de cabeça;Homens não chegam do trabalho cansados;Mulheres sempre são parceiras;Homens estão sempre animados;Defeitos não se encontram em nenhum dos dois;Todos somos feitos de sonhos, é, sonhos, aquela coisinha insignificante que atualmente anda tão distante , que se julgava não existir mais no ser humano.
Engano! Nós, embora muitas vezes negando, ainda vivemos por aí divagando.A idade não importa, adolescentes se fazem adultos, idosos se transformam em crianças, jovens fazem brotar aquele sentimento do qual são os maiores donos, o amor.A sedução que até então estava tão dilacerada na vida real, aqui no virtual tomou um novo rumo.Voltou-se finalmente a seduzir com palavras, com doces "cantadas", fomos enfim obrigados a criar frases bem elaboradas e saber colocá-las na hora certa, no momento exato, caso contrário tudo acaba em fracasso.No virtual, a arma de todos é igual. Não importa se você é bonita ou se é esquisita, não faz mal se ele é genioso e teimoso.Atrás de um computador, some qualquer dor, os problemas insolúveis da vida real nem precisam ser contados, podem ser escondidos e descartados.
Ela nem precisa saber que você é casado, assim como você também não irá descobrir que ela já passou dos quarenta e no entanto inventa que acabou de fazer vinte e seis, o que é perfeito pra vocês.Aí acontece de alguém querer uma foto do outro, escolhe-se os melhores ângulos para tirá-la ou pode até ser uma foto do passado, daquelas que estão no armário trancado.
Mas será que ao fim de tudo somos mesmo aquilo que passamos? Ou será que só lidamos com um amontoado de sonhos?Será que temos aquele rosto? Ainda é aquele mesmo cabelo? O corpo ainda tem o mesmo relevo e o mesmo cheiro?Será que aquela simpatia toda é verdadeira ou obra do virtual? Será que o mundo que expusemos é real?Criam-se personagens a todo instante... gente séria, gente alegre, gente competente, inteligente, gente amiga e influente. Gente dominadora, gente meiga, e gente traiçoeira.Mas com tudo isso o amor vai acontecendo desnorteado dentro dos corações, se iludindo com meras palavras, atravessando difíceis estradas.
E então chegam os entendidos em internet, aqueles que jamais colocaram seus dedinhos a teclar e começam a nos julgar: Internet? Só tem gente carente, gente inconseqüente...Humm, e quem disse que os carentes só vivem por aqui? Eles estão em toda parte, foi uma raça que se alastrou, dominou o mundo.Somos todos, unidos ou perdidos, muitos ou poucos, invisíveis ou aparentes... mas carentes.... Carentes de amor, de amizades, de mão amiga, de olhar afetuoso, de um sorriso gostoso, de um bom dia com alegria. No virtual ou no real, tudo se faz igual, a única diferença é que aqui... temos tempo... tempo pra descobrir as pessoas, tempo pra enganá-las, tempo pra seduzi-las e depois deixá-las, tempo até pra perdoá-las.Aqui temos tempo pra sofrer, chorar e nos arrepender, enquanto que no real a nossa rotina é sempre igual, dominou nosso coração e nos jogou na solidão, nos impedindo de ter tempo para um bom tempo, nos jogando de frente com os problemas e não dando tempo pra ninguém nos ouvir.
Real não temos nem mais tempo pra nos iludir... e a ilusão embora nos traga muita decepção é necessária, é pertinente e acaba por ser solidária à nossa solidão e à nossa emoção.Então... vamos sonhar... se ele ou ela não aparecer, também não vamos sofrer, apenas continuemos a viver, unidos ou separados, no virtual ou no real, mergulhados nas emoções, envoltos nas ilusões... e que a internet consiga trazer soluções, e quem sabe resolver as minhas, as suas, as nossas ... Questões!!!Ih, me desculpem, me perdi no devaneio e sai do meu roteiro.
Afinal vim aqui pra contar de um certo amor não foi? Um amor que começou via internet.... Bem, fica pra uma outra vez, só posso adiantar mesmo o que disse no início, que ambos não estavam um nos planos do outro... e ainda assim foi incrível, indescritível... mas acabaram por se afastar, uma pena... um desperdício... de corações... de sensações... de amores ... e de ilusões....(mas olha, ele ainda sonha com ela, e ela ainda pensa nele)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Menopausa



Sabe esse colinho aí do lado? Bem que eu queria um, mas sei que tenho vários colinhos e nunca estarei só, principalmente porque tenho o colo do meu Senhor!!!

Hoje não estou muito bem. Acordei meio que para baixo, coisa rara em mim, apesar de não ser muito bem humorada ao acordar, mas logo passa, coisinha de 30 min a 1hora passa.Talvez esteja assim devido a alguns acontecimentos em minha vida, terem me deixado muito triste, mas também atribuo essa tristeza que vem não sei de onde, mas vem e torna-se inerente a minha vontade,a tão falada Menopausa. Tem coisa pior que essa tal de Menopausa? No momento digo que não. Faço a reposição hormonal há quase 5 anos, vivo trocando de Hormônio, cada ida ao Ginecologista, lá estou tomando novo hormônio. No momento meu tratamento é com Tibolona, diz meu médico que é o top, mas, não sei não..., hoje a coisa ficou braba mesmo. Estou me sentindo uma caca. Mas deixa estar logo passa e tudo ficará bem de novo. Pensando nisso fui pesquisar um pouquinho sobre a Fantasmagórica Menopausa.
Não dêem risada não, é isso, é de dar medo mesmo. Coisinha chata isso...focalizem a sena ...você quieta, lendo, sentada à frente do computador e pronto....sente uma coisa que te queima da altura dos seios e vai subindo para o pescoço e termina em sua cabeça que fica literalmente molhada. Se você tem os cabelos curtos, fica pior, parece que acabou de sair do banho, (ainda bem que os meus estão no meio termo)tem coisa mais feia? Não, não tem. Se quer usar maquiagem, meus sais...nem pensar.Se está dormindo tranquilamente, é acordada de novo, com a mesma sensação, nessa hora damos o nome de A Dança dos Lençóis - é um tal de cobre e descobre que não tem fim - fora a bendita da insónia. Sexualmente então é o caos total, ainda bem que meu maridão é super compreensivo e me dá muito apoio, tadinho dele....
Bom é isso o que achei de interessante sobre a Fantasmagórica Menopausa, está abaixo, leiam é bom, todas nós teremos um dia que passar por essa situação - muito chato isso -...
Menopausa natural e artificial (ou induzida)
A menopausa pode ser natural ou artificial.
Natural é aquela espontânea, sem a intermediação de fatores externos.
E é artificial quando decorrente de fatores extrínsecos, tais como:
- intervenção cirúrgica, com retirada dos ovários - também denominada de ooforectomia bilateral, que tem lá as suas indicações. "Esta é a minha situação".
- comprometimento dos ovários em sua função secretora de hormônios, conseqüente à aplicação de radioterapia na pelve feminina ou ao uso de quimioterapia, métodos utilizados no tratamento de câncer.

Nessas circunstâncias, por mecanismos diferentes, a mulher deixa de menstruar.
Não é menopausa quando a menstruação é suspensa em virtude da histerectomia (retirada cirúrgica do útero). Nessa circunstância, em que não existe mais o parâmetro da menstruação, a falência ovariana é sugerida por sinais e sintomas e, na ausência desses, por dosagens dos hormônios no sangue.
Quando da retirada cirúrgica do útero, a menstruação não ocorre, mesmo mantendo-se os ovários, que são os responsáveis pela produção hormonal. Quando os ovários são mantidos, a mulher mantém as propriedades de ovulação e produção hormonal cíclica, se ainda na menacme. Entretanto, não existe mais o útero e o endométrio, ausentando-se então a menstruação.
A quimioterapia e a radioterapia da pelve determinam o comprometimento da função ovariana, à semelhança da menopausa, porém mais aguda e repentinamente, assim como na cirurgia de extração dos ovários.
Os sintomas decorrentes da menopausa são os mesmos, seja ela natural ou artificial. É só uma questão de aparecerem insidiosamente, como na natural, ou abruptamente, como na artificial.
Quando se procede exclusivamente à histerectomia, cessam as menstruações. A manutenção de um ovário é suficiente para suprir as necessidades hormonais da mulher, até o momento em que espontaneamente esse ovário comece a entrar em falência, caracterizando o período de climatério. Isso é denunciado pelo aparecimento de sinais e sintomas característicos outros, já que não existem mais os distúrbios menstruais ou, na ausência destes, pelas dosagens hormonais no sangue da mulher.
Idade da menopausa
Simplificando, a idade da menopausa situa-se em torno dos cinqüenta anos de idade: cerca de 25% das mulheres, antes dos quarenta e cinco, 50% entre quarenta e cinco e cinqüenta anos e os 25% restantes, após os cinqüenta.
É considerada precoce antes dos 35 ou 40 anos. Após os 55, é tardia.
Pensava-se que a idade em que ocorre a menopausa não seria afetada pelos seguintes fatores: idade da primeira menstruação, nível sócio-econômico e cultural, etnia e tampouco pelo consumo de álcool. Entretanto, alguns estudos tem relacionado a idade da menopausa com a paridade (número de filhos).
Em estudo epidemiológico realizado na cidade do México, a idade média de menopausa foi 47 anos e essa média foi inferior em mulheres sem educação formal, que não tiveram filhos ou nunca amamentaram, e naquelas que nunca tomaram pílulas contraceptivas hormonais.
Parece estar relacionada também com a idade da menopausa de familiares e, em fumantes, pode ocorrer mais cedo.
Com o aumento de nossa expectativa de vida, acredita-se que as mulheres vivam mais de um terço da vida após a menopausa. Considerando uma mulher com menopausa aos 40 anos e que viva até os 85, ela terá vivido mais de metade de sua vida menopausada.

Dra. Luciana Nobile
Imagem retirada da Net e quadro óleo sobre tela do Pintor Carrie Graber

quinta-feira, 27 de março de 2008

Novidades na casa da vovó Rô!





Entrem, a casa da vovó estará sempre aberta a todos(as), conheçam meu novo cantinho, o lugar mais preferido de todos, a minha cozinha venham ...venham...entrem!

Pensei,pensei muito e depois de muito pensar, resolvi...vou editar um novo blog.Por que um novo Blog?




Primeiro porque este blog aqui acabou por tomar novos rumos.Falo aqui muito da minha Fé e da minha religião Católica, de assuntos do meu interesse que pesquiso e depois gosto de compartilhar com todos, participar de Blogagem coletiva, que me leva a estudar e também perquisar, e mais do que isso ser soldária que é minha meta e meu norte, sempre ajudar em tudo ajudar, assim dizia Santo Inácio, enfim acabou por seguir um caminho que eu não esperava, mas creio que Senhor assim me guiou e traçou nova estrada.

Segundo para quem não sabe a vovó Rô tem um outro Blog com o nome de Rô Site da Arte(nome dado pela Hevi minha princesa),que é bem diferente desse, muito difícil de postar é tudo em inglês, lá também fiz grandes amigos, nele coloco meu trabalhos manuais, pois uma das minhas paixões é a pintura em tecido e algumas coisnhas em madeira, macramé ou abrolhos= espécie de passamanaria feita com fios entrelaçados e com nós , crochê e tricô, bordados em ponto de cruz, tapete em ponto de arraiolo, enfim de tudo um pouquinho que fui e vou aprendendo primeiro com minha mãe e com minha avó, vovó que certo dia postei aqui a história de Uma pequena grande mulher. A vovó foi quem me deu as primeiras liçoes de vida, moral e ética de bem viver, me ensinou a ter e dar respeito para com as pessoas, ensinou meus primeiros passos de vida, me ensinou a ter sempre a minha frente o caminho da fé e a crer em um ser maior que é o Senhor meu Deus, a cuidar de mim como mulher, e o que é mais precioso nos ensinamentos dela, a amar o meu próximo como a mim mesma, palavras sábias de uma Pequena grande mulher. Por que falar da vovó e falar pouco tão da mamãe? Porque foi ela quem me criou, mamãe trabalhava e com muita dor não conseguiu acompanhar minha vida.Só depois de se aposentar é que a mamãe tenta recompensar tudo aquilo que ela perdeu lá atrás quando tinha que trabalhar. Mas não a recrimino não, é a necessidade que muitas milhares e milhões de mulheres têem que passar, para reforçar o orçamento da casa. Por tudo isso eu agradeço a Deus por não ter passado, é claro que muitas vezes tive vontade de voltar a trabalhar para também ajudar meu esposo, afinal tenho três filhos, mas nós dois sempre davamos prioridade a educação e o estar sempre perto deles. Mas eu me considero uma mulher abençoada e previlegiada, meu amado esposo fez de um tudo para que eu não precisasse trabalhar novamente. É claro que passamos por muitas dificuldade, mas sempre esperamos na providência do Senhor, e não sei, aperta de lá e de cá, estamos aqui no auge dos nossos quase 54 e 53 anos de vida com nossos filhos criados e educados , nos dois sentidos da palavra.

Bom histórinha contada, depois de tudo isso, a vovó Rô resolveu colocar um novo Blog na Blogosfera, pois a vovó Rô não gosta de coisas bagunçadas, uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa...que profundidade não, rsrsrs....

Em fim, nesse meu novo mundo, que eu com o grande auxílio, dedicação e paciência, primeiro do Maridão Arsênio(meu amor eterno), depois do meu Nandinho (papai no meu Mateus) e da enorme paciência da minha Princesa Hevelyn (que coloca todas as coisinhas que completam um blog e diz sempre "deixa eu colocar os selinhos se ela comete um SELINHOCÍDIO"), e em especial às minhas filhas virtuais(que já não são mais virtuais pois eu tomei a liberdade de adotá-las em meu coração) que são elas - a Sheilinha, a Du e Adriana, que vivem me socorrendo.....
Eu, eu mesma a vovó Rô criou o Blog http://receitinhasedicasdavovoro.blogspot.com/ .

Lá, como diz o próprio nome vocês encontraram receitas da vovó pela vovó, receitas guardadas ao longo dos anos, e quantos, dicas de cúlinária, casa , saúde, sites e blogs da minha preferência e muitas outras coisinha de vovó.

Estou esperando a visita de todos e todas, espero também por lá conhecer grandes e maravilhosos amigo, MAS AMIGOS MESMO.

Ainda tem bastante coisinhas por fazer inclusive colocar receitinhas e dicas da vovó Rô!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Mais vale dar que receber!



Mais vale dar que receber


Na Terra Santa, há dois lagos alimentados pelo mesmo rio: o Rio Jordão.Ficam situados a uns quilómetros de distância um do outro. Mas ambos possuem características bem distintas entre si.
Um é o Lago de Genesaré, também conhecido como Mar da Galileia ou Lago de Tiberíades.

O outro é o chamado “Mar Morto”.
O primeiro é azul, cheio de vida e de contrastes, de calma e de ondas. Nas suas margens, reflectem-se delicadamente as flores amarelas dos seus belíssimos prados.
O Mar Morto é uma lagoa densa e de água salgada, em que não há vida.A água que vem do rio, ali fica estagnada.
Que é que faz destes dois lagos, alimentados pelo mesmo rio, lagos tão diferentes?






Simplesmente isto:

O Lago de Genesaré transmite generosamente o que recebe. A sua água, quando chega ali, parte de imediato para remediar a seca dos campos. Sacia a sede dos homens e dos animais. É uma água altruísta.
A água do Mar Morto estagna-se. Adormece. É salgada. Mata. É uma água egoísta, estagnada, inútil.
Com as pessoas, passa-se o mesmo.
As que vivem com generosidade, a dar-se e a oferecer-se aos outros, essas vivem e fazem viver.
As pessoas que, com egoísmo, recebem, guardam e não dão, são como água estagnada, que morre e causa a morte à sua volta.
Muitas pessoas parecem-se com o Mar Morto:
só recebem, acumulam, não se dão e assim constroem uma vida amarga, desgraçada e infeliz.
Há outros, porém, que dão e se oferecem a si mesmos com generosidade e sem esperar recompensa…
Essa são as pessoas mais felizes do nosso mundo.
Quanto mais nós damos, mais recebemos. Quanto menos partilhamos do que é nosso, mais nos tornamos pobres.
O que acumula apenas para si, chama desesperadamente pela infelicidade e esta vem ter com ele.
O que partilha, esse abre a porta à felicidade.

Autor: P. Mariano de Blas (adaptación)
Imagens tiradas do Google imagens.
Recebi por email de uma grande amiga e companheira de fé, amiga que me dá seu colo, seu abrigo em todas as horas que necessito de seu carinho, afeto, consolo, amizade...uma grande mulher, mãe, esposa, filha dedicada, um exemplo a ser seguido.















terça-feira, 25 de março de 2008

Trabalhando por amor àquilo que se faz!







Será que ele ama o que faz? Ainda duvidam? Então leiam esse artigo.

AMOR ÀQUILO QUE SE FAZ

Por Ana Perwin Fraiman
Fonte de informação - http://www.fraiman.com.br

O sentimento humano foi feito para amar aquilo que se faz bem feito, pelo prazer de fazê-lo e ser grato por participar da transformação de si mesmo, através da natureza dos objetos criados, dos relacionamentos e da fé em Deus.
Os homens sofrem e reclamam quando não progridem, quando não lhes é dado superar suas dificuldades e viver melhor. Querem alçar vôo, seguir atrás de seus sonhos, compartilhar experiências e descobrir novidades. Precisam ir além da mesmice dos dias e tudo isso é trabalho.
Na visão espiritual, este não pode ser considerado como algo distinto das aspirações dos homens e de sua conduta. Espiritualmente, já nascem motivados para se superar. A consciência espiritual é o instrumento, por excelência, que intensifica e amplia a experiência de trabalho na vida cotidiana e não o contrário. Não é trabalhando que o homem se eleva moral e espiritualmente. É com a fé e a gratidão que o homem eleva o seu trabalho, qualquer que ele seja.
Assim sendo, a visão ou a experiência espiritual de uma pessoa, desemboca numa conduta mais responsável e profunda. O trabalho não é um patamar para alçar novas conquistas, nem é um prazer para ser desfrutado, simplesmente. É uma parte integrante da expressão da nossa espiritualidade, tanto quanto os nossos relacionamentos, as amizades e as famílias que formamos, os demais papéis e envolvimentos que degustamos na vida social como um todo.
Quem busca, então, um trabalho digno, à sua altura, precisa ter em mente que é necessário envolvê-lo, antes de qualquer coisa, no sentimento de amor ao trabalho e, sem dúvida, será conduzindo a um envolvimento cada vez maior com a vida moral e a conduta ética, tanto no trabalho como em seu lar.
E, por outro lado, quem promove os valores familiares e as verdades morais, logo haverá de compreender os componentes espirituais dos mesmos. Haverá de perceber que, ao integrar sua espiritualidade, através do amor, ao seu labor, poderá ampliar e intensificar o seu poder de criar e divulgar sua mensagem, seja uma idéia, um produto, uma ação.

Para ler na inetegra esse texto
clicar aqui.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Você sabe o que é BOLLYWOOD? - com uma pitadinha da criatividade brasileira - e - MEME LITERATURA

Eu não sabia, mas depois de ver um vídeo, que está no Yuo Tube, mostratado pela Hevlyn minha filha, fiquei curiosa em saber o que é BOLLYWOOD.
Então vamos lá o que é mesmo BOLLYWOOD?
A indústria cinematográfica hindi, baseada em Mumbai (anteriormente conhecida como Bombay, ou Bombaim), é o maior ramo do cinema indiano. A indústria hindi é às vezes chamada de Bollywood (mistura de Hollywood com Bombay). A palavra Bollywood é por vezes aplicada ao cinema indiano com um todo, no entanto esta designação é incorreta, visto que se refere apenas ao cinema de língua hindi. Bollywood tem sido muito criticada pelo que é visto por alguns como uma violação dos valores culturais indianos e pela sua discussão de temas controversos. Esta é considerada a mais liberal entre as várias indústrias cinematográficas indianas.
Embora Bollywood distribua menos filmes do que algumas indústrias regionais de cinema, é a maior em termos de público. Acredita-se que os filmes de Bollywood sejam os mais vistos pela maioria dos frequentadores de cinema na Índia. Têm também um grande reconhecimento internacional, especialmente no
Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Austrália onde existem grandes comunidades do sul da Ásia.
A indústria de cinema indiana é a maior do mundo em termos de venda de bilhetes e de número de filmes produzidos (somente em 2003 foram produzidos 877 longas metragens e 1177 curtas metragens). Os bilhetes de cinema na Índia estão entre os mais baratos do mundo. A indústria é sobretudo suportada por um vasto público. Em cada 3 meses um público tão grande quanto a população Índia visita as salas de cinema. Os filmes indianos são populares em várias partes do mundo, especialmente em países com comunidades indianas de tamanho significativo, para LER MAIS CLIC AQUI.
Mas com uma pitadinha da criatividade brasileira veja no que deu que este vídeo e muitos outros que estão no Yoo Tube. Nós brasileiros somos demais mesmo, em tudo arrumamos algo para as coisas ficarem engraçadas














Enquanto, você que gosta de vir na casa da vovó,vai escutando essa música até meio que bonitinha para não dizer, uma mistura de tudo um pouco, quero postar também hoje um Meme Literatura que recebi da Du do Norte.

O Meme Literatura trata de dazer uma lista de cinco autores seus Prediletos e um que merece apodrecer nas estantes.


ABÍBLIA - Palavra de Deus escrita pelos homens -Deus usou dos homens para que pudesse transmitir para àqueles que têem fé, pois sem o Dom da Fé de nada adiante ler o livro dos livros, pois dentro dele na fé católica há uma coletânia de 73 livros. Não queiram ler a Bíblia da primeira a última página, pois assim ela não terá o mesmo valor do que quando a lemos por partes, comece lendo os Evangelhos=a boa nova- a cada evangelhos seguindo o que é citado nos ( ) você voltará para atrás e achará ou no novo testamento ou no antigo testamento o complemento da passagem. Sendo assim aos poucos você compreenderá a valor da leitura e o aprendizado fica bem melhor.Uma das melhores traduções é a Bíblia de Jerusalém da editora Paulus.um dos livros que mais gosto é o do Proféta Isaías, o Livro dos Salmos, o livro do Eclesiástico(lições para a vida), Cânticos dos Cânticos(o que fala do amor de uma maneira divina e sensual ) e claro todo o Novo Testamento.Mas há várias maneiras de se ler as Sagradas Escrituras eu indico este Site Católico

Frei Hildo Conte - escreveu, dentre vários, A vida do amor - O sentido do Eros -este livro propoe uma esperitualidade cristã capaz de fazer brotar a vida, aprofundando o sentido espirital do Eros (deus do amor ,na psicanálise de Freud, é o princípio da acção cuja energia é a libido ), que impulsiona a Espiritualidade para todas as relaçoes que se estruturam socialmente, tornando possível o projeto da da civilização do amor. Eros é o impulso do Espírito para tudo o que é bom e verdadeiro.


Santo Agostinho - Dentre muitos livros desse maravilhoso Santo = (exemplo a ser seguido), li e reli por N vezes - Confissões - é um relato de sua vida de pecador a santo - santo Agostinho é considerado Doutor da Igreja e Pensador - comentários desse livro? penso ser impossível pois a cada vez que leio Santo Agostinho, tenho uma nova revelação.


Leonardo Boff - O despertar da Àguia - O dia-bolico e o sim-bólico na construção da realidade, este livro nos ajuda como humanos a ser plenamente humanos. Falar de Boff, difícil pois sou fã de carteirinha do mesmo.


Padre François Varillon - Crer para viver, conferências sobre os principais pontos da fé cristã - um grande livro para quem se inicia na fé cristã, o autor vai ensinando passo-a-passo o caminho da fé. Edições Loyola.


O que eu deixaria apodrecer na estante O Segredo QUE EKA, QUE PORCARIA......


E para não deixar morrer por aqui passo esse Meme literário, que eu amei fazer, para:

Claudinha

Tine Araujo

Luma

João Batista

sábado, 22 de março de 2008

Blogagem Coletiva - Dia Internacional da Água - Saneamento Básico -


Tema - Saneamento Básico









O que é saneamento básico?

De modo geral se considera saneamento básico os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário e a coleta de resíduos sólidos. Como acesso aos serviços de saneamento básico se compreende a presença de rede geral de abastecimento de água, a coleta pública de lixo e a proporção da população coberta por esses serviço
Dentre muitas explicações está foi uma das melhores que encontrei. Apesar de muitas causas de morte não estarem diretamente relacionadas com a falta de saneamento básico, este é um indicador do desenvolvimento econômico e social que deve ser considerado nas análises de situação de saúde. É indiscutível, por exemplo, a correlação entre a falta de saneamento básico e a ocorrência de diarréia e parasitoses intestinais, sobretudo entre as crianças, mas também em adulto.
Mas o que mais me impressionou foi a matéria abaixo, falta tão pouco para que isso possa acontecer...mas penso que se corrermos , mas corrermos muito, isso tudo que está descrito não aconteça.
Às vezes penso estar vivendo um filme de ficção, mas quando abro os olhos da minha mente, me deparo com uma realidade dura e cruel.
A quem devemos culpar? Será que só os nossos Governantes têem culpa por muito pouco fazerem? Penso que não, afinal a culpa da destruição do Planeta mais lindo do Universo estar vivendo seus dias apocalípticos, é nossa, nossa culpa mesmo, que não fazemos nossa parte, que fazemos de nossas magueiras de molhar nossos jardins de vassouras hidraulicas, demoramos horas em um banho, lavamos nossas roupas a cada dia sem nem pensar em economizar, escovamos nossoas dentes com a torneira aberta, deixamos gotas e mais gotas irem para ralo sem nem ao menos verificarmos os famosos corinhos de nossas torneiras, enfim e vai por aí milhões de coisas erradas. Mas estamos lá, sempre insistindo em nossos erros.

Nós insistimos também, para não fugir do foco do meu Blog, em não acreditar na Sagrada Escritura, lá você encontrará a mameira correta de não viver tudo isso, e encontrará também a solução, mas achamos sempre que elas são palavras escritas pelo próprio Homem, e não Palavra de Deus escritas através do homem.Leia o Apocalipse de João, leia na integra, coloque o texto dentro do contexto. Por que cito aqui a Palavra de Deus? Porque tudo isso que está acontecendo já estava escrito. Não acredita???


Que Pena... que grande engano!!!!
Penso que Cristo tem vergonha de ver o que estamos fazendo com a criação do Pai, mas creio também, que ele o Pai, terá misericórdia e providenciará a solução para que tudo volte a ser como antes, pois ele é o Deus da vida e vida em abundância!
Escolhe pois a vida e vida sem Água não há vida!

A Matéria do Jornal O Estado de são Paulo

ONU vê risco de conflito em 46 países por causa da águaData: 20 de Março de 2008Para Organização das Nações Unidas, recurso será causa número 1 de guerras na África até 2030 Jamil Chade, GENEBRA Água. Esse será um dos principais motivos que levarão países e grupos armados a entrarem em conflito nos próximos 25 anos. O alerta é da Organização das Nações Unidas, que, num estudo preparado para o Dia Mundial da Água, aponta que o acesso à água será a causa número 1 das guerras na África até 2030, principalmente em regiões pobres que compartilham Rios e bacias.
“Identificamos 46 países, onde vivem 2,7 bilhões de pessoas, nos quais há alto risco de crises relacionadas à água provocarem conflitos violentos”, diz o secretário-geral da ONU, Ban-Ki-Moon, num artigo publicado no sábado.Na União Européia, os chefes de Estado foram surpreendidos na semana passada por um relatório do comissário de Relações Exteriores, Javier Solana, que alertou que a falta de água nos países vizinhos ao bloco vai acirrar a corrida de imigrantes ilegais para a Europa até 2050. Solana, ex-secretário-geral da Otan (aliança militar que reúne Europa e América do Norte), afirmou que as mudanças climáticas poderão reduzir a disponibilidade de água em até 30% em algumas regiões. E defendeu a tese de que o acesso a recursos naturais seja considerado questão de segurança estratégica.
Num calhamaço de mais de 500 páginas sobre mudanças climáticas, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimou que 3,9 bilhões de pessoas no mundo podem sofrer com a falta de água até 2030, 1,7 bilhão a mais do que hoje. Isso representa 47% da população mundial estimada para 2030. E, embora as projeções sejam mais dramáticas para nações pobres, 2,2 bilhões dessas pessoas estarão distribuídas pelos emergentes do Bric (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China).
Seja qual for a origem do estudo, todos indicam a mesma coisa: a principal disputa no planeta nos próximos 50 anos não será por petróleo, ouro, carvão ou minéRios, mas por água - situação capaz de criar um exército de “refugiados ambientais”. Segundo entidades como o Global Policy Forum, os governos precisam estabelecer regras de como usar de maneira coordenada reservas compartilhadas. A Índia é vista como um desses casos delicados. A disputa pelas águas com o Paquistão tem sido um dos motivos para o prolongamento da guerra na Cachemira. Já na fronteira com Bangladesh, os indianos ergueram uma barreira para evitar um maior fluxo de migrantes em busca de maior acesso a alimentos e água.Na Ásia Central, a tensão também é crescente. O Tajiquistão e o Quirguistão controlam 90% das reservas da região. Mas o Usbequistão é o maior usuário e pede acesso facilitado.
“Os glaciais no Tajiquistão perderam um terço de sua área apenas em 50 anos, enquanto o Quirguistão perdeu mais de mil glaciais nos últimos 40 anos”, diz Solana no relatório.
“Há, portanto, um potencial considerável para um conflito em uma região cujo desenvolvimento político, econômico e estratégico tem impacto direto em interesses europeus.”A água também é apontada como um dos principais motivos para o conflito em Darfur, na África. A guerrilha é acusada de envenenar reservatóRios para forçar a população muçulmana a abandonar a região. Segundo levantamento feito pela ONU em junho, o conflito, que já deixou 200 mil mortos desde 2003, pode ser explicado pela tensão criada entre grupos étnicos no Sudão depois que o acesso a recursos naturais, entre eles a água, foi dificultado pelas condições climáticas.
No norte de Darfur, o volume de chuvas caiu 30% nos últimos 80 anos. O deserto avançou em quase 200 quilômetros desde 1930.Outro problema é a disparidade no uso da água. Na avaliação da ONU, uma pessoa precisa de no mínimo 50 litros de água por dia para atender suas necessidades.
Mas, nos Estados Unidos, o consumo per capita é 45 vezes maior.Alguns países ricos já aumentaram o preço da água. Na Dinamarca, a alta foi de 54% em dez anos. O resultado foi uma queda no consumo médio de 155 litros por pessoa por dia para 125 litros, ainda bem acima do padrão da ONU.
A equação nos países pobres é diferente. Hoje, uma em cada cinco pessoas no mundo não tem acesso a água potável ou saneamento.Os problemas relativos à água não são apenas de consumo. Solana alerta que o derretimento de parte da calota de gelo do Ártico, possível efeito da mudança climática, abrirá novas passagens para navios e oportunidades de exploração de petróleo. Isso recolocaria em debate as diferenças entre países pelo controle do Ártico, até agora literalmente congeladas.
Segundo a UE, tais mudanças nas rotas teriam “conseqüências para a estabilidade internacional e para os interesses de segurança” do bloco europeu.A possível tensão entre americanos, russos, canadenses e europeus no Ártico também será tema da agenda da Otan em sua reunião anual, no mês que vem, em Bucareste.
Pela primeira vez, a aliança tratará das ameaças relacionadas à disputa pelos recursos naturais. Mais uma demonstração de que generais e estrategistas estão preocupados com riscos de conflitos envolvendo o abastecimento do planeta.
Fonte: O Estado de São Paulo

Sábado de Aleluia




Sábado de Aleluia Para muito
o Sábado de Aleluia é apenas um dia de faxina ou de preparação para a Páscoa. No entanto, esse dia sem liturgia tem um significado espiritual próprio. Jesus morreu por nós, e permaneceu três dias no sepulcro. Assim, também deveríamos nos dedicar com plena consciência ao teor espiritual desse dia. Isso acontece melhor em meio ao silêncio, quando nos posicionarmos quanto à verdade e à situação sepulcral de nós mesmos.Cristo desceu ao reino da morte, ao Hades, o reino das sombras. Posso imaginar como Jesus desce aos cantos tenebrosos de minha própria existência. O que excluo da vida? Quais os lugares para os quais não gosto de olhar? Onde foi que tratei de recalcar alguma coisa, empurrar algo para as câmaras escuras de minha alma? Para onde me nego a olhar? O que pretendo esconder de mim mesmo, dos outros e de Deus?
Jesus propõe-se descer exatamente a esses rincões da morte e da escuridão, para mexer em tudo o que há de escuro e rançoso em mim, tudo o que há de mortiço e entorpecido, e então despertar-me para a vida.Os ícones da Igreja oriental sempre representam a ressurreição de Jesus com Cristo subindo do reino dos mortos, trazendo consigo os mortos pela mão. No dia de Sábado de Aleluia permito que Cristo desça até o meu reino dos mortos, para que tome todos os mortos pela mão, inclusive o que há de morto em mim mesmo, e nos reconduza à luz, a fim de despertar-nos para a vida.Cristo esteve no sepulcro.
Assim, o Sábado de Aleluia convida-me a olhar para minha própria situação sepulcral. O que me caberia enterrar? Que feridas em minha história de vida precisam ser enterradas de uma vez por todas? Quando sepulto todas as ofensas, paro de usá-las como armas para agredir as outras pessoas. Não as carregarei mais em mim mesmo, como se fossem uma recriminação tácita aos que feriram em algum momento. Com isso, posso descartar minha mágoa, meus ressentimentos e minha irritação. Não preciso de mais nada disso como pretexto para justificar minha recusa a olhar a vida de frente.Pretendo sepultar também os sentimentos de culpa que consomem e dos quais não consigo me afastar. Preciso ter confiança em que Cristo também desceu ao meu sentimento de culpa e a todo martírio interno que imponho a mim mesmo, com auto-acusações; e desceu até aí para libertar-me. Quando paro de andar em círculos em torno de minha culpa, aí sim realmente posso despertar para a vida nova.No Sábado de Aleluia desço até meu próprio sepulcro e imagino de que forma Cristo repousa lá, a fim de trazer tudo o que lá está para uma nova vida

Cristo desceu ao sepulcro de meu medo, minha resignação, minha autocompaixão e minha morbidez, a fim de salvar-me e transformar-me no mais fundo de minha alma. Para ressuscitar na Páscoa como uma pessoa salva e liberta, preciso ter a coragem de meditar acerca de meu sepulcro e de sepultar tudo o que me distancia da vida.Páscoa


Fonte de informação - http://www.franciscanos.org.br/

sexta-feira, 21 de março de 2008

Sexta-feira da Paixão - Oração -





"Senhor nós queremos olhar para ti, para conhecer o Pai. Da cruz tu nos revela o Pai.
Revela-nos senhor, o mistério da Cruz, faze com que não tenhamos medo, faze com que nele conheçamos a Deus, conheçamos a ti, Filho do Pai, conheçamos a nós mesmos, pecadores redimidos.Dá-nos aquela centelha de inteligência que estabeleceste para cada um de nós. Faze com que a nossa vida seja coerente com aquilo que tu nos dás a conhecer, e se queres que antes de conhecer vivamos e antes de compreender amemos, dá-nos o teu Espírito, através de tua morte e ressurreição gloriosa. Adoramos-te presente no meio de nós, vivo, ressuscitado nos séculos. Amém!"


Cardeal Carlo Maira Martini

quinta-feira, 20 de março de 2008

Sexta-feira da Paixão



Sexta-feira da Paixão



Em sua obra Festas e Tradições Populares do Brasil (reeditada pela Ediouro, Rio de Janeiro/RJ, cerca de 1985), Melo Morais Filho conta um pouco sobre os usos e costumes da Semana Santa no Brasil, em fins do século XIX e início do século XX:
A Procissão do Enterro
O perdão das injúrias, o bem pelo mal, eram neste dia os orvalhos que reverdeciam as flores que se fanavam da fé. A morte do Cristo dissipava o horror da imortalidade e fazia cintilar a esperança nas plagas nebulosas da vida eterna. A crença pública imobilizava-se nas raias contemplativas, onde as ações boas conferenciavam entre si.
Como uma repercussão das palavras que o filho de Deus deixara cair dos lábios no alto do Gólgota, o Imperador perdoava a criminosos. Inimigos vinham de longe reconciliar-se; as famílias reatavam relações partidas; o filho rebelde inclinava diante do pai a fronte já obediente; e o escravo fugido comparecia indultado perante o senhor.
Nas fazendas, o eito e o tronco não gotejavam sangue, as gargalheiras não maceravam as vítimas, as correntes do cepo não mordiam o pé do cativo nas torturas das senzalas. Era o reinado da paz e do perdão; o único dia talvez em que se consideravam bem-aventurados aqueles que choravam!
E a penitência e a devoção encaminhavam à casa de Deus a turba pacífica. Na Capela Imperial, as velas gastas na vigília ao Santíssimo fumavam, avivando o lume dos morrões esbraseados e longos. A igreja conservava as portas cerradas em sinal de dó, o interior era sombrio, e os sacerdotes, aparecendo da sacristia, tomavam o altar-mor: o ofício da Paixão começava abrupto.
A adoração da cruz, deitada ao longo no chão do presbitério, o bispo e o cabido faziam prosternados, findo o que, a comunhão derradeira da semana celebrava-se solene.
A Paixão, que iniciava-se por uma profecia, era o Evangelho dialogado em canto gregoriano. Os Judeus, o Cristo, Pilatos e os Apóstolos exibiam-se na cena sagrada, tendo por intérpretes o coro e três padres, sque, de dois púlpitos e da laje do templo, entretinham a ação, combinando trechos bíblicos com as cadências sublimes de antigüidade remota. No desempenho da tragédia divina, os padres, elevando os braços, alteavam a voz, - Eram os bradados. A paixão concluía-se pelo ofício de Trevas, que, em tempos afastados, precedia de pouco à saída da procissão do Enterro.
Das oito para as nove horas da noite, duas dessas procissões percorriam as ruas da cidade; a do Carmo e a de S. Francisco de Paula. Escolhendo como tipo a do Carmo, a sua descrição é curiosa, resistindo severa a confrontos longínquos.

Na primitiva, os personagens do cortejo eram menos numerosos; porém, uma espécie de prólogo, de intermédio dramático, numa encenação de efeito, dava a conhecer os principais caracteres.
***
Em 1831, por volta das quatro horas da tarde, a procissão do Enterro estava na rua, sendo utilizados, para se encarregarem de diversos papéis, cantores e músicos do ofício de Trevas.
Esgotadas as práticas de sexta-feira na Capela Imperial, o Carmo enchia-se de povo para observar uma verdadeira cena de teatro. A um sinal convencionado, abriam-se as cortinas de damasco do coro, e as figuras que tinham de formar o préstito fúnebre apareciam agrupadas, causando grande sensação.
Minutos depois, cerrava-se o pano, e aqueles personagens incorporavam-se nas ruas populosas ao cortejo admirável. A procissão do Enterro, como se fazia mais recentemente, suprimira esta cena histórica, acrescentando, como compensação, novas figuras e mais avultados acessórios.
A procissão do Carmo saía às oito horas da noite. A multidão, apinhada no largo do Paço, defronte da igreja, e na rua Direita, movia-se em massa, aqui e ali, como uma onda de asfalto fervente, negra e espelhante.
O luar batia ao longe no mar e polia as paredes brancas e as sacadas dos edifícios, de onde centenas de famílias debruçavam-se sôfregas. As luminárias douravam das janelas e sacadas, as colchas flutuantes ao vento, produzindo os reflexos iriados uma perspectiva brilhante.
Com os tambores forrados de preto, a bandeira enlaçada de crepe e as armas em funeral, um batalhão da guarda nacional postava-se a um lado da praça para as honras fúnebres do saimento.
A um momento inesperado, súbito clarão golfejava da porta principal da igreja que se abria. A gente que ocupava o adro, descia; o povo separava-se em alas na rua Direita; os sineiros, no alto da torre, despencavam o corpo, abraçando a cabeça dos sinos; e todos voltavam o rosto, estirando o pescoço, para o alpendre do templo. As pessoas mais sisudas e discretas colocavam-se a maior distância, o que deveras convinha à apreciação do aparatoso ato.
Bem como enorme pedaço de veludo negro, cortado por dois galões de fogo, assim era aquela trilha, serpeada pelas luzes das tochas em profusão. A procissão havia saído... De há tantos anos passados, falemos do préstito, revivendo recordações.
Rompendo a marcha e levando adiante de si a multidão que se atropelava, seis soldados da cavalaria da polícia, com espadas desembainhadas, alinhavam o povo.
As mulheres suspendiam nos braços as criancinhas sonolentas, o chefe de família dispunha, segundo a idade e o tamanho, os filhos e as senhoras, para que bem vissem; e nas portas escuras, trepados em mochos, os escravos procuravam, da melhor forma, espiar o que se passava. O rebuliço e os arremessos eram infalíveis, como se pode deduzir. E a matraca, batida por um indivíduo vestido de balandrau, troava...
Equilibrado por um irmão do Carmo, o Lábaro romano campeava nas alturas com a vistosa incrição em letras de ouro: S. P. Q. R. À sua sombra, o Farricoco, envergando uma túnica escura, com capuz sobre a cabeça, e máscara aberta para os olhos e boca, simbolizando os Novíssimos do Homem, tocava uma trombeta, sustendo na mão esquerda uma comprida e fina vela de cera, da qual a instantes sacudia os pingos.
Com este personagem bizarro começavam a passar os Terceiros da confraria, com seus hábitos próprios, empunhando grossas e pesadas tochas, conduzindo alguns, pela mão, um anjinho, cada qual com um instrumento da Paixão.
Nessa procissão, como nas demais, os comerciantes portugueses que representavam as riquíssimas irmandades adornavam-se de suas condecorações nacionais, cravejadas de finíssimas pedras e de brilhantes de raro valor.
Pode-se dizer que a confraria do Carmo comparecia toda, preenchendo os irmãos os grandes claros, os intervalos prolongados, entre a aparição dos personagens que a crença daquela época supunha haverem acompanhado o enterro do Cristo.
O préstito parava amiúde; os anjinhos, fatigados, iam quase de rastos; e o guião, com o seu séquito de irmãos da Misericórdia, com castiçais de pau e velas acesas, obscurecia os ares, azuladamente transparentes pelo brilho da lua cheia.
E nem mais se ouvia a matraca... O Farricoco perdera-se de vista. A este, porém, vinte minutos mais tarde, seguiam-se os quatro Profetas maiores, em costumes de mouros, perfilando ao ombro escadinhas de pinho, marchando impertubáveis. Este grupo, barbado e de cabelos cacheados, não passava isento de motejos. E os irmãos prosseguiam, os anjinhos mais desenvolvidos marchavam, balançando a perninha, e os Profetas lá iam...
Um destacamento da guarda romana, com alabardas, lanças e escudos raiantes, assomava após, capitaneado por um Centurião, homem colossal e resoluto. De viseira e capacete de couraceiro, com sua banda de seda franjada de ouro, levantava o passo graduado, deixando assentar a pesada e enorme alabarda nas pedras, que estrondavam à pancada. Os rapazes gostavam desta figura e aplaudiam o desgarre.
Os anjinhos, portadores da coluna, da cana e da coroa de espinhos, indicavam que o sarcófago do Senhor passaria em breve. Então, as três Marias, que eram músicos vestidos de dominós pretos e de máscara, avizinhavam-se, com as suas auréloas em volta da cabeça, fazendo leves mesuras, e murmurando lugubremente: - Behu! Behu!

A estes figurantes, que tornavam-se às vezes ridículos a espíritos imprudentes e pouco refletidos, sucedia o coro dos músicos da Capela e o Anjo-cantor. O Anjo-cantor era uma beleza de dezesseis a dezoito anos, ricamente vestida e cingindo um diadema de ouro e brilhantes.
Subindo uma escada de degraus largos, quando entoava, desenrolando o sudário ensangüentado, a antífona - O vos omnes qui transitis per viam - sentia-se que por ali ia passar alguma coisa de divino. As flores, atiradas das janelas, forravam-lhe o caminho; o esquife do Senhor aparecia.
À semelhança de um lago de estrelas frias, o sarcófago de prata maciça oscilava ao ombro de frades do Carmo, de alva e estola atravessada, coroados de espinhos. O religioso silêncio que dominava as multidões era apenas quebrado pelos rufos abafados de tambores, e pela marcha fúnebre que se executava longínqua.
Em seguida, vinha o andor de Nossa Senhora, carregado por irmãos do Carmo. Como o esquife, este andor era todo de prata esculpida, mas guarnecido nas quatro faces por estreitas cortinas cor de violeta e douradas, que terminavam em ricas franjas de ouro. A sagrada imagem no seu pedestal rodeado de ciprestes, impunha-se como santa, como virgem e como mãe!
Este cortejo era fechado pelo batalhão, cuja música tocava, durante o trajeto, marchas fúnebres. Só depois das onze horas a procissão recolhia-se à igreja de onde saíra, ficando por mais algum tempo as imagens expostas à adoração do público.
Pouco depois, o sermão de lágrimas, outrora verdadeiro primor de eloqüência, era declamado pelo orador mais célebre aos fiéis reunidos naquele sacrário de dor. Muita gente do povo percorria os Passos, visitava os Hortos, ficava estacionada nos adros das igrejas expostas ao público.
Igual procissão, que saía de S. Francisco de Paula, tinha seus partidários, seus devotos, mas itinerário diverso.
Sentadas nas calçadas, ao longo das ruas, dos degraus das igrejas, as vendedeiras de doces e confeitos arriavam os tabuleiros, dentro dos quais uma lanterninha de folha-de-flandres, com uma vela acesa, alumiava os mostradores ambulantes.
À distância, essa miríada de luzes movediças dava a idéia de uma noite clara dos trópicos, com as suas moitas cheias de luz e suas campinas chuviscadas de vagalumes.
Da Semana Santa, cujo livro de costumes o nacionalismo brasileiro atirou ao olvido, salve-se ao menos esta lauda da tradição.


Fonte de informação Jornal Novo Milênio http://www.novomilenio.inf.br

Quinta-feira Santa - resgate e tradição -

O lava pés e a instituição da Eucaristia. Neste dia é também celebrado em todos os templos do mundo, pela manhã ,a Benção dos Santos Óleos Liturgicos (Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos), para serem usados durante todo o ano. Celebra-se também a Renovação do Sacerdócio. Leia mais clicando aqui.




Quinta-feira Santa

Em sua obra Festas e Tradições Populares do Brasil (reeditada pela Ediouro, Rio de Janeiro/RJ, cerca de 1985), Melo Morais Filho conta um pouco sobre os usos e costumes da Semana Santa no Brasil, em fins do século XIX e início do século XX:

A começar da véspera, o luto obscurecia o esplendor das igrejas. A pirâmide ardente do altar-mor em dias de festa havia desaparecido, e a fisionomia consternada dos templos, em que luzes isoladas bruxuleavam fúnebres, convidava os fiéis à penitência e à contrição.
Em épocas que a nossa lembrança descobre, a Quinta-feira Santa era um dos maiores dias do povo; dia exclusivameante consagrado à expiação das faltas, aos sacrifícios propiciatórios.
Durante a semana, os templos transbordavam de devotos que iam desobrigar-se; a voz eloqüente do orador sagrado retumbava nas naves como um paroxismo profético da eternidade; e os santos, em seus nichos dourados, ocultavam-se por trás das cortinas roxas, apenas o sacerdote levantava a antífona das Trevas.
E quanto fervor! De quanta poesia a imaginação popular exornava esses atos, esses deveres!... As superstições sucediam-se às práticas religiosas, o recolhimento da consciencia serenava as paixões, e as Endoenças como que colocavam a população na presença de um Deus agonizante.
O que se passava na Quinta e Sexta-feira Santa no seio das famílias era de uma simplicidade primitiva e tocante. "Porque Nosso Senhor estava doente", a casa não se varria, os escravos não trabalhavam, os meninos não faziam bulha. Não se cantava, não se dançava, não se tocava. As correções corporais eram abolidas; falava-se baixinho, jejuava-se, rezava-se...
As donas-de-casa emprazavam-se para quando rompesse a Aleluia certo ajuste de contas com as escravas delinqüentes e os filhos traquinas.
No corpo das igrejas e nos corredores, nas sacristias e nos claustros, gente de toda a classe buscava os confessionários, desde o sábio e o alto funcionário público, até o homem obscuro e o cativo humilde, cuja metafísica limitava-se a crer e orar.
O jejum, não obstante ser obrigatório, sofria restrições: eram excluídos os doentes e enfermos, as senhoras grávidas e as crianças, os velhos e as mulheres que amamentavam. A abstenção de toda a casta de jogos e divertimentos, e a continência, em qualquer condição, constituíam uma lei.
Durante a semana final comungava-se. O padre adiantava-se no silêncio glacial das igrejas, acompanhado dos acólitos; e, diante da toalha imaculada, os fiéis, de joelhos, recebiam a partícula sagrada.
E ao brilho do cibório magnífico e dos círios acesos, um cálice de prata repleto d'água circulava na destra de um irmão de confraria, bebendo um gole cada um dos penitentes, absolvidos dos erros dos dias implacáveis.
O ofício da Paixão, na Capela Imperial e no Carmo, era concorrido não só pela multidão anônima, porém ainda pelo que havia de mais elevado e distinto entre a nobreza e o povo.
Especialmente na primeira destas igrejas o pontifical do bispo, o comparecimento do Imperador e dos seus ministros, do mundo oficial enfim, adquiriam mais deslumbramento ao faiscar das gemas brilhantes sobre o reflexo negro dos veludos e sedas das ricas damas que, das tribunas e do interior das grades laterais, aguardavam, piedosas e belas, a cerimônia da Paixão e do Lava-pés.
Depois da missa, da sagração dos óleos místicos e de desnudados os altares, arriavam-se os sinos, a hóstia era depositada no cofre ou túmulo; a música a vozes executava arrebatadoras composições de José Maurício e de outros mestres, seguindo-se após as Lamentações - tudo o que há de mais inspirado na poética sonora do cristianismo.
As notas repassadas de imprecações e angústias do doloroso e patético drama das Lamentações, a multidão como que via, na série de plangentes antífonas, os profetas da antiga lei ressurgirem nas suas proporções incomensuráveis, mas, no meio das apóstrofes, entornando a segurança e a fé nos corações desolados. E o coro, respondendo às argüições soleníssimas, parecia o eco de uma ruína que desabava.
A estética daquele tempo tinha como forma de arte a beatitude d'alma e a cristalização eucarística das lágrimas!
Absorvida no lutuoso motivo, a reunião dos fiéis tornava-se respeitosa e sentida. E aos reflexos lívidos do santuário, aquela espécie de viajantes das terras austrais descobria o aspecto calmo e sereno do céu. E a matraca, que desde a véspera substituíra nas Trevas o sino, atroava a
sacristia. A arquibancada para o Lava-pés aí estava sobre o mármore sagrado da igreja, para o mandato comemorativo.
O bispo, na majestade do seu porte, avultava com os seus sacerdotes e comitiva; e doze padres, alinhando-se, sentados nos lugares determinados, indicavam o complemento do rito, quanto aos oficiantes.
O venerando imitador do Cristo, identificado com o seu papel, patenteava toda a humildadea do Divino Mestre quando, interrompendo a ceia, lavara os pés aos seus discípulos, pressentindo já na face pálida como as nuvens do inverno o beijo frio e viscoso da traição de Judas.
Durante a locão, o coro da Capela entoava umas harmonias de José Maurício, tão inspiradas que enlaçavam em sua sublimidade maravilhosa o grandioso, o mistério, o amor e a prece! Quanto esta cerimônia findava, celebravam-se as Trevas.
O altar do Sacramento, guardado por sentinelas com as armas em funeral, ficava iluminado como uma montanha de fogo; e dividindo os quartos da noite, os irmãos velavam a hóstia consagrada. Ali estava à luz - no resto da igreja rolavam as trevas.
O efeito conveniente dos acessórios destacava todo o Intermédio de tristeza que ia desempenhar-se. No santuário, ocupava o centro um candeeiro triangular, com quinze velas de cera amarela, que queimavam crepitando e fundiam-se em grossos fios. E o conto das visões proféticas, os lamentos e as orações, ecoavam lugubremente no recinto e nos altares despidos dos adereços de outrora.
O simbolismo é o transcendente dos cultos. O candeeiro das Trevas tinha essa expressão e esse caráter. À medida que findavam os salmos, a modo que a morte, aninhada em algum turbante de sombras, alongava a asa por sobre uma daquelas luzes... Um acólito as apagava.
Adiantando-se o Ofício, mais se adiantava a negridão que peneirava-se no tremplo, até que o círio do ápice do referido triângulo ficava único como um pensamento que não morre, como um santelmo de náufrago aos frêmitos da tempestade. Um corista, porém, o retirava, e, levando-o para trás do altar-mor, aí o escondia.
Entre Deus e o sol há um ponto de contato: não é necessário que eles se mostrem, para que sua luz ilumine os horizontes e o mundo. - Aquela vela simbolizava o Cristo morto rasgando com ondas de esplendores o ar noturno do sepulcro! E os padres, como uma legião de sombras resvalando no caos, murmuravam: - Miserere. Então, o círio misterioso reaparecia, o silêncio era substituído pelo alvoroço, pelo bater de livros nos bancos e o estalar ensurdecedor das matracas.
Enquanto a Capela Imperial retinia dos últimos rumores das Trevas, no paço o Imperador humilhava a sua fronte coroada diante de onze pobres e um sacerdote, na cerimônia do Lava-pés. Semelhando a Vítima divina, e a exemplo dos papas, dos reis, dos mais imperadores, dos arcebispos e bispos, dos abades e provinciais, Sua Majestade mantinha esses estilos, empanados presentemente por hálitos heréticos.
Este ato era concluído pelas esmolas de moedas de ouro aos pobres, e a oferta de um ramo de flores ao padre que os acompanhava.
Desde o meio-dia o exército cingia de crepe as bandeiras, as músicas calavam-se, as armas ficavam em funeral. À tarde, as consoadas nos conventos e domicílios privados...
Na Quinta-feira Santa, a partir de seis horas, a população, vestida de luto, comprava amêndoas e visitava as igrejas.
***
Da multidão silenciosa ouvia-se nas ruas o burburinho confuso e cadenciado. O farfalhar das sedas, o ruído da turba em caminho, palavras ao acaso, condensavam-se em certa altura, numa ondulação única, porém larga e igual. A visitação, depois da desobriga, tornava-se com o que um respiradouro àquela gente, enlevada no misticismo dos crepúsculos cristãos.
As igrejas soturnas atraíam nessa noite todas as classes populares; por isso que os painéis da Paixão ou os Passos, e a exposição do Senhor Morto, se haviam preparado e disposto segundo a letra da tradição.
Ao transpor-se o limiar de um templo, deparava-se ao olhar o santuário quase ermo de luzes e coberto de panejamentos negros.
Habituando-se à escuridão, quem se aproximasse descortinaria a cena mortuária preparada no fundo, cena comovente e destinada a impressionar os espíritos piedosos.
Na Lampadosa, por exemplo, armavam com folhagens um Horto verdadeiramente tétrico, esclarecido com escassês, no meio do qual a imagem do Cristo morto, envolvido no lençol do jazigo, era guardada por irmãos do Santíssimo, com tochas acesas, de opa vermelha, tendo a um lado uma grande salva de prata, onde cada visitante depunha o seu óbolo.
Na generalidade, os Passos do Rosário e os Hortos eram pouco comuns. Simplificando o aparato, a exposição na pluralidade das igrejas resumia-se em colocar o Senhor Morto embaixo do altar-mor, do qual retiravam a face esculpida, ficando sobre o altar a Virgem das Dores, nas solidões intermináveis de sua agonia sem tréguas.
Os irmãos da confraria - e mais ortodoxamente os do Santíssimo Sacramento - velavam alternativamente com tochas ardentes o simulacro de túmulo do cadáver de um Deus.
Os fiéis, que deviam visitar, pelo menos, sete igrejas, dobravam o joelho no topo dos degraus, inclinavam o corpo, abaixavam a fronte, beijando de preferência os dedos do pé ou o dorso da mão ensangüentada, da imagem estendida. E, erguendo-se compungidos, sacudindo a poeira dos vestidos, deixavam na salva a esmola espontâna, saindo em seguida.
Entre as famílias, entre as pessoas mais chegadas, entre o povo finalmente, a frase: - "me perdoe alguns agravos" -, era própria do dia. E este dizer tão simples, que autenticava a desobriga da quaresma, abrangia os derradeiros temores de uma alma purificada pela religião e pela penitência.
A exposição das baixelas de prata e de ouro, do paço da cidade, disputava a concorrência com as mais esplêndidas igrejas. Até meia-noite, que durava a visitação, magotes de povo empreteciam as ruas.
O comércio de amêndoas estava no seu auge, as confeitarias repletas de compradores, e o luxo ofuscava. Ninguém havia que resistisse à tentação de comprar um presente de festas, um objeto qualquer para uma oferta.
Os estabelecimenos especiais, como as confeitarias do Deroche, Castelões, João Guimarães, Carceler, Castanino, do Felipe do largo da Carioca, e do Neves do largo do Capim, ostentavam-se caprichosos, com suas cortinas de cassa nas portas da entrada, com suas galerias feitas em colunas e forradas de seda, com seus candelabros e arandelas de gosto e preço.
O povo chusmava nessas casas, escolhendo à vontade caixinhas e cartuchos de amêndoas, deliciosas empadas, cestinhas com asas, enfeitadas com fitas e papéis, confeitos de amêndoas, cravo, canela etc.
Por entre as soberbas jarras com flores das escadarias, a classe fina da sociedade, as famílias importantes e ricas chegavam aos salões luxuosos do João Guimarães, em que os gelados, os doces saborosíssimos e os sorvetes eram servidos por empregados luzidos e atenciosos. Ao movimento generalizado e incessante presidia a boa ordem das nossa festas populares.


Felizes tempos aqueles em que o povo tinha crenças e expansões íntimas!
Mas esses tempos passaram...
Fonte de informação - Jornal Novo Milênio - http://www.novomilenio.inf.br

quarta-feira, 19 de março de 2008

Solidariedade - Salve esta vida - Luís Flavio


Não me conformando com o que postei no dia de ontem, continuei a pesquisar sobre medula óssea.

São infinitas as matérias a respeito, uma das coisas que gostaria de saber eram os endereçoes virtuais e fízicos, para que pudesse entender melhor sobre a doença e também passar para aqueles que se intereçarem em abraçar junto conosco e com com a enfermeira Paola está nobre causa.

Nessas andandanças descobri um blog que se intitula Seja um Doador de Medula òssea, salve uma vida Leucemia Blog,você encontrará de tudo sobre a leucemia inclusive sobre a nutrição, procurando saber mais a respeito do mesmo, infelismente nada encontrei, pois me parece um blog desativado. Sendo assim deixo o endereço virtual e também uma lista de endereços retirada do mesmo.
Não deixem de acessar esse blog tão bem feito e elaborado.

Peço também a todos que procurem os Hemocentros de suas cidades para doarem sangue, precioso líquido que na maioria dos Bancos de Sangue do país estão há faltar.

Só como exemplo da escassez de sangue nos Bancos, pelo Blog da Luma que também abraçou essa causa,fiquei sabendo que na cidade do Rio de Janeiro por causa da Epidemia de Dengue o Hemocentro de lá já trabalha no zero. Absurdo não acham? Uma cidade daquele tamanho com falta de samgue.

Pessoas que eu amo, doem sangue, não doí, salva vidas e vidas preciosas como a sua e como a minha.

Aproveitem está semana que é uma semana especial para a maioria dos brasileiros tidos como o maior povo cristão da face da terra e façam uma boa ação, ou façam obras, pois ação sem obras de nada vale.


Lista de endereços pelo Brasil a fora, agora ninguém terá desculpa de dizer não sei onde me cadastrar ou me infomar , a lista está abaixo é só clicar e pronto VOCE PODERÁ SALVAR UMA VIDA QUEM SABE A VIDA DE LUÍS FLÁVIO OU DE MUITOS OUTROS LUÍS PELO MUNDO A FORA.





Hemocentros




São Paulo / Capital Hemocentro (11) 3226-7258 Rua Marquês de Itu, 579 (Metrô Sta. Cecília)2a. a 6a. feira - 7 - 18 horas




sábados - 7 - 15 horas Secretaria Estadual de Saúde


Responsável - Dr. Luiz Augusto PereiraAv. Dr.Enéas de Carvalho Aguiar, 188 9º andar - Cerqueira CésarCEP: 05403-020 - São Paulo SPFone: (11) 3064-1649 / 3066-8552 / 3064-1649Fax: (11) 3083-3942 / 3088-5094


Página web:
São Paulo /

Interior Botucatu
Coordenadora: Dra. Maria Fernanda Cordeiro de CarvalhoHospital de Clínicas da UNESP - Botucatu Bairro: Rubião Jr. s/nCEP: 18618-000 - Botucatu/SPFone: (14) 3811-6386email: dcm@fmd.unesp.br

Campinas
Coordenador: Dr. Adriano Fregonesi Hospital das Clínicas da UNICAMP - Captação de Órgãos - 3º andarCidade Universitária Zeferino Vaz - Bairro: Barão Geraldo CEP: 13083-970 - Campinas/SPFone: (19) 3788-8000 / 3788-8003 email: captacao@hc.unicamp.br

Marília
Coordenador: Dr. José Cícero GhilhenRua Aziz Atalah, s/nCEP: 17519-101 - Marília/SPFone: (14) 424-5010 / 424-5610 / 423-8915 email: luis@famema.br

Ribeirão Preto
Coordenador: Dr. Gustavo Ribeiro de Oliveira Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - 1º andarCampus Universitário da USPCEP: 14048-900 - Ribeirão Preto/SPFone: (16) 602-2686 / FAX: (16) 633-2189 email: cncdo2@fmrp.usp.br

São José do Rio Preto
Coordenador: Dr. Renato Ferreira da Silva Hospital de Base da Faculdade de Medicina de S.J.do Rio Preto Avenida Brigadeiro Faria Lima, 5416CEP: 15090-000 - São José do Rio Preto/SPFone: (17) 227-7030 / FAX: (17) 227-7033 email: renatosilva@famerp.br
Sorocaba
Coordenador: Dr. Rogério Carballo Afonso Conjunto Hospitalar de SorocabaAv. Comendador Pereira Inácio, 564CEP: 18000-000 - Sorocaba/SPFone/FAX: (15) 232-4049 ou 3332-9100 rm.9283email: rpafonso@uol.com.br

Rio de Janeiro
Redome (21) 2233-9716 Pró-Vita (21) 2516-0862 / 2516-1615 / 2516-1266 CEMO (21) 2506-6215 Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (11) 3064-1649, 3088-5094 e 3066-8550

Paraná Curitiba
Serviço de Transplante de Medula Óssea Hospital das Clínicas da UFPR Rua General Carneiro, 181 - 4. andar - Anexo B80.069-150 Curitiba - ParanáTel. (41) 262-6665 - ramais 226 / 236Fax (41) 264-5472Disque Saúde: 0800-61-1997 email: tmo@hc.ufpr.br http://www.hc.ufpr.br/

Maringá
Banco de Dados de Doadores Voluntários de Medula Össea - UEM Tel. (44) 261-4347Fax (44) 261-4431Disque Saúde: 0800-61-1997 Email: imuno@dac.uem.br
Pernambuco
Central de TransplanteTel.: (0XX) 81- 2231-3939 Recife – PE Em caso de dúvidas, Ligue para o Disque Saúde 0800 611997 ou envie um e-mail para contato@mail.inca.gov.br www.inca.gov.br/cancer/leucemia http://www.abrale.org.brwww.sliba.org.br/
www.orbita.starmedia.com/paulorobertomedula/ www.infomed.hpg.ig.com.br/llc.html http://www.andre.sasse.com/ www.themaxfoundation.org/

portuguese BIREME
- Biblioteca Virtual de SaúdeCentro de Quimioterapia Antiblástica e Imunoterapia Fundação Nacional de Saúde Conselho Federal de Medicina Sociedade Brasileira de Câncer RSBC - Revista da Sociedade Brasileira de Cancerologia Sites em espanhol www.viasalus.com/vs/B2C/cn/enciclopedia/ESP/ency/article/001299.jsp

www.meb.uni-bonn.de/cancernet/

spanish
Sites em inglês
http://www.oncolink.com/ http://www.nci.nih.gov/ http://www.cancer.org/ (facts & figures) http://www.icla.org/ http://www.cancernet.nci.nih.gov/ http://www.leukemia.org/ www.phrma.org/patients www.acor.org/diseases/ped-onc http://www.candlelighters.org/ www.oreilly.com/catalog/leukemia www.oreilly.com/catalog/leukemia2 http://www.cancerguide.org/ www.patientcenters.com/leukemia www.cancer.gov/

publications ASCO On-line
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FONTE DE INFORMAÇÃO - SEJA UM DOADOR DE MEDULA ÓSSEA - SALVE VIDAS

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